quarta-feira, 27 de junho de 2012

(...) a dor e a rendição...

Às vezes as lágrimas são rios densos que escorrem em minha face
Revelando as mágoas ainda vivas...
Peço perdão pelo passado,
Sigo porque preciso reagir, sorguer-me através da lama...

Seria muito fácil desistir...
O ser disforme (sem FORMA), mas confiante no porvir
Acredita em rosas e outras primaveras,
Aceita a minha imperfeição indo através do olhar do estranho: o estranho que plaina no ninho...

Não estou mais buscando sua avaliação,
Mas ainda dói os julgamentos e a condenação.
Não sou revoltada, porque perdoo o frio da madrugada e quero seguir,
E ai de mim... Faço o possível para sorrir!

Não sou despossuída, possuo a minha alma
E atravesso os espinhos sem armaduras;
Choro a verdade crua, choro a ferida ainda aberta,
E a deserta estrada do seu pulsar de palavras: cortante, me colocando como migalhas...

Como se dissesse aos demais errantes
Da prole desunida:
Se mirem nesse caos que anda,
Para não ficarem tão decadentes quanto esta menina!

E assim, sou o espelho rachado tal imagem distorcida,
Um exemplo que passa como que a dizer
Nas legendas garrafais desse filme de terror:
Se mirem nessa errante, para não passarem a ter essa vida de dissabor!

Crescer é muito mais que seguir para uma casa;
Tem mais a ver com auto estima
Auto suficiência!
Não permitir que um ser errante ainda que tenha lhe parido

Aponte os dedos para seu ser, ainda que distorcido,
Porque os dedos dela são sujos de tinta!
E as lágrimas causadas nessa quarta...
Só quis vir ao curso, e seguir um curso normal em minha vida.

Dar o que não tenho... E das palavras comparativas
Pra dizer não culpe a outrem
Se teve seus erros para comigo...
Não é autopiedade; é a sinceridade, e essa dói mais em mim.

Seguir!
Esperava que ela dissesse, apesar de...
Sua irmã é superação!!
Mas pareço o monstro gordo e disforme

Sem possibilidades, sem perspectivas.
Acusada por outrora
Ainda que encare com coragem cada novo dia:
Ela e seu sofá depressivo...

Eu?
A certeza que o passado só passa com o real afastamento
Onde não provamos nem queremos ser O exemplo.
Somos apenas o vento e também o tempo, que explica o porque de tanto sofrimento.

Não a boneca que eles visualizaram.
Não a pessoa independente que começo a ser.
Nada para lhes oferecer,
Mas preciso é seguir, porque por aí haverão de me ver:

"Fofa" mas autêntica.
Varorizada pelo que sou!
Não um fantoche nesse teatro de horror.
O inferno já passou...

O inverno vai passar...
A lua inteira a banhar meu mar.
Mais perdão, transmutação;
Até a dor é para mim inspiração

Pra dizer não veja o que aparento
Porque essa carcaça poderá não lhe agradar,
Mas veja que a barata resistirá se houver uma guerra nuclear
E meus momentos de hecatombe, superei!

Superei porque já tenho meu lar
E não preciso ser humilhada, ouvir batatas...
Os cegos do castelo ainda cegos
E eu tenho que me valorizar e seguir a longa estrada.

Porque depois de tudo que passou,
Das dores, dos tremores e de tanto horror
Ainda pessoas (tantas) a me admirar
E a dizer: Vá além, e deixe estar...

Porque o tempo cura a dor
E a gravidade atinge a todos mais cedo ou mais tarde.
Mas o seu dom, o seu tom, sua mensagem
É luz e miragem, e os irmãos de luz sempre ao seu lado a dizer:

Creia e não se abata,
Ânimo, fé e coragem!
Porque mais cedo, ou até mais tarde
Provará não aos seus familiares, mas a si mesma

Que fortaleza
É quem acredita na vida
E faz da dor a razão para um novo dia
E cala àqueles que não fazem nada, mas invejam sua valentia,

Porque tu poeta que não usa máscara,
Porque tu a imensidão de quem vai além da muralha...
E esses sempre serão apontados
Porque tem coragem de sair da caverna e ver o ocaso

Mas de um simples caso triste caso,
Fazem a vida emergir com novos significados,
E entendem a razão de estar nesse plano, com esse fundo de pano
Como roteiro em seu teatro.

Ver que missão
Não é omissão.
É renúncia e muitas vezes o real afastamento
Porque amadurecimento muitas vezes vem com ruptura de laços:

Crescer dá trabalho?
Mas não é melhor que lágrimas, dor, se sentir inferior
E cheia das mágoas do passado?
Hora de crescer é hora de encerrar um conto

Para poder escrever um romance pleno de significados.
Onde o perdão vem com o crescimento.
E pra que visita, se só tu visitas e (ainda) não recebe a retribuição?
Cresça poeta! Que seu sim seja sim, e seu não seja de facto não.

E para tanto
É preciso sair do engano, e parar com qualquer comparação.
Cada qual com sua colheita
E está na hora de plantar noutro terreno, e apenas colherá em outra estação...

E nessa hora, porvir, aurora,
Se ela ver sua alma e não seu corpo ou sua conta bancária,
Saberás que houve uma rendição...
Senão siga perdoe e entenda: O tempo de Deus tem outra significação...


domingo, 3 de junho de 2012

Os desafios da profissão (Por Carmen Ligia)

Os desafios da profissão (Por Carmen Ligia)

Estava em minha sala de aula (ensinando história), e falei aos meus alunos que escrevo poesias, e sobre a existência dessa blog (28 de maio último). Aí uma das minhas alunas lançou um desafio: "_ Então escreva uma poesia AGORA!" Perguntei-lhe: "_ Você quer que eu escreva sobre o quê?" A discente disse-nos: "Os alunos!"
Então, peguei a caneta e coloquei na lousa o seguintes versos...

"Os alunos sonhadores:
Que migram, sacrificam-se,
Choram e persistem;
Jamais desistem!
Eis o sonho,
Eis o homem,
Eis a LIDA!"

Bemmm, desafios? A-do-ro... E em se tratando de poesias: Maravilha!!!


segunda-feira, 14 de maio de 2012

sábado, 5 de maio de 2012

Documentário: Os disformes renascerão (Por Carmen Ligia)


"Te seguimos e te contemplamos
Calamos e gozamos:
São os sorrisos e as estiagens,
Mas a esperança em novas colheitas que não morrem jamais!

Há um tráfego/e tráfico imenso de interesses distorcidos;
Há os descaminhos e uma manada enlouquecida.
Todos seguem, suam e buscam um sentido
Através do caos, barulho e internet: menos letras, mais isolamento!

Vejo que o que se vê não vem ao caso;
Há uma transmutação violenta presente no insconcente desta gente...
E me pergunto: Onde eu me encaixarei
Na grande engrenagem do Teatro Disforme dos Mortos Vivos??

Mas eu também sinto
Em meio àquela confusão de sensações
E sentimentos tão rasteiros um chamamento pra vida:
O brotar de novos tempos...

Não saberia explicar a exultação de sensações ao teclar uma intuição...
O que sinto é que às vezes as palavras me escapam
Não porque o olhar é/está desatento,
Mas simplesmente porque se clama vento: tempo ao tempo!

Resumo da Questão:
O Teatro se transformará em um Documentário
Que registrará em primeira mão
Àqueles seres disformes que renascerão."

(Por Carmen Ligia nessa tarde tão igual de sábado... 05 mai 12).

Drummond (d novoooo!)

Simplesmente Drummond



segunda-feira, 30 de abril de 2012

Aos meus amigos...

"Meus amigos são o maior tesouro que possuo;
Em tempo de desespero eles são meu alento;
Em tempo de construção eles são meu alicerce.
Em tempo de paz eles são meu sorriso pleno
E nas tempestades, minha esperança nos dias de sol.

Meus amigos são o melhor de mim!
Meus amigos são os irmãos que guardo na saudade
E na minha presença, ainda que estejam distantes.

Meus amigos são tudo de bom:
Risos,
Som,
Melodia,
Segurança,
Incentivo e muita nostalgia...

(...) Para todos os meus amigos obrigada,
muito OBRIGADA por fazerem parte de minha VIDA!"

domingo, 25 de março de 2012

Mais 1 reflexão...


Escrever é minha libertação
e minha agonia.

Amanheço prosa,
anoiteço poesia...

(Karla Leopoldino)

Bom domingo a todos...!

Mais reflexões...


"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome."

(Perto do Coração Selvagem - Clarice Lispector)

Outras e outras reflexões em https://www.facebook.com/w.php?h=AeSn0bg1bAPqmr_p#!/imagememacao

Reflexão


Felicidade é serenidade. Não tem nada a ver com piscinas, carros e muito menos com príncipes encantados. O amor é o prêmio para quem relaxa. "As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas".
(Martha Medeiros)

Outras em https://www.facebook.com/w.php?h=AeSn0bg1bAPqmr_p#!/imagememacao

terça-feira, 20 de março de 2012

Meu amor, bom dia!! (Poesia de Carmen Ligia, 20/03/2011)...


"Queria ressignificar os versos
E significar a vida.
Ver além dos símbolos
E compreender os arquétipos...

Quero encontrar o livro,
A chave escondida,
Que faz brilhar a luz
Sobre o mundo de vilanias.

Busco um tempo perdido, decerto encontrado,
Busco o amor de tempos e outros espaços...
Vejo uma estante com muitos livros,
Um café com leite, e o mar no meu olhar.

Sinto uma casa ampla, um amor sereno.
Um sorriso manso, um corpo que entendo.
Percebo que nos buscamos, de outras vidas
E seremos escritores de velhas teorias...

A imagem não é imaginação bem trabalhada,
A imagem em ação, é encontrar parte de minha alma...
Ele vai... Seco, sozinho, perdido e nostálgico,
Então me pergunto: Quando vou abraçar seu abraço?

São noites longas pois já estou contigo,
Vibrando em uma frequência, tão cheia de Sol...
Meus livros aqui espalhados pelo chão,
Meu pensamento disperso, indo em sua direção.

Faço uma oração por nós, amor que me engrandece,
E que me aquece, ainda que eu esteja na solidão.
Somos um encontro cósmico, rio e mar;
Somos Sol e Lua, um universo a se restaurar...

Sinta minhas palavras, tecladas e por ti absorvidas,
Sei que vai achar o caminho pra casa, pra VIDA!
Te espero porque sempre fui sua,
Mesmo com desencontros, as cartas seguem marcadas...

Amor, o que quero é seu olhar,
Escritos e novos livros para dedilhar.
Um som envolvente, que perpassa a Índia,
E nossa cura tântrica, equlibibrando chakras destoantes, e restaurando energias...

Volto ao plano perfeito do sonho já realzado.
Creio na força da intuição, e da alegria que sinto,
Porque se perdemos alguns anos, nada perto do que é eternidade,
E dos grandes momentos que passaremos juntinhos, sem mais saudades.

Meu amor!
Não pensa, não deixe que passe
Esta chance de sermos um:
Assim podermos ter a paz merecida,

O nosso lar,
Nossa rede a balançar.
Um café na cama vou te levar
E lhe digo: Meu amor, bom dia!!"

(Carmen Ligia, em 20/ março/ 2012).

quarta-feira, 14 de março de 2012

Em homenagem ao Dia da Poesia (14 de março), + uma poesia de minha autoria (Carmen Ligia)


"De meio não fiz metade...
Da partícula que sobrou fiz mais amor.
De gotas de chuva,
Tal qual minhas lágrimas, um novo rio me desafia!

Do nada fiz um meio
De chegar em sua estrada e dizer: tudo bem...
E bradar, com voz rouca e inflamada
A quimera dos poetas, sem berço, mas sem mordaças...

Do esquisito do céu em transe
E de Terra pequena,
Fiz meu caminho de estrelas já mortas,
Ainda que no céu, reluzentes...

Mas na hipocrisia de tantas galáxias
Vejo uma longa estrada
E sinto um novo vento,
Um novo tempo... Em minh'alma!

Quisera eu romper o aparente,
Mostrar o sentido de ser gente,
Ainda que serpentes subam pelo colarinho...
A vida é eterno desafio: eu sou de junho, e sou eterna...

As labaredas que são novelas fictícias...
Mas minha novela em aparente branco e preto é vida;
Meus medos, minha valentia,
Em gritar sou poesia!

E o resto, reinvento...
Dá tempo de dizer ao que viemos!
Na poesia a luz que é sempre viva
Como um céu sem firmamento, e por isso, tempo...

Por 'tudo e nada' sou vento,
Sou extenso.
A poesia é o eterno recomeço, é meu melhor ensejo,
E sempre reacendo o desejo de ser eu mesmo.

Esqueço as traças
Rompo muralhas,
Ouço a madrugada
E clamo a poesia, a fantasia, e a volta pra minha casa..."

(Carmen Ligia, em 14 març 2012).

terça-feira, 13 de março de 2012

Mais INCENTIVO PARA A EXTENSÃO NA UFS/CODAP, SIM ! (E-mail q passei a prof maria nogueira...)




((E mail q passei a prof maria nogueira - pró reitora adjunta d extensão da UFMG, em virtude da palestra q a mesma fez, na abertura do 6º semex - unit - 12/03/12)):

Bom dia.

Gostei deveras de sua apresentação.
Não sabia que o universo da Extensão
é tão amplo,
já que minha universidade,
a UFS,
ainda não está sintonizada
coerentemente
com este pilar.
As tentativas de extensão
na UFS ainda são limitadas,
e porque não dizer,
ainda distante das comunidades.

Sei que este caminho é profícuo,
apesar de árduo.
Também sei que não me vejo atolada
em pápeis e pesquisas,
se elas não tem um sentido maior,
que pra mim,
é levar para as comunidades o que vem
sendo estudado na universidade.

Os muros da UFS não separam apenas
a instituição da rua,
mas os estudiosos
daqueles que deveriam
ser o objeto de estudo,
tornando-os mais aptos
a serem sujeitos em seu tempo.

Fiquei admirada com sua exposição,
em ver desfilar possibilidades reais de
fazer com que este pilar seja respeitado
e bem mais incentivado
em nosso estado,
ou seja,
uma efetiva valorização da Extensão,
que saia de alguns "cursinhos" pra "Mec" ver!

Este poster que lhe repasso sintetiza um pouco
do programa de Extensão em que venho participando,
chamado "Pró-docência para a EJA". Infelizmente,
como todo "programa" traz um teor paliativo,
e não uma concretização do que é exposto
em lei.

Infelizmente, o espaço do Codap (UFS),
ainda é quase inutilizado no turno noturno,
esse que poderia estar sendo direcionado
a educação de jovens e adultos,
tanto para ensino fundamental, médio, e/ou
profissionalizante.

O que vemos são alunos de licenciatura,
com estágios "capengas", ou seja,
deficientes, porque é uma ínfima parcela
dos estudantes de licenciatura que tem acesso ao Codap,
para poder fazer o estágio supervisionado.

O Codap deveria estar sendo nosso "laboratório",
mas ainda fica circunscrito aos alunos
do ensino regular,
nos turnos matutino e vespertino,
composto basicamente por alunos
de classe a e b. Os professores do Codap
sequer tem uma ligação direta com extensão.
(com raríssimas exceções; o Programa
que participo é uma destas raridades...)
Este programa do qual faço parte,
é de riqueza inquestionável,
porém a maior parte dos alunos
perguntam pela certificação de conclusão
dos níveis fundamental ou médio.
(porém é 'apenas' um programa,
como diz o nome do mesmo, que quer dizer
um aprofundamento de saberes).
Mas como posso aprofundar,
se fico na superfície
dos programas,
que destoam do que é previsto
pela LDB/96, que ressalta
também a importância de cursos
profissionalizantes?

Como um espaço como a UFS
e o Codap
ainda é tão subutilizado?
O IFS, (antiga escola técnica),
já possui a modalidade da EJA
como parte integrante do ensino.
E nossa Universidade "Federal", ainda
é calcada no ensino e pesquisa.


Muitas vezes saímos pseudoseducadores,
já que não temos suficientes disciplinas voltadas
para a práxis docente, mesmo um estágio eficiente,
ou seja,
com orientação pedagógica pertinente;
e temos "poucos" alunos-pesquisadores,
até porque é restrito (e seleto)
o grupo de alunos que conseguem
uma orientação com bolsa de pesquisa.

Por que não reunir esforços para fazer da Extensão
um elo entre pesquisa e ensino?
Por que não aproveitar a Extensão no currículum,
não como horas no curriculum lattes, que é o que ganho neste
trabalho voluntário,
mas como crédito aos estudantes,
pós-graduação aos já formados,
como eu,
e uma remuneração viável,
porque pagar 40 reais em um pôster (banner),
e 35 reais d inscrição, como agora
no Semex sem possuir renda,
e sem apoio da Universidade Federal,
através da Extensão que participo
como professora, é osso!!

Mas valeu a pena. Apesar de não ter feito parte
de um grupo de pesquisa, feito que só consegui
no último ano faculdade (Pibid),
agradeço a Extensão por ampliar meus
horizontes: é esta que me dá maior maturidade
em relação a pesquisa e ensino.

Este pôster, que segue
em anexo, foi fruto de um relato de
experiências, na primeira comunicação
que fiz na vida, no III seminário para
a EJA, organizado pelo grupo
que representa este programa que exponho.

Desse "memorial" veio o esforço "hercúleo" de resumir
um artigo em 450 palavras. (rsrsrsrsr)
Como percebeste gosto de escrever,
também de falar (apresentar), porém
sinto certa dificuldades com as regras da abnt.
Por isso tinha receio de inscrever trabalhos.
Porém, o primeiro pôster que inscrevi,
agora,
na unit (6º semex - semana de extensão),
ganhar um prêmio em 3º lugar?

Que maravilha...

Prova que é preciso divulgar iniciativas
e repensar caminhos,
para que a UFS saia de um esquema
tradicionalmente "europeu", de pesquisadores
em seus gabinetes, levando para nossa
gente soluções, e trazendo de volta para
os espaços "do saber" o resultado de uma práxis
efetiva, que ponha o povo como sujeito
em seu tempo, não mero expectador passivo
diante das adversidades.

Costumo falar aos meus alunos que eles
poderão amanhã estar em um banco da
universidade, se houver esforço e dedicação.
Que eu vim de uma escola pública,
e que eles haverão de passar no vestibular,
se assim o quiserem, mas acrescento:
quando saírem, por favor,
façam o que estou fazendo,
que é levar para outros
o que aprenderam...
Confesso que quem mais aprende
sou eu,
afinal,
talvez eu não mude o planeta,
mas se eu não for passiva,
conformada,
saberei que passei por este mundo e
começei a construir pontes,
e não "ajudei" a soerguer mais muralhas
segregadoras.

Bjo, e espero que possamos trocar
experiências, e esperanças.

Um bom retorno,
fique com Deus.
(vc me fez vislumbrar novos horizontes,
em meio a neblina das ações "inseguras"
da maioria dos meus conterrâneos).

Att,
Carmen Ligia Vila Nova.

domingo, 4 de março de 2012

Amor é revolução! (Poesia de Carmen Ligia).


"A vida em seus descaminhos
Faz seu caminho.
No desencontro,
Encontramos a nós mesmos.

Da rejeição,
Vem a sublimação,
Que é algum tipo de perdão,
Ainda que imperfeito.

Não chorar lágrimas porque essas estão contidas,
Em algum tipo de entendimento pelo modo alheio,
Ainda que este seja deveras estranho,
Só podemos ofertar o que vem em nosso íntimo verdadeiro.

Não choro, se pertuba a crítica mal dita.
Percebo que tentando dar o melhor de mim faço meu caminho,
Que dentre flores, ferem estes espinhos,
Mágoas perenes, mas não eternas...

Haverá o dia do encontro maior com minha existencialidade,
E este pode ser traduzido nesse momento meu,
Em que o outro é encarado como é,
Sem minhas expectativas, denaneios do meu eu!

A vida é constituída
De alguma compreensão com àqueles que oprimem,
Porque esta constatação, longe de ser conformação,
É o passo para libertação: Paulo Freire já dizia...

Sigo, porque entre flores e amores
Serpentes e espinhos,
Amarei ao mundo em seu desalinho,
E neste o sentido pleno do viver:

Transceder, perdoar,
Amar e seguir!
Rosas sem espinhos não haverão de existir,
E amor sem perdão, é ilusão que não deve persistir.

Sigo na contramão,
Eu sigo!
Firme em meu caminho,
Sorrindo, às vezes chorando por dentro, mas sempre refletindo;

Dando ao mundo o melhor desta minha colheita,
Jogando sementes de compreensão.
Amor é revolução!
Amando ao próximo, é que amarei a mim mesma de todo coração..."

(Carmen Ligia, em 04 de març 2012).

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A canção - rsrsrsrsrsr (Por Carmen Ligia)



"Sei,
Que as colheitas são de maio,
Foram por demais os meus atalhos,
São de dias, meu violão...

Sei,
Que de flores fiz pouco caso,
Que de espinhos fiz minha cama,
Hoje me fere meu jardim...

Eu sei,
Que de tudo fiz tão pouco,
De amores fiz desgostos,
E de ilusões fiz meu caixão.

Também sei,
Que nada vem de graça,
Estudando, fé na estrada,
Quero poder pagar meu pão!

Sei, que os livros me convidam,
Mas meus versos me seduzem,
Dizendo alivie
Seu coração...

Me dizem rime,
Esqueça, e progrida,
Mereça cada lida,
Mereça esta canção...

A vida,
É canção de despedida,
Mas a vida é tão linda,
Pra quem vê com o coração;

Plantei mandacaru,
E cactos distorcidos,
Tive até falsos amigos
Mas acredito no amor, e no perdão...

Por isso sei que tudo vira rima,
Pó em cada esquina,
Quarta-feira é de cinzas
Mas fênix que sou, levanto minhas mãos!!

Agradeço a Deus,
Por esta paz no coração...
Se nada fiz, fiz uns versos
Fiz canção.

Vivi com o coração
Até perder a razão...
Mas hoje
pés no chão,

Mas sonhando
Com minha casa, meu jardim...
Meu trabalho, meu amor
E minha tv de plasma, só pra mim!!!

O sonho não é de todo capitalista...
É que faz falta, um sofá, uma tv...
Mas agradeço por agora, ter você,
Notebook que me faz companhia;

Me permite ter diário, virtual
Nada mau...
A canção está no fim,
Ponto final."

(Por Carmen Ligia, em 21 fev 2012).

Carnaval... (Por Carmen Ligia)


"Tórpido...
Tórrido.
"Zunido" tal lança-perfume...
Sacia a sede

Ainda que seja tal água do mar.
Vem líquido inflamável.
Pernas sem direção...
Toque de devassidão.

Embriaguez dos sentidos...
Amigos se fazem de fios
E navalhas,
E juras... Em carne!

Novamente a aproximação.
Salivando o momento extenso
Em que a terra pára,
E treme, 'cem' sentidos...

Os devaneios,
A comunhão!
Seres que precisam ir além
Do que é limite sôfrego...

Nós, qual carnaval,
Na intensidade de um momento (sempre diferente...)!!!
E clamo este tempo
Que sou o vento: vem semente.

Veloz. Constante.
Estou passando em sua esquina.
Te desejo flores,
Mas só posso lhe dar, poesias.

E este mormaço
Em alguma madrugada encantada,
Onde os beijos são selados
Tal qual cascata de lágrimas..."

(Por Carmen Ligia, em 21 fev 2012).

Eu sou neguinha? (Vanessa da Mata)



Eu Sou Neguinha?
Vanessa da Mata


Eu tava encostado ali minha guitarra
num quadrado branco, vídeo papelão
eu era um enigma, uma interrogação
olha que coisa
mas que coisa à toa, boa, boa, boa, boa, boa
eu tava com graça...
tava por acaso ali, não era nada
bunda de mulata, muque de peão
tava em Madureira, tava na Bahia
no Beaubourg, no Bronx, no Brás
e eu, e eu, e eu, e eu
a me perguntar
eu sou neguinha?

era uma mensagem
lia uma mensagem
parece bobagem mas não era não
eu não decifrava, eu não conseguia
mas aquilo ia, e eu ia, e eu ia, e eu ia, e eu ia

eu me perguntava

era um gesto hippie, um desenho estranho
homens trabalhando, para e contramão
e era uma alegria, era uma esperança
era dança e dança ou não, ou não, ou não, ou não, ou não
tava perguntado:
eu sou neguinha?
eu sou neguinha?
sou neguinha.......
eu sou neguinha?
sou neguinha.......

eu tava rezando ali completamente
um crente, uma lente, era uma visão
totalmente terceiro sexo
totalmente terceiro mundo terceiro milênio
carne nua, nua, nua, nua, nua, nua
era tão gozado
era um trio elétrico, era fantasia
escola de samba na televisão
cruz no fim do túnel, beco sem saída
e eu era a saída, melodia, meio-dia, dia, dia, dia

era o que eu dizia:
eu sou neguinha?

mas via outras coisas: via o moço forte
e a mulher macia den'da escuridão
via o que é visível, via o que não via
e o que poesia e a profecia não vêem
mas vêem, vêem, vêem, vêem, vêem

é o que parecia
que as coisas conversam coisas surpreendentes
fatalmente erram, acham solução
e que o mesmo signo que eu tento ler e ser
é apenas um possível e o impossível
em mim, em mil, em mil, em mil, em mil

e a pergunta vinha:
eu sou neguinha?

*Fonte vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=or5047cn6M0

*Fonte letra: http://letras.terra.com.br/vanessa-da-mata/116789/

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Auto-Retrato (Por Carmen Ligia Vila Nova)

'É a pintura uma poesia que se vê e não se ouve,
e a poesia uma pintura que se ouve e não se vê.'
(Leonardo da Vinci)


"Senti um começo e vi o meu fim.
Senti a dor, e o nascimento.
Vejo passos e sinto vento,
Vejo estrelas, mas clamo universoS.

Senti o cheiro, e o odor de cigarros,
Que doem o peito
E preenchem um buraco,
Que é um vazio neste peito meu... Vazio explicável.

Senti o mormaço, e pressinto a chuva.
Senti o descompasso, e levantei da noite escura.
Vejo alguns raios, mas não clamo o sol, ou algum candeeiro perdido...
Sinto a maresia do mar, e visualizo meu abrigo.

Vejo meu corpo insone, e minha alma despedaçada,
E estes cacos são o melhor do meu eu!
Porque dos pedaços não vou reconstruir o que já foi esfacelado,
Mas a obra é minha, e a grande maioria são produtos em série sem autonomia.

Mas ainda assim não sou livre,
Mas sou quem sou:
Me REdescobrindo, me explorando, indo além do script rotineiro;
Não me prendo a nada, vezes me prendo, me arrebento, vezes me arrependo, mas sou por inteiro.

O que sinto são meus passos em busca de sentidos sempre além do que é palpável:
Mais estrelas, mais cometas; mais erros, mais alegrias, e mais lágrimas.
Eu vou porque ficando não retenho nada,
Ainda que eu guarde velhas cartas, mesmo da tenra infância.

Criança...
Que sente que deve sentir
Porque só assim sou poesia.
E é por isso que eu vim: Ser sem ser, e ser por mim.

Ser a máscara que cai
Ser o gosto que clamo.
Ser o litoral e ser o pântano.
Ser ínfima e sem tamanho: assim são os geminianos.

E assim são os que são mais do que se pode medir...
Porque sentindo os nervos explodirem no amanhecer de um dia tão banal,
Nem bem, nem mal, eclético ou normal
Apenas, "equatorial".

Nos calores e no gelado dos dias enfadonhos
E das peças robotizadas,
Eu grito: SOU ALMA!
E tão pouco sou; mera poetinha sergipana que "ainda" não publicou nada.

Pego pincéis que são teclas vacilantes
E estas vacilam perante a imensidão do que poderia dizer,
Mas prefiro sentir a torpeza de ser aprendiz,
Que é a grandeza de falar o que vem aqui!

Chorar e rir... E IR!
Sonhar e acordar, mas não desistir.
Meu auto-diálogo nunca acabado.
Meu retrato que espalho: POETA-QUIMERA (tempos & espaços...)

Eu sinto que já É diferente.
Sem realidade concreta, que não "mudam" as vertentes.
Sou a semente que caindo em terra fértil
Brotam rimas além da imagem coerente.

Não Leonardo,
Não sou Monalisa!
Sou Carmen Ligia.
Sou poeta, em seu quadro seria versos enigmáticos.

Agora sem passado, sem futuro
De presente;
Com vontade e sofreguidão
Sou gente! Já livre. Transparente...

E se quiseres, caro leitor,
Ver meu retrato/pintura, "enquadrada" em quaisquer molduras
Será perda de tempo...
Ao me ler enxergarás espelhos!

"Olhando" pra ti vai ver a mim,
Se minhas palavras trouxerem à tona algum tempo esquecido do seu hoje "perdido"...
Eis que é tempo de sermos nós mesmos!
Menos imagens. Mais sentidos! Sentidos!!

O Meu Auto-Retrato é mais desconcertante
Que Guernica,
Mais pertubador que o Teto da Capela Sistina
Antes que os panos cobrissem "vergonhas"...

E ainda assim,
Imagens que me trazem de volta ao meu eu.
Como meus versos haverão de trazer
Algum traço esquecido pelo pintor, chamado seu eu.

Ora...
Aí já partiríamos pra biografia.
E eu por hora, reles poesia...
Adeus.

???
Da Vinci já? "Morreu"???
É XXI que diz
Não olhe pra fora; "pinte" o seu EU!

Quem sabe assim
Iremos além das Imagens
E seremos A Imagem,
Semelhança de Deus.

Quando não formos pra fora
Mas sim retorno pra nostra alma!
Não o mero retrato,
Quero o retorno pra minha "casa"!!

Versos longos
Não me dizem tudo...
E se dizem "quase" nada eis a chave do lar!
Por hora, até outra hora...

EX-tradas já não levam a nada,
Mas o auto-conhecimento
É a chave
Que haverá de DERRUBAR muralhas."

(Por Carmen Ligia, 19 fev 2012).

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Os versos que quero deixar (Por Carmen Ligia)


"O tempo escorre...
Flores multicores e rosas violetas que não vi,
A alegria da transmutação,
O ode, o delírio, e a continuação.

Quero deixar ao mundo
Os versos de todos desconexos,
Mas ainda sentidos,
E com sentido pra quem vê além dos antagonismos.

Me deixo,
A serragem baixa da grama dourada,
O gosto do amor que morreu
E ainda amor, porque não teve um fim coeso.

Vejo as ilhas porque nós vamos
Em nossos desertos e desenganos,
Mas em outros planos
Raios de sol, raios de amor fraternal...

A família, a lida e o sentido sempre mudado
Porque na rotina mora o pecado,
Na noite mora meu ocaso
E no acaso, minha ressurreição.

Vejo os vasos de vinho do sangue que brota nos olhos...
Olhos que só conseguem absorver o diluído momento das idades passadas:
Mas eu vejo alma,
Sempre renovada, sempre sonhadora, e realizada.

Ainda que persiga a linha que todos almejam,
Que é ter um carro e uma casa pra chamar de minha,
Quero deixar meus melhores versos,
Mas para isso clamo novos dias.

Vem os passos sem som
E eu que vou dormir o sono de quem quer levantar
Pra realizar, pra tentar, pra quem sabe amar?
Quiçá...

Rosas violetas não verei,
Ou um mar cor de céu neste plano,
Mas os véus não me impedem
De desfrutar mel: como é saboroso vivenciar, e continuar acreditando.

O mar! De cor turva
A noite: ainda escura.
O amor que é eterno,
E a dor, porque ainda assim me elevo: enfim desperto!"

(Carmen Ligia, em 16 de fev 2012).

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Vá além de ti, mulher! (Por Carmen Ligia)

O quê de poeta frustrada,
Uma alma, sem alma.
Uma família, sufoco e descaso,
E um abraço: só queria um abraço.

Uma mão que se impusesse mais forte que meu desencontro diário.
Uma mão que me soerguesse destes dias-temporal...
Uma mão que acarinhasse meu rosto, em rio
E que me desse o sorriso, dos inocentes.

Uma mão que passasse de leve nas feridas
Apenas pra lembrar que elas cicatrizam...
Um ouvido que entedesse o que eu digo
E fosse além destas rimadas palavras.

Meu diário é minha vida exposta,
É minha alma morta
E o apoio que falta nos meus...
O sangue é enganador, e a família é meu trauma inconfesso.


Renego. Renego estes dias por acreditar em um sol de todo violeta,
Que aponta transmutação, perdão. Indo além de mim mesma.
Ver que as marcas que estão presentes, fazendo a dor tão intensa
São os versos que descortino, porque acredito em uma vida inteira...

As histórias que perpassam, e que cruzam a linha de chegada.
A noite que é ocaso, e meu retorno pra casa.
E a vida, que vejo brilhante, amor e fé
São por estas coisas que digo: Vá além de ti, mulher!
(Por Carmen Ligia, em 08 de fev/2012).

Stop Escroto! (Por Carmen Ligia).

Stop escroto:
Esgoto!
Sujeira e desvairio...
O VAZIO
Esvazio.
Coloco ponto
E é final.
De anormal já basta o estado das coisas
Diárias.
Prefiro a terra árida da solidão
Que as mazelas de Sodoma.
Vai-se cruz invertida...
Quero a vida!
Algum respirar de paz e ar silenciador,
Que ressignifique os dias esfacelados:
Só um sincero abraço.
Os lençóis de nós
De perfídia, de tiranias cínicas
Não me servem porque sigo estrelas
Ainda que já mortas.
As estrelas são os caminhos de pedras
Que ferem e me elevam...
Pra ver esta realidade ridícula
E a companhia carcomida do seu toque, sem som.
Quero o amor...
Destes que simplesmente calam e pegam na mão.
Não mais os desejos envenenantes que não resolvem a grande questão.
Mais um dia de horror, desamor? Não.
Não parei em sua contramão.
Peguei o barco errado
E me jogo no oceano da solidão:
Melhor que ilhas de ilusão!
(Por Carmen Ligia, em 08/02/12).

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Só se for verdadeira... (Por Carmen Ligia)

Se és verdadeira, te darei lua cheia
Mas se és fantasia, vai-se como o vento...
Se és verdadeira, te darei noite mansa,
Mas se fores mentira, contigo não dancarei ciranda.

Se és verdadeira, pra que distância e céus em transe?
Se não se aproxima, se distancia do meu peito.
Fica como confete ao chão, e em meu ser não faz nação
Porque peciso de verdade sacramentada, com beijos e corpos enlaçados...

Vejo o tempo desfazer esta quase ilusão,
Porque acredito e não vejo ações concretizadas,
Vejo a gente passando, como o gelo a se derreter,
Mas esta água não limpa meus olhos, entristecidos.

Sou seu sem ter sua concretude
E esta internet confude o que seria...
Fico a pensar, se fosses verdadeira
Estaria ao meu lado, e seríamos alegrias:

Em gozo de amor que desconheçe distância
E calaria em seu colo, aspirando seu melhor sentido,
Na Internet somos estes amigos
Que passam, e preciso de uma verdade inteira

Senão seremos apenas,
Conhecidos...
E eu quero lua cheia,
Em meus braços, em meu laço...

Jardim florido
De campos perfumados
E na distância,
Apenas fim de caso.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Quimera... (Por Carmen Ligia)


Acendi o incenso canceroso.
Apaguei o sonho.
Viver nestes dias é assim...
Ser e ainda ser, na dualidade das dificuldades de Quimera...


"Quimera era a menina mais linda da cidade,
Dançava com quadris cadenciados ao som da fogueira,
Uma boca de lua escarlate, inteira,
E alma exposta, tal ressasca de segunda feira...


Quimera era a ilusão que o Tédio ambiciava,
Desejando-lhe cada segundo de longa eternidade,
Abafava seus gemidos de indecisão,
Acorrentava seus pés, para não voar pássaro de fé.


Ela me quer, pensara o normativo Tédio debilitado,
Com seus casulos de prisões antigas,
Com suas disciplinas salutares
Que sufocam pra oferecer depressão, mas ainda continuação.


Mas pra quê viver mais segundos de noção carcomida,
Sem reis e réis, a vida é sonho que exala sexualidade,
Transbordando a cama, indo para além do mar
E puxando um cobertor de estrelas, que é melhor que o Sol a asfixiar.


Bela ilusão: para o tolo a Esfera (ex-fera Terra),
Para o lobo a sistemática do coeso...
Para o Poeta oS universoS em seus DEScontextos,
Sem limite, dançando purificadora um novo momento...


Se ainda der tempo
Sou Vento
E se não der...
Sou o tempo!"


(Carmen Ligia)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Meu sobrenome é Realista (Poesia Por Carmen Ligia).


"Qual o sentido,
Dos orvalhos perdidos,
Dos beijos sem sal,
Do mel sem semente?

Qual a idéia
Que une esferas,
Que quebra preconceitos
E revela minhas quimeras INdecentes?

Qual o sentido deste estar vivo
Estando morto?
Precisando de um cigarro,
Veneno que confortavelmente cala as idiossincrasias dos tolos.

Vilanias...
Meu debater-se sem ser,
Vivendo este viver mortificante tal segundo;
Nesta casa sem amor, sem paz: qual o rumo?

Quero os sonos dos seres vegetativos que pagam
pra não suicidarem seus sonhos.
A insônia revela os contornos do que não somos...
O que poderia ser, já não acredito.
São 7 da matina, e mergulho em meu abismo chamado: imagina...

Aqui não é "à vera",
É força da expressão discursiva
De uma poeta iludida,
Mas não omissa, submissa: Meu sobrenome é Realista.

Respiro a vida
Com certa dificuldade.
Sem cigarros, vem balas, mas que não venham lembranças mordazes...
Quero acordar melhor, mais tarde!

É melhor morrer de diabetes
De câncer,
De tédio ou de saudades?
Cada qual com seus disfarces..."


(Carmen Ligia, em 27/ jan/ 12).

Frase desta sexta, 27 jan 2012


"Os poetas nascem feitos;
os oradores fazem-se".
(Quintiliano)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Valores... (De Carmen Ligia Vila Nova)



"Ouro de tolo é esquive,
Prata de bobo é detetive.
Diamante de princesa são gozos de lua...
Pérola de duquesa, é ver-se amada-nua.

Ouro dos poetas são versos do desconhecido...
Prata do artista é iluminismo... E risos.
Diamante do amante são sussurros d'alma,
Minha boca sente, minha essência é que plasma...

Olhem os sentidos no que tem sentimento,
Busquem lenitivos enquanto é tempo,
Em um anjo chamado 'religare'...

Não busquem o sentido no que faz 'aparente' sentido.
Busque sentido no sentimento!
E doe-se ao vento: e viva O HOJE, seu melhor momento."

(De Carmen Ligia, em 16 jan 2011; quase 04hrs30 da madru...).

A visita de Z (Por Carmen Ligia, um conto-poesia...)


Isto é hora de chegar?
Pergunto.
Contendo um riso,
Certo nervosismo...
Ele já me amou!
Me avisou que minha irmã chega já
De um ambiente de chás e clãs.
As gueixas rastejam artesãs:
A arte da cupidez.
Na frieza da firmeza de glúteos
Que parecem céus sem estrelas,
Porque o desejo queima esta casa secular...

Que fazes aqui?
Torno a perguntar...
Oras, se vens de longe vem me dizer o que já estou cansada de saber?
Não dá!

"Tá bom...
Vou lhe contar uma história de algum tempo vivo,
Se não me dás o ombro amigo, e cálido
Escuta meus desarranjos de sonhador!
Meu amor de sempre anjo
Navegando em mares de eternidade.
Deixa tocar seus lábios
Com minha intensa dubiedade.
Adoro seu cheiro de mate
Seu beijo de flores desabrochando...
Sua boca escarlate e seu calor,
Desculpe...
Que já amei tanto...!

Te espero!"

Ensaiando recitação d uma poesia de minha autoria...

sábado, 14 de janeiro de 2012

(...) o apreço de uma colega de sonhos, mas que não silencia; talvez, anuncia! (Poesia de Carmen Ligia - Fotografia da mana Buga)



"Ouço minha pele arder
Ao contato de você,
Sem mesmo ter lhe tocado
Há um contato de pássaros
Em vias de extrema imensidão...
E cortam a nação
E com sangue misturam promessas,
Tal o vinho cálido que bebes, pensando em mim.

Que farás sem minha presença?
Louco de amor...
Vais sem mim,
Seguindo uma estrada de estrelas sem fim
Buscando um sentido no sagrado
E no profano se ajoelha em meu altar,
Me imaginando em seus sonhos
E pensando o quanto é intenso me tocar...

Saiba que seus sonhos não te enganam
E minha presença é discreta,
São larvas de amor em erupção,
Buscando te tocar com meu sorriso
Não posso te dar mero ombro amigo,
Mas posso te dar a sensação
Da fusão de Vênus e Marte
Que enfim, se dão as mãos..."

(Poesia por Carmen Ligia, em 14 de janeiro de 2012...!) P/ blog de http://oucameusilencio.blogspot.com/ Mansur

Vi em uma poesia meu blog - julh 2011,
vc elogiando meu blog: quero dizer q o seu é encantador,
um tanto exotérico, faz a gent viajar no tempo, que não existe,
mera criação dos reles mortais
pra não se perderem d si mesmos...!
(...) Saiba que ouvindo a música tema d seu blog, me veio estas palavras (poesia), q segue! Para ti, o apreço de uma colega de sonhos, mas que não silencia; talvez, anuncia:

"Ouço minha pele arder
Ao contato de você,
Sem mesmo ter lhe tocado
Há um contato de pássaros
Em vias de extrema imensidão...
E cortam a nação
E com sangue misturam promessas,
Tal o vinho cálido que bebes, pensando em mim.

Que farás sem minha presença?
Louco de amor...
Vais sem mim,
Seguindo uma estrada de estrelas sem fim
Buscando um sentido no sagrado
E no profano se ajoelha em meu altar,
Me imaginando em seus sonhos
E pensando o quanto é intenso me tocar...

Saiba que seus sonhos não te enganam
E minha presença é discreta,
São larvas de amor em erupção,
Buscando te tocar com meu sorriso
Não posso te dar mero ombro amigo,
Mas posso te dar a sensação
Da fusão de Vênus e Marte
Que enfim, se dão as mãos..."

Incógnitas (Por Carmen Ligia_ arquivo:2010)




Um não sei quê de paraíso, os mutantes estão buscando.
Um não sei quê de mais idílios, os poetas estão, procurando...
Um sentido pra viver, muitos nas drogas, ou nos remédios.
Sair da dor profunda, que é o viver, com seus mistérios...

E na noite, cintilante, se vão os errantes, em busca de um colorido,
Um quê de magia; a vida, tão enfadonha, rotineira...
Os boêmios vão aos bares, com seus convites, e deslizes,
E viver com dignidade... O que é digno, o que é certo? Talvez a mesmice!
(...)
E quem faz sua parte?
Aquele que vive alegre, e luta, pra ser dignidade?
Aquele que constrói sonhos, ou cultiva belo jardim?
Ai de mim; são pobres, artistas, ou filósofos; porque a regra, é um mundo caótico, construindo seu próprio fim!

Na pobreza, humildade, vejo GENTE, que faz a sua parte.
Nos artistas, vejo irrealidade, ou seria a verdade crua? Estes tentam ver/viver outra realidade, ainda que pareça absurda!
E filósofos, os que pensam, passam, e dizem o que sentem.
Bem, estas categorias, são apontadas como utopia, e ficam apartadas neste sistema segregacionista e indecente!

E o mundo, com suas insanas buscas
Por dinheiro, sucesso, e beleza;
Pelo efêmero, o controverso, a distorcida aventura...
Fizeram um mundo de loucos, mas apontam seus dedos para os outros, com covardia, construindo um mundo de torturas!

E se o mundo é o caos, depende do olhar
E quero acreditar em vida, renascimento, pássaros e alguns contratempos, mas quero amar!
Quero ir, além da realidade deprimente
Quero flores, não mais serpentes; não deixar morrer a esperança!

E vou; com minha fantasia em crer no amor
Na vida em que eu possa ser, verdadeiramente, quem sou;
Não louca, depressiva, ou controversa:
Sou magia, sou quimera; sou poeta!

(Carmen Vila Nova, na íntegra em http://aprendizdepoetaenavida.blogspot.com/2010/07/incognitas.html).

Descortinando a janela de quem eu sou... (Por Carmen Ligia Vila Nova)


"Lá de fora vem um vento frio.
Estou só.
E ainda só, me sinto bem assim mesmo...
Não estou aqui querendo fazer A poesia!
Talvez apoesia,
Que desfigure o sentido coeso e bonitinho:
Quero versos de rima e vento forte,
Mais norte,
Mas bússola
Eu não tenho.

Sinto por estar com frio em noite quente de janeiro.
Sinto pelo vazio que me conforta, e me sinto bem assim mesmo!
Mistura de estranhamento, uma paz que não poderia explicar, por hora...
Mas ainda que entregue ao meu oceano de dúvidas,
O que meu coração pede é, vá embora!
Não fique pensando que alguém há de lembrar, qualquer dia...
Se nasceu pra ser mar,
Não dá pra ser mais uma ilha.

Cuido deles e dou uns palpites piegas...
Bem, vários palpites sem pé nem cabeça,
Porque não dá pra ser razão
Se vim toda emoção...
Não dá pra cuidar se nem pari o meu!
Tenho que dar adeus,
Este mundo sei que não é o meu.
Preciso buscar, o sentido,
Ir além dos meus rasos abismos,
E descortinar a janela de quem eu sou:
Poeta! Quimera! Eu vôo...
Me espera que eu vou.

(Por Carmen Ligia, em 14 jan 2012).

Lobisowoman (De Laura Esteves)

Vi reportagem da Laura Esteves na Globo News agora a pouco, pra mim serviu como um incentivo em continuar com a poesia, escrever, e quem sabe um dia viver das letras, como ela faz nos dias atuais. Seu blog é de muito bom gosto, e ela trabalha também com um grupo teatral chamado Poesia Simplesmente, que trata a poesia (recitação), conjuntamente com as artes cênicas: SHOW de BOLA! Segue uma das poesias da Laura Esteves (muito boa, e muitooo envolvente...)


Lobisowoman



Desvairada, arranho tua aura com unhas de siamesa.
Corça, atravesso tua rua e teu corpo de um salto.
lambo tua nuca com língua de tigresa.
Estraçalho tua roupa com meu canino dente.
Égua, te enlouqueço em meu galope.
Saciada a fêmea, me protejo em teu colo:
mulher/menina/adolescente.
Ah! Mas, não tem jeito...
é da minha essência,
da minha natureza.
Me transformo, novamente:
gata/corça/cadela/égua/tigresa.
E, te devoro num instante,
com unhas, dentes/tridentes,
nessa mesa de banquete.

Laura Esteves
(50 Poemas Escolhidos/ Edições Galo Branco )

Blog: http://grupopoesiasimplesmente.blogspot.com/p/laura-esteves.html

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Sexta feira 13 = os amores de terror, não mais! (Poesia por Carmen Ligia Vila Nova)


"Meu 'amor', não precisa ficar porque sua covardia me atrapalha...
Seus beijos peçonhetos,
Seu sorriso esquisito,
Seus poucos amigos,
Falsos amigos...

Não teria coragem de dormir e acordar, contigo...
Acordaria de mal, comigo!
Ver seu olhar grande, dá nojo sua cegueira,
A contemplar minha intimidade
Numa invasão de privacidade!

Sou seu oposto e aposto que os fantasmas reaparecem...
Nossas dívidas antigas poderão não ser liquidadas,
Mas não serão acrescidas de mais juros e desacertos...
Vejo seu semblante asqueroso e detesto esta sua companhia pérfida,
Seu sorriso de canto, e de manso não tens nada!
A febre e o demônio de sensualismo piegas,
Que acende uma vela, mas não é brasa a me aquecer pela estrada...

Qual o carinho que sentes por mim?
Qual o gesto delicado que amansa meu ser vulcanizado?
A erupção que excede em seus desejos destoantes
Não soam romances, mas alimenta um ira quente, vontade
ardente de te dizer, v s f!

Não me complementas com seu cinismo
Atrapalhando meus dias de compromisso,
Que busco melhorias, labuta de cada dia:
Me dás um asco...

Em vez de ser minha confortante sombra
Me enerva tal mormaço,
Acelera meu pulso
E minha voz sai grosseira,
Me prendendo pra não te dizer a verdade de vidas inteiras,
Em que pude estar ao lado de um conformismo iludido,
Dando a mão a quem julguei amigo,
E só me considerou segundos excepcionais,
Pelo torpor de momentos sensuais...

Não mais!
Lembro de você,
Como o karma a me perseguir,
E eu que continuo a orar
Nestas noites,
Por ti, e por mim!

Dai o Senhor paz em teu caminho,
E não me deixes em qualquer encruzilhada,
Achando que na busca de misteriosos feitiços
Me farei tua amada:
Sangue de Jesus a me livrar do terror do seu desamor,
Do seu torpor enganador que não me acrescenta nada!

Você é o fim de uma página,
E já escrevi até na capa,
Não havendo mais espaço pra você
Nas linhas do meu viver.
Já tenho meus contratempos!
Que Deus cuide de você.

Haverá de passar esta ansiedade mórbida
De lhe dizer que me enganei com você,
Mas comigo, não me enganarei jamais!
Haverá nestes dias
O fim que se inicia,
Em minha busca de calma,
Amor,
Paz...

Você?!
Não mais,
A me causar precipitação,
Atrasando minha vida,
Minha preemente lida
No urgente encontro com meu eu;
Que hoje jaz dilacerado,
Amanhã haverá de estar reconstruído,
Sem crer nas vezes dos falsos amigos,
Dos desejos escrotos
No esgoto que ressurgem animais.

Esta borboleta haverá de sair deste casulo!
Ser lagarta não me satisfaz."

(Carmen Ligia, em 13 de janeiro de 2012).

A Poesia, vai me arrastar até o Mar, (...) a vida que criei é minha... (Música Arrastada, de Patrícia Polayne - via Graziele Ferreira = facebook)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Sou geminiana, e não me entendo... (Poesia por Carmen Ligia)



"Fazer o que quero...
Que haverá de se fazer?

Fazer,
o que gosto?
Qual o gosto, de sentir?!

Sem ter que agradar
A quem não me agrada,
Ficar? Só por ficar...
O medo de ser o meu gosto estranho
e eficaz.

O meu gosto, não são os muros dos erros
Que ainda me perseguem,
Que ainda são meus vacilos:
Inadequação!

Sem chão, sem ação,
E o que quero mesmo?
Ser eu mesma?
Dá tempo!

Meu Deus, dai-me este "baita" empurrão!!!
Não lamentos
Nem procrastinação,
Ou agradar quem não valeria esforços hercúleos,
Porque se o cemitério é a espera ritmada de cada dia,
Amiúde me pergunto,
Que estou fazendo neste dia?

Não, temo por ser poesia
Extravasada
Pulsante,
Arredia e Ousada...
Sobra-me as querelas do cotidiano que asfixia...

As mortes do meu eu que é sorte,
Deveria ser mais valentia!
Só vejo nostalgia
Do que poderia ser...

E quando
E tanto,
Se estou a ermo
Naufragando nestes medos?

Eu só quero
Ser eu mesma,
E escrever uma história
Sem vergonha,
Sem segredos...

Sou o tempo!
Sou geminiana,
E sinceramente,
Não me entendo."

(Carmen Ligia, em 12 de jan de 2011...)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A Poesia sobrevive - eis quem somos, ou poderemos vir a SER! (Por Carmen Ligia, Parte I e II)


"I- Me contaram que a poesia estava sendo velada...
Disse, não tem como pois a poesia é eterna.
A fera que D'os Anjos alertou,
Matou a poesia que falava, de amor...

Que farei sem os versos meus descompassados,
Da alegria de falar dos meus sublimes pecados,
Da dor da ilusão da Terra que está em transe,
No ano do apocalíptico recomeçar, logo agora a poesia quer me deixar?

Não sou eu, que corre pastagens ralas de amores serenados,
O meu amor de tão intenso lembra o Tempo dos Macacos,
Pulando, sem razão que possa equacionar,
Mas sentimento, não poderia quantificar...

Volto além, do Tempo gélido das eras glaciais,
Meu amor, permanece congelado esperando "ais",
Da alma da poesia do mundo, que está ressuscitando,
Pra acordar os azuis, os coloridos, não mais negros, amarelos e brancos!

Sou eu, que estou insone, dormindo inconstante,
Querendo ver além da janela, meus olhos em transe,
Não consigo levantar e nadar, me levar pela corrente,
Acorrentada estou, quero vingar tal semente...

II -

Fui lá, ver o velório dos meus dias que me puxaram para o alto,
Mesmo quando meu corpo, estranhamente morto e pesado,
O fardo, agora não pode ser mais fado,
E o funk, dizendo foda-se mundo desalmado!!

Cadê, a esfera dos porquês,
Que não servem pra me dizer o quê?
Ou quais, labirintos tão iguais,
Eu quero ver ressurgir os animais.

As feras, mortas por aparentes feras
E voltam, pra dar o seu recado,
O troco não é 0,50 centavos de big big,
Mas o novo crash do Grande Estado...

A ordem já vem subvertida,
A nova ordem no testamento antigo vem descrita,
E eu pergunto, cadê a Poesia?
Preciso de você, pra valer este meu dia...

Ela sussurra, eu sobreviverei
Vocês, eu não sei...
Rotulam os empréstimos do Sistema
Mas não escutam que deste jeito vão sair de cena...

Eu sei! Um ano-mutação
Mas ouço: é o ano revolução!
Dos irmãos, muitos não vão se dar a mão,
Mas tudo assim, mais ou menos por aqui.

A poesia, esta não morreria
Mas a vida, esta está para nascer!
Eu percebo cinzas lá encima
E aqui, vale das água-guias,

Pra mostrar a lavagem de novos tempos,
Escusos, temperados e purulentos,
Mas o ano não é de assombrar,
Cada um que responda pelo que faltar...

Ou deixou de fazer,
Se te dei a poesia não pergunte porquê,
Saia desta cena, pára de viver de papéis instáveis e viva sua vida,
Seja grande sendo pequena, assim serás a própria poesia: adeus nostalgias..."

(Por Carmen Ligia, em 09 de janeiro de 2012)...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

No meu face, em 05/01/12




"Ai das coisas da vida que se perdem na realidade fria de coisas tão banais... Se queríamos mais, a vida deu x. Se queres y, a renúncia tem que seguir. Aceitar o que não posso modificar, no outro, no mundo, e batalhar por fazer meu mundo, dignidade em plena ascensão, porque amor por nós mesmos não aceita negação, omissão. Pede maturidade, deixar relações fulgazes, e ir atrás de rocha firme que nasce em meu coração. Só momentos? Não... Quero calmaria, mansidão, também revolução; sou poesia e não procrastinação!" (de Carmen Ligia)

domingo, 25 de dezembro de 2011

Nunca é tarde! Porque Deus quer TRANSFORMAR o pecador... (Poesia de Carmen Ligia)


"Já é dia...
Por que vens dia,
Se meu ser quer sono,
um prolongamento-esquecimento
um abandono-alento?
Já que um abraço-braço
não me sustêm de olhos pesados
e pensamentos nublados?

Natal que me disseram
renascimento!
Que eu surja,
ressurja,
me eleve
em uma esfera
em que deixe de ser a fera
a minha pior inimiga,
e possa entender as minhas grandes
falhas para perdoá-las;
minhas quase perfeitas idiossincraias
para lustrá-las e me valorizar,
porque qualidades existem sim!

Não com falso orgulho
Mas com um amor mais genuíno,
que me revele
minha renovada pele,
minhas novas forças,
meu novo entendimento,
uma nova vida pois ando clamando
por um novo direcionamento!

O vento em meus cabelos...
Meus lábios entreabertos,
mudos por paixão.
Vejo um céu de colorido tão diferente,
Porque sei que esta passagem está se fechando
Como um ciclo que se encerra
Para inspirar a primavera que já vem
chegando...

Ai de mim...
Das voltas que dei em mim...
Das voltas que dei por aí,
Tentando encontrar um repouso
Um lar, um Natal...

Um mal que me fez bem
foi o que cravou minha pele alva...
Mas amor, àquele amor
que refrigera a alma
não está na festa,
no sorriso, no calor ou no frio,
Porque Jesus está bem mais além do meu entendimento
prosaico, ínfimo, tão simplista...

E leio provérbios...
Tento respirar Deus,
chamar este filho chamado Jesus pra fazer
morada em meu peito...
Para me dar um pouquinho de paz,
alguma serenidade mais duradoura,
uma intensidade de energia violeta e rosa
Numa transmutação das energias densas que
sinto nas paredes sem alegria deste andar
sem amor, sem vida!

Jesus... Seu nome rima com luz
mas como sentir esta sua presença
transformando meu viver vazio?
Dando-me um sentido além de minhas dúvidas
e racionalidades duvidosas?

O amor de Jesus é pena leve que escreve
histórias renovadas, apontando uma estrada,
uma alvorada
pra livrar das ciladas...

Ah Jesus que me faz perder rimas para meditar
em Ti,
e tentar ouvir algum querubim,
com trombetas em céu escarlate
me mostrar vale de delícias,
me arrancando desta angustiada realidade...

Mas Jesus nos chama
Àqueles trabalhadores de última hora,
Para sermos menos anéis,
Certificados,
E parar de esperar aplausos,
Mostrando que contentamento
é dar felicidade,
alegria e alento,
porque nosso conforto
estará nesta benigna disciplina!

Eu não nasci pra passear nesta vida.
Por que querer arrumar malas
e curtir sol de lugares cheios de enganos?
É no vale da dor, aliviando outros corações
que nos encontramos...

Deus não está longe...
Está no irmão que renegamos,
Nos preconceitos que alimentados
Nos vícios arraigados,
Porque Deus quer TRANSFORMAR o pecador
tirando-o do pecado...

Mas maior pecado é nos ausentar
da missão que ousamos abraçar
em outra encarnação
(para àqueles que acreditam em tal concepção)...

Não digo nem tanto...
Também não direi talvez
Ou só sei que nada sei!
Direi:
Deus me dê força pra fazer minha parte.

E que cada qual possa encontrar seu caminho
Porque ouço Jesus sussurrar: 'Nunca é tarde, nunca é tarde!
Mas se dormir tarde só acordará pela tarde.'

Hora de acabar poesia,
05 da matina!!!
Uns que acordam
E eu me recolho: Até mais tarde... !
Estou com muito sono."

(Carmen Ligia é aprendiz de fé, mais disciplina, ou maior entendimento: de mim mesma, buscando um novo tempo...)

Superação, por Carmen Ligia


"Não somos o sorriso, mas a renúncia;
não somos unicidade, somos a astúcia,
a covardia, o dia, a noite fria e a cama vazia.

A sangria que poderia ser, tirar os venenos do que não fomos,
não fizemos, ou alcançamos...
Jogar máscaras ao chão, e fotos em vão ao léu...

Gostaria de um segundo de menor arrependimento
para mais entendimento, de tudo que desperdiçamos,
procurando lá fora um valor, um sentido, um abrigo...
Mas a resposta sempre esteve aqui dentro:

Mesmo eu sendo covarde, e não valorizando
que tudo está ao alcance das mãos...

Não os amores, a família, amigos, e idílios,
Mas os livros, a compostura, a terra dura, a pedra
sangrando os pés que não desistem,
ainda que vacilem vez ou outra.

Mas já sou outra: ainda poeta,
Que quer ser realizadora,
Cansei de ser tola sonhadora!

2012 que venha: mais garra porque nasci pra
ser escritora, e autora de uma vida menos opção
e mais concentração: concursos, estudo,
e não mais procrastinação!

Que meu sim seja assim, pra ser feliz
E ao que passou aprendizado que ficou,
nunca negação
mas sim elevação,
porque meu nome é superação!" (Carmen Ligia, em 25 de dezembro de 2011, mais ou menos 04hrs20 da madrugada...!)

Imagem postada em http://forum-artesvisuais-sergipe.blogspot.com/2011/12/1-seminario-de-artes-visuais-de-sergipe.html (Estive presente no 1º Seminário de Artes Visuais, que aconteceu no começo de dezembro/2011).

sábado, 17 de dezembro de 2011

O altar (Soneto de minha autoria: Carmen Ligia, escrito em 30/11/11).



"Relíquias guardei no peito:
Casos perfeitos de tão imperfeitos!
A sofreguidão era paixão,
E a dor? Amor, eterno amor...

Não damos um dedo pra reviver o turbilhão da paixão: Eu daria uma perna inteira!
Não damos a vida pelo amor porque amor é eterno, mas qual amor?
Veneno doce, um devaneio secreto que postergo,
Mas sobrevive em meus versos, ao lado de minha cabeceira...

Os meus versos falam de quem não fui,
Alguma covardia, alguma audácia...
E segredar que por amor fiquei perdida, fiquei sem alma.

Me guardei: caminho incerto, eis o deserto.
O amor que perdi? É meu altar, minha poesia inacabada...
Quero meu retorno a mim, mas onde andará a minha alma? Longa é a estrada..."

Continuação da frase "As sombras de nós...

... que tb representa quem somos: nossa constante busca de luz, sol, PAZ e vida!" (Carmen Ligia).

Na última postagem, 10 de dezembro deste, contabilizou 199 postagens: com esta 200!!!

"As sombras de nós ...

sábado, 10 de dezembro de 2011

Do Abstrato (Por Carmen Ligia)


Eu fiz um ensaio ontem
sobre a vida que imita a arte
e a arte que não está nen aí pra vida...
decerto o artista saltou do picadeiro
entrou na academia de letras abstratas
plagiou o meu retrato
e refez sua biografia

tempo de rei é réis
tempo meu só é nostalgia...

havia uma casa de campo
perdida
a ermo
com seus preconceitos
seus medos
e suas vilanias

eu estou na estrada porque não me convence entrar na casa
saudade é espera
e existe fera que reside em meu eu
plasmado
incapacitado
pueril de tão imbecil
estéril de tão louco
SONHADOR e por isso tolo.

me concentrei e a menininha me disse
deixe estar
deixe
tá?

uma poesia com rima
sem sentido
mas tem sentimento.

sou eu
Aurora!
Quem és?
O vento
O tempo
Alento
O recomeçar
O esvaziar
E eis você, hoje é seu melhor momento!

O resto?
Reinvento.
(71, Montevidéu).

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Soneto do Sonho Sempre Vivo (Por Carmen Ligia, em 29 nov de 11)...

Soneto do Sonho Sempre Vivo (Por Carmen Ligia):
"Eu quis um sonho colorido
Eu quis um sonho de improviso:
Poeta disfarça mas não nega!
Poeta espera, e finge esquecer...

A poesia que atravessa cortinas, vira as esquinas e embaralha meus pensamentos,
Na mais pura harmonia, mesmo sem haver disciplina e organização:
A esfera dos meus eus perdidos, esquecidos, mas reencontrados,
E a certeza que sou apenas o mar: hora agitado, hora serenado...

Do que não sou, voo porque me sinto livre;
Ainda que presa a rotina, e ao caos do meu viver tão sem sal...
Mas às vezes o sonho me desloca, e me faz ver aurora em meio ao caos.

Acredito nos sonhos e nas rosas vermelhas do meu coração.
Acredito na alma que voa leve rumo ao meu eu, noutra estação. O resto é adeus.
Tudo certo ou nada certo: poesia em mim nunca morreu! AMANHECEU."

(Aos poetas insones que desacreditam dos sonhos, apenas por eles estarem preto e branco, em alguma cena do cinema-vida!)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Correria: revisão monografia, relatório de estágio etc etc: mas não ventania!


E lá vem o TCC (monografia)... é a revisão final, relatório de estágio, etc etc: e espero em Deus, minha formatura! Uma rota que chega ao fim, e ai de mim, quantos caminhos e descaminhos pra nos encontrarmos, almejando um futuro emprego, um regaço... Que não seja a conformação, mas a certeza que pés no chão, melhor "realidade" para vivência mais plena! O que damos a vida, trabalho em responsabilidades, é o eixo que nos coloca mais firme diante dos desafios, e/ou quaisquer adversidades. Fujamos do ócio, este sim, malévolo e impuro. E o mundo, é a formatura, meu emprego que virá, minha casa, também meu sofá....... Os tantos "meus" pra dizer que as buscas não são perdidas, porque apenas nos perdemos quando acharmos que a vida deveria ser vento: seria mais simples, porém menos intensa e muito passageira. A vida é semente, árvore que virá, planos para o futuro e certa nostalgia dessa Academia (UFS): Prova que sonhos se concretizam, minha FORMATURA que está chegando e novos dias, mais maduros, plenos de mim e dos ideais que vão cada vez mais se firmando.... Yupiiiiiiiiiiiiiii rsrsrsrs. A vida é assim: dia que choramos, e dia que intensamente celebramos o dom de existir, ou seja, quando damos sentido ao que se passa ao nossa redor, porque são as obrigações que superam omissões de um um mundo que por vezes parece, sem sentido. Ora, só existe sentido quando colocamos sentimento no que fazemos! Por tudo isso, minha história, e meu curso de HISTÓRIA não é vento: é a semente que plantei, ACREDITEI, e hoje vejo crescendo... !

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Soul Blues e Jazz (sambando poesia... de Carmen Ligia)





"Apáticos ou apartidários,
Eu vejo uma rua em movimento.
É tempo... É vento que se foi?
Eles "teclam" sonhos...


Entre o "tecer" e o fazer
Há uma grande diferença.
Se a polícia às vezes fica observando,
Existe mais liberdade, e mais silêncio, e mais segregação.


Eu sinto um vento de novos tempos
Arrepiando meus pêlos,
Porque em estado febril a caneta dança passatempos,
E só revela: Dá tempo!


Mas se o jovem diz: "Dá um tempo",
E só, "só" fica absorvendo a fumaça difusa de qualquer passividade,
Não sei se os "filhos" vingarão:
Filhos de sangue, ou "filhos" de nossas idéias, com seus "disfarces"...


É tarde...
Não porque a madrugada é alta e os olhos pesam em demasia,
Se no livro estou à página 221,
E o que necessito agora é poesia!
A fumaça do "fedorento" cigarro é minha companhia.


Já odiei a solidão, e hoje a sinto com carinho:
Ela me dá o sentido exato de pensamentos desconexos,
Também leituras, e não concentro pensamentos em culpas, ou fugas. O meu presente é um presente!


E se nossos sonhos forem pinturas paradoxais em busca de entendimento?
Que adianta só "curtir" no "face",
Se minha face se esconder da reivindicação nas ruas?
Preciso dizer o que penso, sinto e que tenho sonhos... Em outros outonos, folhas cairão nas árvores.


Os poetas são compreendidos por serem ambíguos,
Um solitário que vence sua própria "inexatidão", quando escreve de todo coração.
Àquele vento que chama as ruas não é revolução: Não!
É simples chuva fina (ainda), que não mais será omissão pra nossa nação.


E teclo sonhos no meu diário virtual.
Bem? Mal... Servirá a quem uma retórica "descabida"?
Se me falam "anjos", não retoco pensamentos insones...
Eles não me possuem porque não possuo nada: a passagem é rápida e só posso dar minha palavra.


Se foi sangue, que fiquem frutos,
Se foram premissas, sintetizem o que houver...
Se "bobagens", ao menos vi "miragens":
Sonhei sonhos altos, nesta Terra chamada Aprendizagem.


Não aprendi com a razão pregada em cada sistema falido,
Os meus verdadeiros amigos, sonharam comigo...
O que disse foi a mesmice diferente,
Eu quero ser o sonho, "eles" querem ser "gente"!


Gente robótica que no facebook "curte", e não discute,
E se acomoda, não se incomoda.
Virou moda: Ser igual pra ser alguém;
Eu quero a poesia, doce companhia que me convêm!


Às vezes a poesia é meu algoz,
Só porque não lhe dou papéis e atenção.
Sou esta tola escriba em um mundo com lenta ascenção,
Se os muros caem, é porque não fizemos revolução!


Revolução? Só quando os humanos seres se derem as mãos...
Quando eu for quem sou sem medo de ser assim: poeta, enfim...
Quando o silêncio for a pior resposta, e a idéia fruir pra dizer quem tu és,
O mundo não será bombas, anéis e certificados, mas sim um muro bem baixo, e o coração "quebrantado"!


Não sei a que vim, se for pra ser mais uma a dizer a mesma fórmula descabida...
Vim pra falar em versos o que sinto quando o vento arrepia minha alma!
Com 9 anos já fazia versos;
Hoje sou INVERSO, me aceitando sou a madrugada:


Quase quieta, por vezes aparentemente calada.
Não porque me faltem versos,
São eles que me "lavam" a alma!
Com 30, sou o sonho que espera a realidade-alvorada...


Quando eu for "dormir",
Queridos "anjos e querubins",
Curtam mais suas próprias idéias, e mostrem suas lágrimas...
O sorriso "só" vem quando saímos pra viver na estrada:


Dizendo o que sentem,
Musicando e fazendo novos momentos, plantando outras "sementes"...
O meu filho que ("ainda") não veio contemplará meus versos sentidos;
Não platei árvore, "não veio" o filho, sequer o livro: veio a Internet, onde escrevo o que sinto.


E sinto que "fui" aprendiz de poesia,
E sinto que senti como poucas pessoas sentem.
Mas não sentei esperando a banda passar,
"Desafinei" na vida, mas nunca deixei de acreditar, e levantar sempre:


Na vida a gente "baila", ou dança.
Na vida a gente "rebenta", ou se arrebenta...
E quando a morte vier, se tiver grana as traças comerão.
Mas meu conhecimento não. E meus versos ficarão com os filhos dos filhos... E eles, o que dirão?


- Que "figura" esta poetisa aprendiz,
Falou o que sentiu, e até sofreu por tanto sentir...
Mas viveu: De poesias, de sonhos, e não quis vegetar com nostalgias.
Tocou o céu com versos em transe; buscou a singular magia...


É no "transe" que se transa a vida, mas a vida não se "transa";
Apenas ama-se em sua dor e pequenas alegrias. Por vezes "tamanhas"...
Grandes os sonhos, "não" os guardo em segredo,
Parafraseando Roosevelt, o político "poeta": "só se deve ter medo, do próprio medo".


E eu sou "destemida", porque com versos e rimas Soul Vida...
Meu olhar que sempre brilha, é JAZZ!
O cigarro, tola companhia, um triste blues.
Mas a poesia... É minha vida, minha sina, minha lida, minha luz!


Um samba? Ou será minha cruz?
"Nada" sei. Mas com versos
Sinto-me liberta!
A poesia à Deus me conduz: Me eleva..."

(Carmen Ligia, em 14 de outubro de 2011).