quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Por hoje, só mais uma frase (bem intensa...)

A pessoa certa é a que está ao seu lado nos momentos incertos.

Pablo Neruda

FONTE: http://pensador.uol.com.br/momentos_eternidade/2/

Por William Shakespeare

Eu aprendi...
...que ter uma criança adormecida nos braços é um dos momentos mais pacíficos do mundo;

Eu aprendi...
...que ser gentil é mais importante do que estar certo;

Eu aprendi...
...que nunca se deve negar um presente a uma criança;

Eu aprendi...
...que eu sempre posso fazer uma prece por alguém quando não tenho a força para ajudá-lo de alguma outra forma;

Eu aprendi...
...que não importa quanta seriedade a vida exija de você, cada um de nós precisa de um amigo brincalhão para se divertir junto;

Eu aprendi...
...que algumas vezes tudo o que precisamos é de uma mão para segurar e um coração para nos entender;

Eu aprendi...
...que os passeios simples com meu pai em volta do quarteirão nas noites de verão quando eu era criança fizeram maravilhas para mim quando me tornei adulto;

Eu aprendi...
...que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo que lhe pedimos;

Eu aprendi...
...que dinheiro não compra "classe";

Eu aprendi...
...que são os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida espetacular;

Eu aprendi...
...que debaixo da "casca grossa" existe uma pessoa que deseja ser apreciada, compreendida e amada;

Eu aprendi...
...que Deus não fez tudo num só dia; o que me faz pensar que eu possa?

Eu aprendi...
...que ignorar os fatos não os altera;

Eu aprendi...
...que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você;

Eu aprendi...
...que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;

Eu aprendi...
...que a maneira mais fácil para eu crescer como pessoa é me cercar de gente mais inteligente do que eu;

Eu aprendi...
...que cada pessoa que a gente conhece deve ser saudada com um sorriso;

Eu aprendi...
...que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;

Eu aprendi...
...que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;

Eu aprendi...
...que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.

Eu aprendi...
...que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;

Eu aprendi...
...que devemos sempre ter palavras doces e gentis pois amanhã talvez tenhamos que engoli-las;

Eu aprendi...
...que um sorriso é a maneira mais barata de melhorar sua aparência;

Eu aprendi...
...que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito;

Eu aprendi...
...que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a;

Eu aprendi...
...que só se deve dar conselho em duas ocasiões: quando é pedido ou quando é caso de vida ou morte;

Eu aprendi...
...que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.

((William Shakespeare)).
Fonte: http://pensador.uol.com.br/momentos_eternidade/2/

Desta quarta (fim), para quinta-feira (madru)... "A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar duram uma eternidade." Frase de Clarisse Lispector



Sabe o quanto é delicioso vir aqui e escrever, escrever? Prazeres da alma de poeta, que espera que outros gostem destes versos e os divulguem, respeitando não só as palavras (mesmo erros) contidos ao serem transcritos, mas lembrando de colocar o devido crédito de quem os escreveu, no caso destes aqui do blog, EU! (rsrs)
Muito especial pra mim todos aqueles que acompanham meu blog. Especialmente aqueles que todo dia dão uma espiadinha, vendo se o blog está atualizado, etc. Na medida do possível estou tentando repassar algumas vivências, até reflexões mais intimistas, se assim posso dizer. Também poesias que acho interessantes. Bem, nesta quarta para quinta, postei aqui 8 sonetos. Ora, quantidade apreciável, já que todos são de minha autoria! E foram escritos aqui de forma leve, como o toque de ondas do mar na areia, mas ondas bem suaves, ou seja, destes momentos que a vontade de escrever vem porque ela é necessidade. Natural. Resguardo muitos dos meus escritos para futuros livros, que quero publicar no formato impresso. Mas aqui na Net, aos apreciadores de versos, estão postados mais 8 humildes sonetos. E acho que esta quarta-quinta é assim, muita coisa de mim que transborda, aquela vontade de publicar versos sem fim. E não haverá fim. Pois todo começo é sempre ensejo de um novo começo. Reciclar, em uma espécie de diáletica dos versos que estão sempre em transe. Poetas que não morrem. Sempre se revelam. Mas como gostaria de ainda em vida ouvir de variados apreciadores de poesia: muito belo, autêntico. Esta é uma forma dos meus versos (postados ou impressos) serem eternos! E mesmo que não chegue a mim (ainda em vida) o reconhecimento pelos meus escritos, se a alguém tocar meus versos juro que me darei por contente, afinal, palavras que nos emocionam haverão de ser também, para todo o sempre!

((Carmen Ligia))

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

"Do que fui - Do que serei = 7 sonetos" - Por Carmen Ligia


I-
"Durmo, e vivo.
Acordo, e vegeto
Não digo o que quero,
Então desejos corroem meu cérebro.

E emoções, destroem a melhor essência
E lençóis não amassados, fuga do meu eu.
Terrificante solidão, tanta escolha é só medo
De mostrar meu ser desnudo, tamanhos segredos...

Carência bate à porta.
Refúgio em sono profundo.
Apatia de mais um dia...

Caos em meio a profusão
Escondendo o que sinto, quero, necessito;
Solidão é fuga, não é solução."

II-
"Já vivi, hoje passo.
Hoje ocaso, remediando minha vida vazia.
Covardia, é mais um dia.
E vida não o é.

Quem me quer? Se não me quero, quem me acolhe?
Vento que passa esvoaçando meu cabelo,
Pele que arde, sem afago, e com tanto medo,
Fugir é mais fácil: Só dívidas a longo prazo!

Durmo e "esquecendo" lembro que nada esqueci.
Lembro de cobras, e veneno, e bichos peçonhentos
Só porque me escondo do que sinto, necessito.

E o que sinto não é o que vejo.
E o quero, escondo de mim mesma.
Asneira, novo dia de mentira: Como acordar do pesadelo-vida?"

III-
"O que crio, desfaço.
Desembaraço o sol, e colho minhas tempestades.
Não crio esperanças, não vivo de lembranças;
Quero sangrar, gemer, sofrer... Para poder enfim, germinar!

O que não criei, reinvento.
Toco martelo, toco meu coração, toco qualquer instrumento,
Para ser algum tipo de instrumento
Nas mãos de um Deus que é consolação.

Não choro porque é mais fácil comover.
Me comovo porque sinto com alma de poeta,
Que só quer viver, sem mais espera.

Chega de sofrer, chega de sangrar.
Só quero ver o mar!
Só quero ser amada, e amar. E calar!"

IV-
"Se me perguntas quem sou?
Poeta.
Se me pergunta por que vou?
Quimeras.

E minhas quimeras haverão de ser realidade!
E minha dor haverá de ser lição, mais tarde...
Nada se perde, e tudo se recria
Haverá uma nova canção, um novo dia.

Me salvando, voo pelo meu pensamento.
Creio que posso me reerguer,
Colho esperança no jardim de um novo alvorecer.

Não temo. Não me julgues, só queira ver comigo novo dia.
Em que não dormirei pra fugir, e ai de mim,
Serei poeta, vida. Alegria."

V-
"Visões
É silêncio,
Já que minhas palavras não são desabafos,
Antes alento.

Corre madrugada cinza disfarçada de novo caminho.
E o é. Solidão-desatino é percepção de um novo dia.
Mais maestria no dom de acreditar
Em Deus, na vida, no amor. Fuga já não bastará.

Jogo meus traumas pela janela
Espero amor revolução.
Pois verdadeiramente me amo. Não sou negação.

Ainda sem me amar, a outro ajudarei. No caminho, é que se aprende,
Porque o sol há de brilhar, veemente!
E chega de talvez... Papa há de anunciar: Bem sei, bem sei!"

VI-
"Colho flores, quebro espinhos.
Cravo de saudade, pois amargo o caminho
Então fel será mel,
Libertação do que foi desatino!

Amores pela estrada,
Que não volta, e tudo bem
Meu bem, amor do que não fomos
Vá! Te perdoo! Bons sonhos.

E já não quero sonhar
Esperar.
Perder minha alma.

Antes acordar
Sorrir, e chorar.
Mas nunca dormir, pra fugir, da longa caminhada..."

VII-
"Vida?
Chegou...
Amor?
Chegando...

Saudade, passando.
Amor que é passado...
Mas um novo sol vem raindo.
É meu amor próprio, e outro amor em meu enlaço.

Pesadelo de vida, serão sonhos em realidade.
Fuga de mim mesma? Serão poesias, jogo tudo ao vento
Contratempos? Arrependimentos? Não... Cura tudo amigo Tempo!

Vou! Poesia nunca acabada, esperança na vida...
Cadeia não é pensamento, pois foi tudo ao vento, fica vontade:
Fé na vida, VEM CHEGANDO UM NOVO TEMPO; chega de saudade!"

((Por Carmen Ligia)).

Soneto de lembrança constante - por Carmen Ligia



"Escrevi uns versos para esquecer você
Mas lembrei de ainda amar, você;
Escrevi uns versos por escrever, nada para falar,
Mas de você insisto em lembrar...

Quero te esquecer, do amor-obsessão
Saudade e omissão
Tua partida para todo o sempre,
Meu coração silenciado, solitário, arrependido; despedaçado.

Nossos laços cortados
Vínculos que não dizem nada.
Sua alma, distante. Minha alma, onde estará minha alma?

Vai meu ser errante,
Errando menos...
E você, amor do que não fomos: Desejos!"
(Carmen Ligia)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

"Também as lágrimas têm o peso da voz." (Ovídio)



Como prometido em postagem anterior, uma poesia
falando sobre LÁGRIMAS! Nesta poesia, a alegria
do choro... O segundo é um pequeno texto falando em lágrimas acompanhada
de tristeza, ou seja, lágrima é no todo, emoção.

Chove lá fora
Mas não chove dentro de mim.
É tão boa essa meia luz,
Que sinto dentro de mim.

São lágrimas de amor,
São lágrimas de gratidão,
São lágrimas de emoção.

Mais emoção do que tudo,
Mais emoção que me impele
A emocionar.


Emoção - Por Rosely Sales.
Em http://sitedepoesias.com/

...............................................................................................................................................................................................................................................................

SOBRE LÁGRIMAS

Lágrimas existem para serem derramadas...
Alguns momentos da vida rimos, outros somos compelidos ao pranto. Inevitavelmente. Somos todos feitos metade alegria, metade tristeza. Ambas sobressaem-se e se alternam ao longo de nossas vidas.
Quando vier o pranto deixe fluírem as lágrimas. Não as economize nem se esforce tentando retê-las. As lágrimas vertidas desfazem a tristeza da alma. São como a chuva que vem para lavar a poeira da terra. Lembre-se que por sermos humanos não é demérito chorar.
Esvazie o quarto triste do sentimento. Todo momento triste é passageiro, pense assim. Restabeleça-se depois, coração renovado com o néctar da alegria.
Afinal, depois das tormentas de um temporal um novo sol volta sempre a brilhar!

Pequenas Lições de Sabedoria - Inácio Dantas.
Em http://www.superfrases.com/article/sabedoria/256/

...............................................................................................................................................................................................................................................................

"SE CHOREI, OU SE SORRI, O IMPORTANTE É QUE EMOÇÕES EU VIVI!"

Trecho música Emoções, interpretada por Roberto Carlos.

Sensações

Olá blogueiros (amigos & amigas)!

Fui ler para minha mãe o comentário que o meu primo Mikael fez, a cerca dos meus dizeres da última segunda. Aí minha mãe disse: "Chorona! Tudo que lê, chora". Sou assim. Sensível, emotiva. Lágrimas correm tal rio nos meus olhos, em meio a alegria, tanto quanto na tristeza. Estravazo pela lágrima as emoções da vida. E ver os dizeres do meu primo Mika (como escreve bem), me emociona deveras. O Júnior também está sendo um seguidor aqui no blog. Seja bem vindo priminho! Já disse e repito da admiração e carinho que tenho por vocês. A respeito de lágrimas, caçarei alguma poesia aqui na net, para postar. Noutra oportunidade, tentarei escrever algo sobre lágrimas, e "canções" (rsrs).

Abraço forte em todos...

Carmen L.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

"Formatura" [FOTOS] 1-Família (Parte); 2-Eu! (Carmen); 3-Prima (Carol); 4-Mika, Pai e Irmã do 'formando'; 5-Mika na Igreja





"Formatura" do Primo Mikael, 'Kaiki' e Jr. Vila Nova

Acontecido de ontem, já que agora são aproximadamente 01h45 minutos desta segunda feira. Um acontecimento significativo!

Vejo ali 3 primos terminando o ensino médio. Aqui no interior, têm-se o costume de haver uma comemoração, assemelhando-se a uma colação de grau de graduação (ensino superior). Primeira vez que fui a uma neste estilo, vendo 3 primos que "se formam" de uma mesma vez. Dois deles estão pré-classificados do Vestibular da UFS. Em conversa com o pai de um dos primos, falamos um pouco sobre vida acadêmica; confesso que nasceu em mim algum cabelo branco. O mesmo citou que para perseguir uma carreira na academia, tem que adentrar jovem. Pelo andar da carruagem, me formarei com 30 anos. Mas pretendo seguir, mestrado, e etc. Portanto, não vou me prender ao quesito idade, pois como tudo na vida, há sua relatividade!

Antes de conversar com o pai do meu primo, havia escrito no celular, por falta de caneta na ocasião da recepção dos "formandos":


Quando todos disseram não dá, eu disse VOU...
Quando meus pés sangraram, chorei; quando as pernas cansaram, andei...
Desanimei, mas NÃO DESISTI! Me lamentando, morreria. ACREDITEI EM UM
NOVO DIA... E me vi levando esta mensagem, então não me vi vencida. Me vi formada, dando palestras emocionadas. Então vi a longa estrada, com emoção vivida, UM DIA DE CADA VEZ!


Acho que seria algo bem tangível para escrever no meu convite de (futura) formatura. Uma longa estrada. As bifurcações (as más, e boas). Cada ensinamento, cada lição. Tudo está sendo válido, e muito, muito valioso.

Tirei uma foto com os três primos, com um fotógrafo profissional. Tipo de foto que quero ter bem impressa, para a posteridade de boas lembranças. Destes meninos homens, dois em especial, que em várias oportunidades conversaram comigo. O Jr. e o Mikael.

Sem uma preferência direta, antes sim conhecimento mais profundo, falarei um 'tantinho' de meu primo Mikael. Quase choro ao ouvir de certa professora de Geografia uma descrição do mesmo, e entre vários adjetivos, o denominou de "metamorfose". Àquele garoto de ontem, que me veio feliz falar de sua pretensão de prestar vestibular para Filosofia. Eu assim, com meus incentivos e brilho no olhar que nunca haverá de se perder, "dei uma força". Lembro-me de ter dado uma folha de jornal, falando apenas sobre Filosofia. Os olhos dele também brilharam! Não sei se ele guardou tal periódico. Mas eu recordo enternecida, da contrariedade de sua mãe com a escolha do filho. Um curso tão rico, ainda visto com um olhar de crítica, já que não faz parte do rol medicina-direito = devaneios de uma sociedade capitalista!

E este primo, que cogitou posteriormente fisioterapia, foi amadurecendo idéias, pensando, sentindo, se transformando, e REAGINDO. Ficou com a filosofia. Certa inflência do seu pai, que fez tal curso? Não creio, tem paixões, dons inatos que vão além de infuências do meio. Apenas "sonhei", no meio da formatura, em ver aquele menino-homem especializando-se na USP, no porvir (Oxalá).

Sim, em futuro próximo, o Mika com seus livros e idéias, que talvez só absorverei em parte, dada a grandiosidade dos pensadores que nos deixam, pobres e leigos mortais, um tanto 'fora do ar'. E me permito sair desta gravidade claustrofóbica. Não busco "o entendimento", porque pensar/filosofar é tão ambíguo...

Me permito ver naquele menino a força que me faltou, em ser quem eu verdadeiramente sou. E ele é. Um filósofo. Esperando uma vaga na UFS para Filosofia. Homem que insistiu no anseio do seu peito, em um momento tão intimista e turbulhento que é a escolha de um curso universitário. Ah Carmen cheia de defeitos, e falhas. Com seus pecados para pagar, mas Deus há de considerar um tantinho destas boas ações com as pessoas que passam em meu caminho (na verdade para me ensinar). Do incentivo que dei para o mesmo, a cada segundo que pude (na medida do possível); e até quando me afastei para deixá-lo com sua escolha, diante da mãe, do mundo e da própria consciência.

Meu primo Mikael é destes irmãos que trazemos, quem sabe, de alguma outra existência. São os amigos que rezamos para que façam parte dos nossos dias de sol, e madrugadas de chuva. Para falar, filosofar, acreditar no sonho que carregamos em nosso peito. Como aquele menino que daqui há alguns meses fará 18 anos me ensinou a ser eu mesma. E sua rebeldia, fora maestria! Elevação. E de tudo que falei: estude, estude. Meu querido primo-irmão; há de carregares contigo pela vida-aurora, que houve alguém, em meio a tanto julgamento alheio que só quis te incentivar a ser, você mesmo! E me orgulho muito, de quem tu se formou. Sua mãe foi parcela desta construção, seu pai também o é. Mas você mostra quem és: Sim, uma incrível metamorfose. O ser-borboleta que saiu do casulo, e com asas multi-cores colore a vida de mais vivacidade. Rebentando a casca de ovo pra ser, todo coração e alma em tuas escolhas de vida. Que o Poder Superior te ilumine nesta caminhada.

Torço imensamente pelos 3 primos, mas por ter conversado tantas vezes especialmente com o Mikael, quero te dizer que quem me ajudou, de fato, foi você. Com tenra idade me ensinando a ser menos covarde. E me ouviu em minhas "filosofias às avessas", falácia de poeta que também sofre com suas próprias mutações. Mas que não sejam omissões. Algum incentivo foi tudo que pude te dar... E te ver no caminho que imaginavas, enche meus olhos de lágrimas, e meu peito de esperança. Ser nós mesmos. É tempo... Hora de dançar ciranda!

Carmen Ligia é estudante de História, e participou da História, deste primo que se "forma", no Grêmio Serrano de Itabaianinha-SE.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Estratégia - recebi meu e-mail

Um senhor vivia sozinho em Minnessota.
Ele queria virar a terra de seu jardim para plantar flores, mas era um trabalho muito pesado.

Seu único filho, que o ajudava nesta tarefa, estava na prisão.

O homem então escreveu a seguinte carta ao filho:

'Querido Filho, estou triste, pois não vou poder plantar meu jardim este ano. Detesto não poder fazê-lo, porque sua mãe sempre adorou flores e esta é a época certa para o plantio.
Mas eu estou velho demais para cavar a terra. Se você estivesse aqui, eu não teria esse problema, mas sei que você não pode me ajudar, pois estás na prisão.
Com amor, Seu Pai.'

Pouco depois, o pai recebeu o seguinte telegrama:

'PELO AMOR DE DEUS, Pai, não escave o jardim! Foi lá que eu escondi os corpos'

Como as correspondências eram monitoradas na prisão, às quatro da manhã do dia seguinte, uma dúzia de agentes do FBI e policiais apareceram e cavaram o jardim inteiro, sem encontrar qualquer corpo.

Confuso, o velho escreveu uma carta para o filho contando o que acontecera.

Esta foi a resposta:

'Pode plantar seu jardim agora, amado Pai. Isso foi o máximo que eu pude fazer no momento.'

Estratégia é tudo!!!

Nada como uma boa estratégia para conseguir coisas que parecem impossíveis.

Assim, é importante repensar sobre as pequenas coisas que muitas vezes nós mesmos colocamos como obstáculos em nossas vidas.

'Ter problemas na vida é inevitável,
ser derrotado por eles é opcional'


Quase tudo é possível quando se tem dedicação e habilidade. Grandes trabalhos são realizados não pela força, mas pela perseverança:)

sábado, 25 de dezembro de 2010

INTERROGAÇÃO - Por Florbela Espanca

Neste tormento inútil, neste empenho
De tornar em silêncio o que em mim canta,
Sobem-me roucos brados à garganta
Num clamor de loucura que contenho.

Ó alma da charneca sacrossanta,
Irmã da alma rútila que eu tenho,
Dize para onde eu vou, donde é que venho
Nesta dor que me exalta e me alevanta!

Visões de mundos novos, de infinitos,
Cadências de soluços e de gritos,
Fogueira a esbrasear que me consome!

Dize que mão é esta que me arrasta?
Nódoa de sangue que palpita e alastra…
Dize de que é que eu tenho sede e fome?!

(Fonte: http://www.prahoje.com.br/florbela/)

As dores de um natal no you tube carmenligiapoetisa: http://www.youtube.com/watch?v=0TTT5aJxbUQ

AS DORES DE UM NATAL... (por Carmen Ligia)

As dores de um natal (I)

Você se foi...
E não sei reconhecer meu eu,
O que ficou
Só o amargo do adeus.

Tiras de mim esta dor,
Que é amar sozinha
Jogo meu coração no mar,
Pra não reconhecer sua partida!

E de tudo que foi amor, hoje minha eterna solidão
Você com um bebê, filho que querias,
Nada pude te dar
A não ser minha covardia, e omissão...

De tanto que te amei, e ainda te amo...
Por que não me joguei aos teus pés?
Por que quis um conto de fadas?
Ah dor deste amor, e se foi, e fico sem nada...

Não pude dizer, te amo
Achei que o mundo fosse me mostrar
Outro alguém para amar;
Ledo engano!

Você foi o melhor amor
Você é minha maior saudade,
Você é a dor que me invade
E tanto procurei seu rosto...

Agora, é um desgosto
Saber que não tem mais volta,
Você, família e bebê
E quanto a mim, saudade que espanta!

Lembranças...

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Oh, Oh, Oh... Feliz Natal!


O Natal...
Que mexe com a lembrança de infância
E que nos faz refletir (ao menos em mim),
Qual o meu "papel" nesta andança...

E as luzes, de minha omissão
E os presentes, no meu volver ao passado;
E a ceia, que é minha família, sem laços,
E confraternizo, através de mórbida reflexão,

Sim, a família que não tive
Apenas um fiasco,
Também a família que não fiz,
Por medo, o ocaso.

E tudo que peço a Deus, nesta representação,
No dia que comemora-se o nascimento de ser de luz,
Oh Jesus, me mostra um caminho,
minha rendenção, tira-me o peso da cruz!

Tira-me estes espinhos, me mostre ressurreição,
Que é renovação
Perdão,
E que faças deste meu novo dia, amor e ação!

E que a dor de cabeça, de agora
Também de outrora
Seja substituída pela fé,
No que vier, pois quero ver aurora...

Natal tem de ser
Esquecer
E vir a ser,
O que temos de fazer, neste plano aprendizado

Pois só amor cura,
Fiasco e Dor...
Perdão a nós mesmos é nova trilha,
Maestria é ver Jesus em nosso coração

O ano todo!
Não apenas
Na simbologia,
Deste mero dia...

((Poesia, por Carmen Ligia))...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

E nesta segunda-terça...


FOTO de FLORBELA ESPANCA

Olá caros amigos

Lá fui eu, ontem, já que hoje são 02h40min da madrugada desta terça feira iluminada.
Não raios de luz, felicidade quimérica...
Antes uma festa. Sim. Lá na rua da Cultura!

Bem legal, mesmo.
Dancei ao ritmo de uma banda sergipana muito bacana, chamada A Lapada. Um show que vale a pena assistir...

Encontrei um amigo, que estava com os seus. E me indicou uma poetisa, para ler. E aqui estou lendo, alguns versos da mesma. Esta poetisa que inspirou o cantor e compositor Fagner; olhemos estes versos:

Fanatismo

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver
Pois que tu és já toda a minha vida!
(...)

Florbela Espanca é o seu nome! Nasceu ainda século XIX, filha de Portugal. Sua preferência é por um estilo melancólico; tragicamente se suicidou no dia do seu
36º aniversário, a 8 de dezembro de 1930.

Ah incompreendidos poetas! Por tanto amor que perpassa letras, transpirando pelos poros doces idílios, também dores nefastas, até amores proibidos.

Amores que nunca serão esquecidos, dores e extâses, tanta coisa que eleva tantas almas, mas desfaz a vida de quem ama demais, pois respira a poesia!

Ah jeito de amar, e de viver típico de quem é poeta: por arrebatamento, com sofreguidão, e sempre intensamente. Até mesmo em estados de depressão e solidão, poeta é quem mais sente.

Ser poeta, viver poesia, não é fácil. Não. Um dos sonetos da Florbela nos diz isso, e quão é profundo e bonito! Repasso para vocês:

CEGUEIRA BENDITA

Ando perdida nestes sonhos verdes
De ter nascido e não saber quem sou,
Ando ceguinha a tatear paredes
E nem ao menos sei quem me cegou!

Não vejo nada, tudo é morto e vago…
E a minha alma cega, ao abandono
Faz-me lembrar o nenúfar dum lago
´Stendendo as asas brancas cor do sonho…

Ter dentro d´alma na luz de todo o mundo
E não ver nada nesse mar sem fundo,
Poetas meus irmãos, que triste sorte!…

E chamam-nos a nós Iluminados!
Pobres cegos sem culpas, sem pecados,
A sofrer pelos outros té à morte!

Fonte: http://www.prahoje.com.br

No mais, quando cheguei inventei de fazer uma iguaria. E para dar um toque diferente, cortei uma pimenta, "ingênua" pimenta. Tirei as sementes. Olha que o prato ficou saboroso. Mas minhas mãos ardem, ardem. Ah mãos desta poeta, ardendo não pela necessidade preemente de escrever... rsrs

No mais, uma boa terça feira a todos os amigos que já chegaram neste blog querido, e os que vem vindo, em futuro próximo, para dar mais graça as cores da minha vida. Não apenas cinza. E sim luzes infinitas..................................................................... (...)
Uma vida-poesia mais confiante, com fé em novos dias!

[De Carmen Ligia, 21 dez 2010]

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Só para lembrar...

JÁ CITEI, E REPITO: AQUELES QUE QUISEREM PUBLICAR AQUI ALGUM MATERIAL PESSOAL, OU QUALQUER UM QUE SEJA INTERESSANTE, POR FAVOR, ENVIE AO MEU E MAIL. Se não publicar aqui na íntegra, colocarei uma parte do material junto com um link, direcionando para outra página que comecei, chamada FALA SÉRIO, que é um formato que desejo dar prosseguimento = "revista".
Att,
Carmen Ligia.

Saiu no DAA Informa 14-12-2010 - E algumas reflexões a cerca de interdisciplinaridade

DAA Informa é o e mail (informações) que chegam para os alunos da UFS = Universidade Federal de Sergipe.

PRÁTICA DE ENSINO EM ARTES VISUAIS
A Carmem Lígia, do curso de História, participou do Seminário
Internacional sobre o tema, noticiado na penúltima edição deste aperiódico
e ficou embevecida, pra dizer o mínimo.
Confira em
http://aprendizdepoetaenavida.blogspot.com/2010/12/meus-eventos-quanta-experiencia.html

O Profº Edilson descreveu bem meu estado de espírito, que segundo o dicionário inFormal (http://www.dicionarioinformal.com.br)embevecida significa "enlevado, extasiado, encantado".


Sim, encantada é um termo muito plausível. Certa colega, ao me ver neste Seminário, perguntou o que eu estava fazendo ali. (??) Ora, ora, fala-se tanto em interdisciplinaridade, mas pouco se faz para efetivar tal prática. Parece que a ciência cada vez mais fica "se fechando" em seus redutos, cada qual em sua própria "praia". Estava no seminário de Artes aprendendo novas nuances, também como se fazer uma aula interessante de História, usando outras áreas do saber.

Acontecimento semelhante ocorreu quando fui fazer um Curso de Audiovisual, anteriormente. Um cidadão me perguntou o que estava fazendo ali, já que faço História, dizendo que a área de Audiovisual é muito concorrida. Respondi apenas: "Se está tão concorrido, então saia"! Não vou sequer me estender no quanto o historiador é requisitado no cinema, mas estava lá por paixão, ou seja, por ser amante da 7ª Arte; uma amante ainda inexperiente, principalmente no tocante às técnicas. Por isso o meu interesse. Sou assim, um tanto curiosa, e ainda buscando as minhas vocações.

Bem certo que vivemos em uma sociedade que "nos pede clausura", nos redutos daquele saber que escolhemos como profissão, "empurrando" para buscarmos as especialidades, ou seja, ser muito bom em certo campo do conhecimento, desprezando (na maior parte dos casos) a interação com outros domínios, que para muitos é pura perda de tempo. Bobagem. Na verdade, os bons especialistas, que são uma parcela diminuta, conseguem fazer um intercâmbio bem sucedido com outros conhecimentos. A maior parte trata-se é de "pseudo especialistas", que veneram seu reduto afastando os "curiosos", talvez com medo que esses venham a fazer melhor o trabalho do que aqueles que se dizem formados na área em questão. Sabemos que tem muito jornalista fazendo "História", ou seja, escrevendo melhor a História que os formados desta área. Isto é fato, não um exagero.

Bem, dirão outros que vagar em territórios "alheios" é perda de tempo... Não creio que o conhecimento amplo (mesmo irrestrito) seja uma perda de tempo, antes privilégio destes que ousam ir além do que é estipulado pelo "sistema", estes que com sua audácia quebram a casca e vão além do lugar comum! Parece-nos até que a própria ciência é vítima do tecnicismo, e com o apelo em atender as necessidades do mercado de trabalho força os profissionais, ainda que de forma subliminar, a serem especialistas limitados em seu quadrado (como na música: "(...) ado, ado, cada um em seu quadrado").

Bem, tem que ser deveras "quadrado" para se resumir a um sistema escroto, que nos "incentiva" as novas buscas, trocas, interdisciplinaridade, colaboração, mas que na prática universitária mostra um universo avesso às trocas, onde o medo reinante é com o próprio colega, e por mais difícil que seja de entender, do próprio curso. Além do mais fica aquela "guerra" velada, onde cada grupo quer ter sua área do conhecimento como a melhor, e ainda mais quando a Reitoria vergonhosamente privilegia com mais verbas os departamentos x e y, em detrimento dos outros.

"Pasmén"! Estudamos desde sempre todas as matérias, ou seja, até o Ensino Médio, mas na graduação "nos enjaulamos" em nosso "preconceito territorial"; aqui Direito, ali Filosofia, etc, etc, e cada qual que faça seu melhor. Uffa!! Crescer dói, principalmente quando vemos que o Sistema quer nos fazer seres resumidos, limitados, cada qual "em seu pasto". Perdão, esta terminologia "pasto" é para nos remeter a música "vida de gado, povo marcado (...)", da autoria de Zé Ramalho. Ou achamos que por ter lido alguns livros a mais, não nos comportamos como massa, sendo manobrados em nossa vaidade pelo cientificismo?

Quando vejo meu Professor, aos 26 anos já doutorando, claro que obsevo que as especialidades tem deliciosas vantagens. Isto no mundo daquele que sabe o que quer. Ou ainda para aqueles que mesmo não sabendo, se conformam. É a questão da sobrevivência, e como nos aconselham "os bons", concurso público! Aí penso na área administrativa, visualizo-me concursada, com meu salário (seria bacana), mas quem disse que a alma se engana? Nasci para organizar papéis? Na verdade, o que o coração sente mais prazer, é dedilhar teclado, é escrever versos e palavras; mesmo que não sejam rimadas, expressando as sutilezas, mesmo a aspereza da alma, ou a realidade incognoscível desta eterna busca. E buscar, tentar de fato se encontrar é validar o grande sentido da existência humana. O que para alguns soa como sobrevivência, e muitos mera conformação, para mim ainda é busca... Se for dar aulas, como fazê-las mais atraentes? E se for "mexer" com outros nichos? Por que não desenvolver potencialidades que poderão ser acionadas em um futuro próximo?

Por que não sair de um limite imposto para homogeneizar nossos sentimentos, potencialidades? Estas que muitas vezes ficam adormecidas por medo do desconhecido, ou por mero conformismo, afinal, como dizem: "É a luta pela vida"...

Quimeras... Fazemos de nossas vidas pesadelos e buscamos compensar com sonhos, mesmo alguns agrados que um salário possa até proporcionar. Mas como é difícil viver nossos sonhos. Eu mesma, já passei pelo Direito, e talvez o que não tenha me cativado foi a atmosfera fria, distante que a maioria representa no próprio semblante. Quando passo para um aspecto mais relax do conhecimento, como o Audiovisual, vem um certo alguém falar em concorrência? Parece até piada, visto que o curso que estava fazendo às vezes não tem procura, ou seja, a oferta de vagas é maior que o número de inscritos. Vá entender a psiquê humana, e suas cercas, seus muros e muralhas, seus "compartimentos" do saber, sua estanque inércia, dos seres que dão voltas e voltas atrás do seu próprio rabo, tal um cachorrinho em suas distrações, por mera força do hábito. Pavlov explica.

Mas aqueles que buscam o seu caminho, bem certo que podem demorar. Por vezes vem certo desânimo, e pensamos como seria mais fácil simplesmente seguir 'a manada'. Talvez um doutorado demore, mas se ele chegar com a certeza de que fiz a escolha certa, isto terá recompensado o tempo que "ainda" estou nas buscas. Ainda... é cedo. Mesmo com meus 29 anos, sem um diploma para enfeitar a parede da sala, o que importa mesmo é estar na estrada. As bifurcações, ainda atrasando o processo chamado especialização, ou mesmo estabilidade, pode nos levar ao encontro verdadeiro de nossa vocação, de nossa identidade.

E quando alguns perguntam, que fazes aqui, outros nos abraçam e enriquecem nossa cultura. Aí reconhecemos que estes seres que encontramos em situações adversas, e mesmo em cursos atípicos, sejam facilitadores ou colegas de curso, vão engrandecer nosso mundo com mais experiências e uma vista panorâmica, ou seja, o olhar sobre o todo, como se estivéssemos no alto de uma motanha. Há de se viver em um mundo mais justo sim, quando cada qual puder dar o melhor de si, sem redutos, sem tanta fonteira, havendo respeito por quem quer que seja. Um varredor de rua que faz sua função com zelo, é cidadão, mas certos especialistas, por exemplo um médico, que deixa um paciente morrer só porque acabou seu plantão, pode ser considerado humano? Não, mero coração de aço que só enxerga uma vida para salvar, se tiver um caução.

Mas busquemos. Como li em certo autor, é com estradas sinuosas, difíceis, mesmo com muitas curvas, que não dormimos ao volante. Ou como diria Manoel de Oliveira: "O verdadeiro criador é inquieto. Inquietação é vida".
E só para concluir:
"Todos nós não temos o mesmo talento, mas todos nós deveríamos ter a mesma oportunidade de desenvolver os nossos talentos". (John Fitzgerald Kennedy)

P.S.: Comecei a escrever, com ímpeto tamanho, dei um deslize, teclando o esc; recomecei, e o texto está aí; analisando a interdisciplinaridade, e minhas buscas
no caminhar...
Carmen Ligia

Olá, amigos blogueiros... e "novos" seguidores, as minhas cordiais boas vindas!

Olá caros amigos
e As novAs amigAS...

Estou falando de Cris Ferreira, estudante de Artes Visuais. Pois é menina, adorei o curso que vocês organizaram. Na sexta, teve até mesmo um sorteio, então ganhei um conjunto com lápis de cor, borracha, cadernos de desenho, e etc. Será um incentivo "astral" para o desenho? (rsrs) Bem, nunca tive aulas específicas de educação artística ou afins, mas gostava de desenhar meus bonequinhos (que eram pessoas, ali representadas). Devia ter guardado aqueles desenhos. Guardei outros materiais, a exemplo de poesias, mas perdi algumas na estrada do tempo... Enfim, seja bem vinda Cris, aqui é um cantinho que sempre retorno, com tamanho desprendimento.

Ah, mas o quanto me surpreendeu o que disse outra nova seguidora deste, a Ana Maria. Tive uma grande amiga com seu nome; infelizmente nos distanciamos, mas tenho muito carinho pela mesma. Bem vinda Ana, sinta-se em casa... Mas confesso que me surpreendi com seu comentário na postagem "Meus eventos" (que participo)... quantaS experiênciaS gratificanteS, datado em 9 de dezembro/2010, palavras que quero repetir, aqui:

"ESTAIS ABRINDO SUAS PETALAS, NO SILENCIO DAS ENTRELINHAS, MILITANDO POR OLHARES MAIS INTIMOS PELO SER QUE ESTA EM METAMORFOSE AMBULANTE".

Seu comentário foi profundo, ou seja, uma análise coerente deste meu ser em suas metamorfoses, e não sou sequer o Franz Kafka* rsrsr. E se percebeste "as entrelinhas", minha cara Ana Maria, percebeu de que forma vivo poesia; confesso que prefiro dar este aspecto dúbio de palavras, com um sentido mais implícito, usando uma 'forma indireta' de dizer o que sinto. E foste além, vendo um tanto da minh'alma. Você faz psicologia? Senão, saiba de antemão que você possui uma requintada sensibilidade. E isto é um lindo dom dado por Deus.

Então sejam bem vindas, Cris e Ana. E que possamos todos, aqui e na vida, expressar nossos dons e nossas potencialidades criativas, por vezes adormecidas. Acordemos! Parafraseando a Ana, que possamos abrir, todos, nossas pétalas...

Abraço da Carmen Ligia.

* Franz Kafka é autor do livro "A Metamorfose".

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Apresentações do primeiro dia - Seminário Internacional de Prática de Ensino em ARTES VISUAIS: o desenho




Prof.ª Dra. Pilar Pérez Camarero– Doctora en Bellas Artes por la UCM, Experta en Educación Artística por la UCM, Postgraduada en Psicoanálisis Analítico por la Universidad Ramón Llull de Barcelona.Primer Premio Nacional de terminación de estudios de Bellas Artes. Profesora Titular en el Departamento de Educación Artística Plástica y Visual de la UAM. Docente en los programas de doctorado Creatividad Aplicada y Arte Terapia en Contextos Sociales Diversos. Especialista en el trabajo con el imaginario onírico, artista visual.

Palestra: Los dibujos de los niños testigos de su tiempo: iconografías que hablan de identidad en la aldea global del mundo miedo&mundo esperanza

Sinopse:
Presento una aproximación al proyecto de investigación que desarrollo desde el año 1997 siendo una de mis líneas principales de investigación: el dibujo de los niños especialmente en el período del realismo gráfico, observado desde una perspectiva interdisciplinar, para observar valores e identidad. Planteo una mirada especial a la cuestión de género, a las diferencias de construcción de la identidad en un mundo desigual donde la riqueza está desigualmente repartida. Atiendo a los espacios proyectivos que son estos dibujos, donde se perfilan, miedos y deseos. Estereotipos de la construcción globalizada de la contemporaneidad frente a evidencias de los arquetipos universales que procuran equilibrio psíquico. El material con el que trabajo, rescatado en diversos viajes de campo, siguiendo una aplicación metodológica de la observación participante de los antropólogos sociales, sobre todo del área Latinoamericana, pero también en Europa, África y Japón.

MAIS INFORMAÇÕES: www.pilarperez.com
.....................................................................................

Já mesa redonda:

A experiência do PIBID-Artes nas escolas públicas de Sergipe

Prof.ª Dra. Adriana Dantas Nogueira

.....................................................................................

O tato do saber na escuridão

Prof.ª Doutoranda Germana Gonçalves de Araújo

"Meus eventos" (que participo)... quantaS experiênciaS gratificanteS

Olá amigos

Pois é, enveredei em novas descobertas, no mundo de cursos, e novos horizontes que se abrem. Não mais, apenas, dias tristes. Alguns cinzentos. Mas ontem (09/12/10), radiante! rsrsrs

Estou aqui com muito soninho, mas com vontade de escrever só um pouquinho. Ontem, começou o Seminário Internacional de Prática de Ensino em Artes Visuais: o desenho. Ora, um curso gratuito, e tão rico. E tive uma destas oportunidades ímpares, que é conhecer um pouco do outro, de outra cultura, através do olhar de quem é de fora! Nada que descreva a emoção que foi conhecer uma mulher pequena, suave, forte, e tão cheia de criatividade... Conhecimentos mil, e que nos inspira a ir além do trivial, nesta estrada chamada vida: estou falando de Pilar Pérez, Professora Titular do Departamento de Educação Artística, Plástica e Visual na UAM (Universidad Autonoma de Madrid).

Como é bom sair do lugar-comum. Como é bom aprender. Me segurei em vários momentos para não chorar. Não por causa de qualquer Tpm, mas pela emoção que a Profª Pilar nos passava, ao falar sobre sua pesquisa, que no meu entendimento busca, através do desenho, conhecer o imaginário, o universo simbólico, ou seja, o que sentem os alunos entre 8 à 12 anos em várias escolas do mundo (Cuba, Espanha, Brasil, México, etc). Eles pensam, por exemplo, sobre o estrangeiro, sonhos, e DESENHAM. Meu Deus. E que desenhos bonitos. Chocantes. E que valerão para Pilar e equipe, milhares de dissertações, análises sem fim...

Antes da Pilar Pérez começar sua temática, escrevi uma poesia, vendo o que me transmitia aquele semblante de educadora, e o que o tema do curso me inspirava a dizer.
Ao final, entreguei a mesma a poesia abaixo, e também repassarei para Profª Marjorie (UFS).

O evento em seu primeiro dia foi muito enriquecedor, e para fechar com 'chave de ouro', teve mais duas palestrantes, a Profª Drª Adriana Dantas, e a Profª Doutoranda Germana Gonçalves. Ah, na próxima postagem , colocarei link's dos temas de todas elas... Parabéns pela Universidade Federal de Sergipe ao incentivar um evento tão especiail, que vale a pena assistir. A Sociedade Semear, pelo apoio cedido, e todos aqueles que direta ou indiretamente, surpreenderam esta estudante de História (e creio que qualquer leigo - em se falando de artes- que esteve ali presente). Parabéns pelo talento, e sensibilidade
dos organizadores!
Sem mais "delongas", aí vai o poema:

Artes
Ambiguidades

"A arte não é constância
Antes esquecimento inconstante,
lembrança inquietante
Norte, sem rumo
Vela, sem barco
Aplauso, no silêncio do desconexo
E sentido, no irrefletido;
inócuo, ambíguo...

A arte não é apelo,
antes quimera,
E não mera fantasia,
antes teoria!
E na prática o paradoxo
E no "invisível", sensibilidade,
tato, e espaço, indefinido, cheio de disfarces.

A arte não é educação; ela é ação,
ela é inata, e aprendizado infinito;
Mas educação é arte,
é envolvimento de sentidos,
é distinto;
é de pequeno, infinito
e de tão imenso, cabe na palma da mão,
cada qual com sua criação!

E se desenha, fazendo arte,
vivendo educação;
"novas" propostas,
de traças recuperadas...

Desembaraça!

Precisamos criar vida,
na vida,
e da arte que educa,
fazer luz que nos inspira,

Velhos paradigmas,
"novas" práticas,
despertando em cada ser,
um "tremendo" artista

Novas Histórias, Perspectivas"...


(Por Carmen Ligia, em 9/12/2010, Aju-SE)

domingo, 28 de novembro de 2010

A mudança - "Que se faça esta, a melhor hora... fazendo acontecer"

"Não existe melhor dia;
existe o dia que se começa.

Não existe melhor hora,
existe o momento em que se decide não perder mais tempo.

Não existe a situação ideal, o lugar ideal, a pessoa ideal. Existe a decisão
do momento, existe onde vivemos, e as pessoas que nos relacionamos.
Já a pessoa ideal, é irreal! A real, pode verdadeiramente nos fazer felizes.

Não existe o dia de começar, que seja especial. Não! Existe qualquer hora, que não é
a mesma hora. A hora é diferente; uma reflexão diferente toma a gente. Ao nos possuir,
por fatos/circunstâncias/acontecimentos que tem de ser aceitos. Neste momento, tomamos
consciência que é a hora certa de mudar. (Aceitar o que passou para o novo se manifestar).

Parece haver um Poder Maior do que nós, nos impelindo, nos dizendo: Não há onde se esconder. Nessa hora sentimos, profundamente, que 'somos frutos do que fazemos, e até do que deixamos de fazer'.

Conserve sua expectativa no melhor. Mas sabemos que muitas vezes as coisas não saem como planejamos. E este elemento surpresa, muitas vezes, supera o que esperávamos. Assim, as coisas virão com mais fluidez, com genuína sutileza. É como se fôssemos rio abaixo; não nadamos contra a maré. Podemos nos deixar ir, pelo que é. Não o que queremos.

Quero ganhar na loteria. Mas, se não ganho, a vida continua. O pior é constatar que sequer faço jogos de azar. Então, como terei sorte, algum dia? Repito: - Como querer ganhar, se não jogo?
Fazer coisas iguais esperando resultados diferentes, é sem dúvida "chover no molhado".

Sair do convencional, às vezes, é fazer um curso diferente, mas que se tem vontade. Outras vezes, é comer brócolis só porque faz bem a saúde. Mas sem dúvida, fazer. O que é preciso. O que o coração suplica, se faz urgente. Então, façamos algo diferente. Nos fazer diferentes. Ligar para o amigo, que não vejo há algum tempo. Escrever a carta. Começar a caminhar, e principalmente, continuar a caminhada.

No fundo veremos que o importante é continuar, fazendo o melhor, no hoje. E sempre, sempre tentando. Às vezes vivemos como se fôssemos eternos, deixando 'tudo' pra depois. Mas no momento fulgaz desta pobre mortal, (...) plantemos novas sementes, oportunidades. Plenas realizações, que começam com um singelo passo! Um dia de cada vez..."

(Carmen Ligia, outubro
de 2010).

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

VIDA-TEATRO [[Qualquer semelhança, seria mera coincidência?]]

Vai pelo amor que nunca teve

Fica com desejo que te perturba.

Vejo-me presa pelo laço do inimigo,

Propõe idílios, sem dizer palavra, tumultuando meus sentidos.



Meu sentimento é franco,

É fraco, é esquálido,

É veneno, é pouco

E de tão parco, talvez o maior que sentiu, a presença mais sublime

Desse tipo de amor que redime, sinto seu "pedido" e apresso minha partida;

Pede-me que fique, com 'olhinhos' meigos, disfarçados...

Já não posso ver sentido no seu corpo que foi torpor, mágico,

Ao qual chamaria de amor nesta vida-teatro; mero devaneio foi nosso ocaso.

Ora, não pense que sou poetisa tola, que joga cabelos pela janela, e sonhos na privada!

Chamaria amor, ou qualquer palavra suja, apenas pela maestria de quem precisa construir um enredo, não tola piada.

E no fim, do nosso começo, que não haverá jamais, vai cruzando meu passeio, remexe meu passado e seu gosto não sinto

O que sinto é latência, desconcerto, palavras que me faltam, e quando elas me faltam, eis a representação que ainda moras na saudade do que não fomos.

E foi-se, mas ficou aqui, memória de noite aterradora, com sentido desconexo; pulsar desconcertante do passado que mesmo agora, chego a tocar:

Uma noite chuvosa, vigorosa como seu ser ambíguo; tanto tinha a me dar, mas foi cruel

Esperava continuidade, eis o sabor do fel; o elixir de um encontro sem fim, infinito de nós dois, tola esperança

Teve que passar, mas ficaram lembranças...

E se foi, não ligou, não ficou, ou "só ficamos";

Iludido é o romance que não tem peso de amor, apenas tensão de corpos separados que eletricamente ainda se chamam,

Nestes esbarros na Academia, por acaso...

Para o desejo não há tempo, nem espaço!

Vai tolo menino, que não nos possibilita o que seria desfrute de noites infinitas

E pousa de flor em flor; um galho seco, em sua atmosfera árida

Seu ser só, que lembra meu íntimo sedento

E de nós, noite tempestuosa... Poucos segundos, tamanhos segredos.

Como 'andará' o sabor do seu beijo?

Por favor, não cante canções, mentiras ritmadas

Antes me envolva em silêncio, seja só a madrugada

E nós dois, ainda seremos? Ou somos linhas paralelas nesta vida-estrada?

Se ainda for o tempo de dizer, ainda há tempo...

Mas, para que o tempo

Se com você o tempo é inexistente?

Sem passado, futuro ou presente; promessas que não lhe cabem, enredo que até dispenso em nome da fantasia

Vem, então seremos

Apenas nós mesmos!

Você música, eu poesia;

Nostalgias?

Faremos sinfonias...

(Carmen Ligia Vila Nova).






segunda-feira, 22 de novembro de 2010

IMAGEM & EMOÇÃO = DEVANEIOS [[comemorando 50 postagens neste blog]] - Imagens Net e Arquivo Pessoal

video

Hoje contabizou em meu blog 50 POSTAGENS!

Olá amigos,
e blogueiros de plantão.

Pois é, vi agora que se contabizou 50 postagens em meu blog, que nasceu em março de
2010, e segue firme.

Em alguns meses muitos poemas... Noutros, poucos. Uns meses mais felizes, outros mais intimistas, e talvez nestes últimos, a vontade de escrever tenha me feito mais esperançosa, mais viva! Estas são as dualidades do meu ser, estranhos paradoxos da vida.

Bem certo que tenho inúmeros escritos inéditos, que objetivo lançar em um livro, quem sabe um e-book? Hoje vejo como uma real possibilidade. Mas o sonho ainda continua escrevê-lo em papel, no formato "antigo", ou seja, impresso. Sim, uma coletânea de poesias... Este é o plano para publicação do meu primeiro livro.

Aqui no blog não vejo a perspectiva de fazer um singelo diário, mas continuo buscando oportunidades para fazer meu primeiro livro, esperando que um editor se interesse por estes materiais, mostrando interesse em publicá-los. Mas pásmen: quero publicar material inédito! Posto aqui algumas das minhas poesias, usando até outros formatos - slides, e vídeos - que fiz com carinho, usando imagens retiradas da Internet. Variados formatos de ser/viver/fazer poesia...

De uma forma, ou de outra o que vale é a intenção: continuar escrevendo! Escrevi poucas matérias em formato dissertativo, mas vejo que esta é uma possibilidade infinita de enriquecer os materiais aqui distribuídos. O que busco, é falar das emoções que sinto, ou de um suposto/real 'eu lírico'... ["O Eu-lírico é quando o poeta expressa sentimentos que não sentiu necessariamente , ou sentiu com uma outra intensidade da realidade" (FONTE: www.overmundo.com.br/.../eu-lirico-opiniao)].

Continuo escrevendo, óbvio, buscando reconhecimento, visibilidade. Aqui é apenas um começo; mais perto me sinto de fazer jornalismo. Antes, terminarei o curso de História - com fé em Deus, e nas letras que virão...

Obrigada por fazer parte destas leituras, seguidores, e anônimos leitores, que acompanham meus pensamentos, realidade ("irrealidades"?) Do ser que poderemos vir a ser, mostrando ao mundo, um pouco de nós, sem temores, por amores destas letras imperfeitas, que esperamos ver ecoar na posteridade, e quem sabe, também na "eternidade"!

Atenciosamente,
Carmen.

Trailer do outro lado do rio.avi - FILME resultado do Curso Realização em Audiovisual, que vai ser exibido esta semana, agora com apoio da Prefeitura

"Trailer", entre aspas; apenas uma coletânea de imagens, de um dos colegas curso!

Olha o resultado aí, gente... E-mail do colega Baruch

Boa Tarde Pessoal

Atitudes corretas têm que ser louvadas. Hoje pela manhã uma comissão de alunos do NPDOV foi convidada para participar de uma reunião com Graziele, coordenadora do NPDOV e Bosco Rolemberg, Chefe de Gabinete da Prefeitura de Aracaju, que falou em nome do prefeito Edvaldo Nogueira. O Sr. Bosco ouviu nossas reivindicações e nos garantiu todos os tópicos pedidos e apoio a realização do evento, além disso, se mostrou aberto a futuras conversas para um maior fortalecimento do Audiovisual Sergipano.

MINHA RESPOSTA, POR E-MAIL:

Boa Tarde, caros colegas

Fico muito feliz com o resultado positivo de todo este empenho, por parte de Baruch, e estes
amigos do NPDOV, que fizeram a linha de frente e persistiram.

Creio que uma peça fundamental neste processo, foi esta interatividade com a sociedade,
mostrando aqui, via Net, nosso repúdio a falta de atenção que estava sendo imposta.
Mas parece que teremos um "final feliz", como no melhor dos filmes "a la Hollywood"!
Prova que quem se comunica, não fica com mãos vazias!

Agradeçemos ao Srº Bosco Rolemberg, em nome do Srº Prefeito Edvaldo Nogueira,
por nos apoiar, ainda que encima da hora... já que o evento é nesta semana.
E ainda mais garantido TODOS os tópicos pedidos? Prova que ação organizada traz resultados
benéficos. O cenário do Audiovisual sergipano agradeçe.

Parabéns Baruch, Aline, e todos estes que se posicionaram na linha de frente.
É isso aí... Foi dada a largada, quem sabe uma nova etapa da História do Audiovisual
sergipano esteja sendo escrita...

Att,
Carmen Ligia

A luta pelo reconhecimento do audiovisual segipano CONTINUA...

Muito interessante acompanhar o interesse generalizado pela reivindicação por melhores condições para o audiovisual sergipano, dos alunos do NPDOV, encabeçado pelo colega Baruch (estudante audiovisual da UFS)
Acompanhe em:

http://audiovisualkipa.wordpress.com/2010/11/21/realizadores-em-audiovisual-reivindicam-reconhecimento-da-categoria-e-melhorias-no-setor/#comments

Lá postei o seguinte comentário:
Acredito que todos, ligados ou não ao NPDOV e cenário do audiovisual, merecemos, enquanto sociedade, que as promessas falazes se transformem em práticas verdadeiras. Então, que a Prefeitura aracajuana cumpra com sua parte do acordo, ou seja, mantenha o NPDOV, e divulgue nossos trabalhos dignamente, para que nosso potencial, esforço, e interesse pelo cenário do audiovisual sergipano possa cumprir seu papel, ou seja, divulgar a 7ª Arte que É FEITA em nosso estado.
Uma falta de respeito a nós, contribuintes deste erário público, que esperamos ver os impostos sendo revestidos em cultura, educação, e etc.
Comento uma matéria a cerca da Reivindicação em Audiovisual em meu blog:
Link: http://aprendizdepoetaenavida.blogspot.com/2010/11/reinvidicacao-em-audio-visual-por.html
ESTAMOS JUNTOS NESTA LUTA; colegas do NPDOV, contem com minha singela contribuição!
Carmen Ligia

sábado, 20 de novembro de 2010

19/11 para 20/11/2010 = REENCONTRO = Dilema Existencial (Minha Coletânea de Poesias)

Aprendiz de Poeta, e na vida (por Carmen Ligia): Dilema Existencial (Minha Coletânea de Poesias)

Reivindicação em Audiovisual - por Carmen Ligia


Boa Tarde

Vídeo não se faz, apenas... Vídeo se sente.
Em dias exaustivos, sol a pino, luz que estoura,
ator profissional que trabalha sem um real...
Atriz que se encontra de última hora e se faz maestria;
estou falando de D. Francisca, que trabalha no Mercado
Albano Franco, que com desprendimento
tamanho, participou de uma montagem de vídeo
clipe... (Banda Ode ao Canalha)
Este foi o meu primeiro curso no NPD Orlando Vieira.

O NPDOV, em se falando de estrutura para se fazer um curso, que se propõe
público, gratuito e de
qualidade (misto de um investimento federal e de esfera local, ou seja, a prefeitura),
é, como quase todo serviço público do nosso país, um tanto quimérico, fantasioso.
Falta suporte. Cadê a Funcaju? Cadê a nossa prefeitura (de Aracaju)?

A verdade é que muitos tem interesse em se inserir neste meio, ou seja, o Audiovisual.
Posso falar meu exemplo, que sou estudante de História, e amante do Cinema.
Profissionais de variadas áreas, que concordam que a imagem é mais que tecnologia,
ou ferramenta; esta pode ser um ponto de convergência de discussões, teorias,
e que poderão ser sintetizadas com a 7ª Arte para
chegar a muitas pessoas, democratizando a arte, e os saberes. Cursos em Audiovisual
são muito bem vindos sim, obrigada.

O NPDOV, especificamente, tem pessoas dedicadas, que dão muito de si, e aqui, sem pessoalismos,
porém tenho que citar: a pessoa da Graziele, sempre tão preocupada em fazer de parcos
recursos, até de estrutura física, possibilidade de continuar tocando um sonho... Sim,
tenho de citar também o Renan, que fez daquele lugar seu lar, dada a dedicação de seu tempo,
e vida ao Núcleo.

Há de se pensar... Não, o NPDOV é recente. Ora,
profissionais de gabarito, especialistas premiados vem ao nosso estado dar curso
voltado a criação de curtas - a exemplo da equipe Kinoarte, de Londrina.
O curso de Realização em Audiovisual, foi um curso gratificante, estimulante.
Daqueles certificados que dá muita vontade de se colocar em moldura, para admirar,
e lembrar, da dedicação de uma equipe, e esforço desprendido.
Mas a verdade é que "Tira-se dinheiro do próprio bolso" para fazer um curta, já que não existe nenhuma ajuda, da esfera federal
ou local, para se financiar o filme (pasmén, é preciso bem mais que uma câmera na mão
para se fazer filmes - para esclarecer os políticos e poderes constituídos de plantão). Sem falar
no tempo... Em que se passa o dia inteiro em atividade, com filmagens, dorme-se meia noite
e acorda-se 3 da madrugada
para ir noutra locação. Por favor, Srº Edivaldo, merecemos um mínimo de respeito!

A Prefeitura se apodera de nosso suor, e enquanto aprendizes ganhamos apenas um papel - bem verdade,
talvez apenas para colocar-se em uma parede. Não é o que procuramos quando paramos tudo em uma semana,
a exemplo do curso de Realização em Áudio Visual. Procuramos sim, espaço, visibilidade, fomentar a
prática no audiovisual sergipano, e mostrar nosso trabalho, MOSTRAR, exibir nossos trabalhos. Pásmen, grandes
trabalhos que foram feitos no presente ano, ao qual tive privilégio de participar de dois. PRIVILÉGIO, apesar
do estranho amargor que é ver nosso esforço tão profícuo, tão COLABORATIVO se tranformar
em uma reuniãozinha informal, sem o devido noticiamento nos meios de comunicação, sem o respeito
a sociedade e aos profissionais que fazem audiovisual em nosso estado, que independente de estarem diretamente
ligados ao NPDOV, ou não, merecem ter eventos em pauta para ver os talentos, e belas iniciativas do meio.

Creio que o material que foi produzido no NPDOV mereceria apoio, uma estrutura maior
para mostra de filmes, e me aproprio do
dizer do colega Baruch, como se faz aos "Moto Fest da vida"! Precisamos criar uma cultura de
audiovisual em nosso estado. Estamos ainda dando os primeiros passos. Mas
não podemos permitir que a prefeitura e poderes constituídos se apoderem do nosso
trabalho, dos curtas e afins, e nos excluam do sistema, ou seja, fiquem com o
produto acabado, se promovam, e nos deixe de fora,
sem uma exposição séria, e de amplo alcançe, e sem
qualquer reconhecimento dos alunos envolvidos. Com uma mostra séria é que teremos
oportunidade de profissionalizar nossos saberes adquiridos no NPDOV, e noutros cursos.

Sabe-se que morrem pessoas diariamente por falta de estrutura hospitalar, em nosso estado.
Sabemos também que existem muitas necessidades para o erário público. Mas pasmén.
É lei. Não estamos pedindo favores. Enquando cidadãos, exigimos que evite-se propagandas enganosas
a cerca dos cursos que a Prefeitura Aracajuana "abraça". Nega-se a dar um patrocínio com valor simbólico, para
algo tão maior, pois estes curtas tem potencial para participar de Festivais nacionais, quiçá internacionais.

Pare de nos fazer de fantoches, Edvaldo Nogueira. Não estamos brincando de fazer cinema. Queremos profissionalização,
qualificação, e espaço!

Prefeitura não se representa apenas; a vida não é cinema.
Caro Prefeito,
ao menos
receba o povo, receba- nos...
Recaba as reivindicações, e trabalhe
pelos compromissos assumidos
perante a sociedade.
Então páre de fazer "arte"...


Meus caros colegas de curso, estou com vocês
E por favor, não vamos desistir.
Insistir.
Resistir.
Para a Arte não morrer, para o cinema em Sergipe seguir.

Carmen Ligia Vila Nova,
é estudante de História da Universidade Federal de Sergipe.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

POSITIVE - Conto, neste poema, a versão do homem sem fé, "vítima" das circunstâncias. Mas quando passa a ver a vida com olhos de gratidão...

Te amo sempre, e ainda

Te amo sempre, e ainda (Texto completo)

"Penso, lembro; passa
Vem, e me abraça
Esqueço, para alcançar a madrugada
E chega mais um dia, sem graça

Horas, elas são vorazes
E raios, e estrelas
E tormenta, e calmaria
Noite fria sem você

Olha, vem que ainda é tempo
De dividir sonhos, e leito
De multiplicar desejos
Ou simplesmente sorrir, ao te abraçar

Vai chegar, outra noite fria sem você
Deixa estar, fico a fenecer
Do que nunca vivemos, lamentos
E do que foi vivido, tempo perdido?
Meros conhecidos!

"E de te querer, amiúde", despido de velhas barreiras
Em pedaços, fragmentos, a centelha ainda, viva
E você, distante
Fico, e sinto
E o mar leva tudo,
Só não leva o amor, do meu peito.

Alento seria O SEU PEITO
Desatento, só mais um dia...
Solidão
Nostalgias...
Morro em desejos,
Eu te amo!
Sempre!

E ainda"...

(Poesia de Carmen Ligia, em 02 de novembro, 2010).

sábado, 16 de outubro de 2010

Era uma vez...
menina!

À Bruno Gehring, Rodrigo Grota, Felipe Augusto e Anderson Craveiro - Kinoarte

Grata realização, minha e creio que daqueles que compartilharam da experiência rica, e cheia de potencialidades que foi o curso de Realização em Audiovisual, pelo Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira, em Aracaju - Se, que ocorreu esta semana.

Agradeçemos a Graziele, por sua dedicação contumaz, também ao Renan, sem esquecer o motorista da Kombi. E claro, aos protagonistas do curta, seu Dodó e a linda Taís, estendendo este a Marinha aracajuana, que se fez presente nas filmagens.

Mas em especial agradecemos a presença destes Mestres da arte visual, Bruno, Grota, Felipe Augusto e Craveiro, que carregam simplicidade e talento imensuráveis. Sintam-se sempre em casa, tragam esta simpatia sempre por aqui, mostrando-nos esta maneira descontraída de ser-fazer cinema, arte e vida.

O poema que segue é uma singela homenagem, baseada subjetivamente nas gravações que ocorreram esta semana. E que venham muitos curtas, que mostra-nos que ainda que a vida também seja um 'curta' - (desculpe-me o clichê, Felipe) - ela pode ser eternizada por imagens, sorrisos e memórias compartilhadas, desta semana "puxada", porém produtiva, expressiva e tão animada!

Valeu Kinoarte,
Valeu colegas de curso!
Fica aqui meu abraço...

"Rio
Mar
Natureza a contemplar
Filha, Pai
O inverso se esvái

Que se revela no céu azul de Aracaju
Em andanças pés nus
Filha-esperança
Pai espera... O quê? Quem saberá dizer?

Cabana é casa, areia é pó
Ai do que se perdeu, no horizonte de não ser
Não ser amor com demonstração
Mas ainda ser amor, na solidão.

E na solidão, respeito, mesmo subjugação...
Na imensidão do horizonte, fé
Minha mão em sua mão,
No reencontro, renovação

Travessia é volta, é resgate
Em nós, por nós, por pouco
Quase nada se modifica; e tudo, ainda que mazela,
não é mera quimera,
É só mais estrada"...
(Carmen Ligia, em homenagem ao Curso Realização
em Audiovisual
npd Orlando Vieira - Se).

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

"Descompasso"

Tuc Tac Pan,
Tic Fac Vai,
Por Curt Tan,
Rip Luk Cai

Ai, ai, ai...

Você chegou em meu caminho,
Você atravessou o meu destino,
E vem com gosto de quero mais
Mas não é comigo, é deslize e se vai

Você é flor de laranjeira
Você é nozes em terra seca
É grão, é riso e revolução,
E bate no descompasso do meu coração

Ai...

Tuc Puc Vem
Tati Loc Faz
Barulho em meu ser,
Saudade me distrai

Pac Poc Cai
Lico Tuti, Ai
Te quero,
Demais!

Você, não compreende o que quero
Você, me assalta, me mata e eu renasço,
Se vai, no descompasso do meu coração
Me causa tanto desejo, e solidão

Não toco a sua mão, se já é tarde
Mas quem dera ser o teu sonho, escarlate,
Sou assim, talvez diferente do que quer
Não sei, como vou saber mas te quero bem me quer...

Meu coração, já toca sem harmonia
Sobressalto, vejo raiar o dia,
Já vens o dia de sua partida
Fica sem inspiração meu coração:

Não é chão!
Vejo estrelas, vejo ar
Respiro seu olhar...
Mas se vai, leve contigo meu penar

Que é desejar
Sem conseguir rimar,
Mas ai, ai, ai,
Só queria é brincar

Com você fazer barulho e sonhar...

(Carmen Ligia, tb em 14/10/2010... Mais ou menos 05h51 da manhã)

Questão de firmamento

"Tempo
Questão de firmamento
Horas que se passam
Sorriso que se abre

Horas, elas são vorazes
Sua boca em minha boca
Miragem
Mas quero te dizer, vem

Mas vem com gosto de viver...

Segundos
Eles se passam em caos
Nada bem, ou normal
Tudo bem, vem

Esfera, estrada e asfalto
Mares nos separam
Realidade que afasta
Desejo escapa, é o único a falar...

Seu rosto reflete em meu mar"!

(Carmen L. - 14/10/10)

domingo, 25 de julho de 2010

Em falta...

Olá blogueiros, e amigos de plantão...

Estou em falta, com aqueles que acompanham meu blog, e comigo mesma! Afinal, não escrevi estes dias, e já estamos em 25 de julho, um domingo com a mesma cara (enfadonha), no município que resido, atualmente.
Sempre me vem a mente uma estrofe de certa música, que diz: "Um belo dia resolvi mudar"...
Qual dia vai ser este? Que vou sair desta vida cômoda, porém entediante, para ir além, em busca do meu lugarzinho ao Sol? Preciso primeiro, sair de mim, desta construção alienante de dias e mais dias, tão iguais, tão sem sal... E a poesia vai entrecortando momentos, anseios, e esperanças, desta que cansou das esperas, e só necessita, de mudanças!
Estou aqui! Mais tarde, vou postar outras letras (poemas). Deixo-os com este breve relato, impressões do que sinto, que é o melhor que posso dar de mim, afinal não posso falar de estrelas se o espelho reflete deserto, peregrinação, encontro com meu eu, para enfim encontrar um caminho, meu próprio caminho, meu chão!

Ah, peguei alguns livros para ler, achados preciosos em uma pequena biblioteca deste município, e repasso frase que transcrevi em meu diário:

"(...) Ouça todas as conversas desse mundo, tanto entre nações quanto entre casais. São, na maior parte, diálogos entre surdos".
(Dr. Paul Tournier, Autor Suíço, no livro
de John Powell, Por que tenho medo de
lhe dizer quem sou?)

domingo, 18 de julho de 2010

Poesia, de outro dia...

Amor...
Que me diz quatro letras que representam o Universo?
Mesmo no seu inverso, mesmo em sua contradição
Nação.
Minha mão sobre a sua, revolução!
(Carmen Ligia, em maio de 2010)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Incógnitas

Um não sei quê de paraíso, os mutantes estão buscando.
Um não sei quê de mais idílios, os poetas estão, procurando...
Um sentido pra viver, muitos nas drogas, ou nos remédios.
Sair da dor profunda, que é o viver, com seus mistérios...

E na noite, cintilante, se vão os errantes, em busca de um colorido,
Um quê de magia; a vida, tão enfadonha, rotineira...
Os boêmios vão aos bares, com seus convites, e deslizes,
E viver com dignidade... O que é digno, o que é certo? Talvez a mesmice!

Decerto, todos com suas fulgas, e seus sacrilégios!
A moça de saia curta, e bolsa na mão.
A moça, que não é 'moça', com vaidades e omissão,
Que é seletiva em suas 'escolhas', mas precisa dos olhares, de popularidade,
de exibição.

Ai daquele que vive a vida, "correta", acorda cedo e paga a faculdade do filho,
Mas fala absurdos, dos filhos dos vizinhos.
E trata sua esposa, como lixo, mera empregada,
Mas quem sou eu pra dizer o que é certo, nos caminhos tortuosos da estrada...

Falar da vizinha, que é avó e faz os seus netos chorarem por todo o dia?
Ou da tia, que carrega um enorme rosário nas mãos, e não visita a sobrinha, que está com depressão?
Ou da outra tia que, para se sentir melhor, aponta seus defeitos?
Ou olhar pela janela, o tédio, desta cidade e seus preconceitos?

Deveras, viver na cidade grande é não falar com a maior parte dos seus semelhantes...
Cada um na sua aventura errante, acumulando mais e mais dinheiro,
E o que eu busco, não é o que vejo.
Não me chame idealista, ou inconformada; alguns fingem não olhar, o mundo e seus desafios imensos...

E ao olhar, o mundo que construímos
Acredito em rosas, sem espinhos...
Mas como acordar, do pesadelo que eu mesma criei?
Como sair de mim? Não sei, não sei...

E olhar o mundo de modo diferente
É utopia, loucura ou fanatismo religioso?
E cada qual vai colocando a culpa
Na política, na juventude, no cônjuge, sempre no outro...

E quem faz sua parte?
Aquele que vive alegre, e luta, pra ser dignidade?
Aquele que constrói sonhos, ou cultiva belo jardim?
Ai de mim; são pobres, artistas, ou filósofos; porque a regra, é um mundo caótico, construindo seu próprio fim!

Na pobreza, humildade, vejo GENTE, que faz a sua parte.
Nos artistas, vejo irrealidade, ou seria a verdade crua? Estes tentam ver/viver outra realidade, ainda que pareça absurda!
E filósofos, os que pensam, passam, e dizem o que sentem.
Bem, estas categorias, são apontadas como utopia, e ficam apartadas neste sistema segregacionista e indecente!

E o mundo, com suas insanas buscas
Por dinheiro, sucesso, e beleza;
Pelo efêmero, o controverso, a distorcida aventura...
Fizeram um mundo de loucos, mas apontam seus dedos para os outros, com covardia, construindo um mundo de torturas!

E se o mundo é o caos, depende do olhar
E quero acreditar em vida, renascimento, pássaros e alguns contratempos, mas quero amar!
Quero ir, além da realidade deprimente
Quero flores, não mais serpentes; não deixar morrer a esperança!

E vou; com minha fantasia em crer no amor
Na vida em que eu possa ser, verdadeiramente, quem sou;
Não sou louca, depressiva, ou controversa.
Sou magia, sou quimera; sou poeta!
(Carmen Vila Nova).

Poema feito em 14/07/10 (quarta-feira, de madrugada)...

Não tenho que ligar.
Melhores respostas se pronunciam no silêncio!
Não vou ligar, palavras ao vento
Chegam mais depressa ao seu destino.

E sinto, que união se fez com beijos desfeitos;
Que a madrugada nos possui, em poucos segundos,
E seu mundo e o meu parecem,
uma reta
Incerta, deserta, mas com petróleo a jorrar...

Onde estará a jazida, a fonte, o oásis?
O horizonte vi em teu olhar
Mas, pra que ligar?

Deixo-lhe livre
"Se voltar é porque conquistei
Se não, é porque nunca o tive".
(Carmen Ligia).

Poema feito em 14/07/10 (quarta-feira)...

"De tudo que não foi zelo,
Desconstrução.
De tudo que não foi entendimento,
Solidão.
De tudo que poderia ter sido,
Depressão.
Do nada que ficou,
Só sementes...

De tudo que passou,
Ensinamentos.
De tudo que quero ser,
Tempo.
De tudo que visualizo,
Egoísmo;
Só tenho o dia de hoje,
e deixo pra amanhã...

Qual o ponto, de um novo começo?
Qual o passo, para nova estrada?
Sento à beira do caminho,
Cilada...

Adiando quem verdadeiramente sou
O conformismo me tomou?
E levantar, e lutar,
É medo de ser, eu mesma!

E nesta luta inglória,
Pacificando meus ressentimentos,
Eu tento, dar a volta por cima,
Levantar da cama, e acordar pra vida!

É tarde, novamente passa do meio-dia...
Cabelos brancos, idéias obsoletas
E a certeza:
É tempo, ainda!

Sou o mar
Agitado, ora calmo,
Buscando tocar a areia
E me confortar nos pés da criança

Pois estas, sabem o melhor da vida,
Eu, que não curo feridas
Permaneço a mercê de mais um dia,
E ainda guardo a esperança:

De um dia, voltar a ser criança"!

(Por Carmen Ligia)

E o ontem?

Olá amigos, e caros blogueiros de plantão...

Não postei ontem um poema aqui, e olhe que eu o fiz; mas senti uma falta...
É como se esse blog já fosse uma parte da minha vida, um pedaço GRANDE de mim mesma!
Ultimamente, venho saindo pouco de casa, mas os poemas, fazem com que eu saia de mim mesma, e interpreto em palavras rimadas o que ando sentindo, vivendo, e passando.
Vou passando pela vida; na realidade, passo por ela, e peço que ela surja radiante, como sol ao meio-dia, para dar um significado mais profundo, para os meus dias...
É isso... A próxima postagem é um poema, que fiz ontem...
Bem, tenho um irmão, chamado Eduardo. E Dudu diz que só escrevo sobre amor... Queria que ele estivesse acompanhando meu blog; aí, quem sabe ele iria ver uma outra faceta desta poeta, nesta busca desconexa de si mesma. Ainda acredito no amor. A diferença é que preciso, por hora, encontrá-lo em mim mesma.

Grande beijo em todos...

Carmen Ligia.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Menina de Aracaju

Se existe a Garota de Ipanema, por que não falar da Menina de Sergipe? rsrsrsr

"Menina faceira,
Que desfila na Atalaia,
Eu quero te dar
Um chapéu de palha.

Menina trigueira,
Anda qual ciranda,
Eu quero te dar
Uma nova canga.

Menina moleca,
Sorriso tão sapeca,
Eu quero te dar
O meu barco à vela.

Menina sensual,
Em Sergipe não tem igual.
Eu quero fazer
Com você um carnaval.

Menina, ciranda e dança,
Dança nos meus pensamentos...
Menina, mulher me ensina
Como conquistar, seu coração faceiro.

Menina bronzeada
O sol te deixa suada,
Vamos tomar
Um banho de mar.

Menina-Mulher
Que me queima como sol,
Venha se proteger
No meu guarda-sol.

Menina, me intriga,
Parece tão serena,
Lábios pra beijar
Corpo pra amar.

Menina metida
Disfarça, não me olha...
Uma água de coco
Pagarei sem mais demora!

Menina de sorte,
Estou apaixonado.
Deixa eu tirar,
De você, só um retrato.

Menina-Mulher,
Me dá só uma chance,
Quem sabe pode virar,
Um doce romance.

Menina de Sol, igual não tem no sul,
Brilha seu olhar, como céu azul.
Acho que vou morar,
Em Aracaju.

Mulher, menina, sarada
Na verdade, uma gata molhada.
Menina, sapeca, de sonho,
Quero te conquistar, senão perco meu sono...

Vou deixar o sul, quero é morar, em Aracaju"!
(Carmen Ligia - Madrugada 13/7/10).

"Apoeta, poeta"...

Olá, meus amigos, e blogueiros de plantão...
Como prometi, estou escrevendo, e está sendo muito bom, confesso!
Uma boa terapia, versos, e mais versos.
Hoje, está um dia chuvoso, aqui no interior que resido.
Um pouco de sono, alguma inspiração.
E esta, veio com um e-mail que recebi, do amigo Everton, que escreveu:
"(...) Vi que vc está atualizando o seu blog... e como está! rsrs... É um bom sinal,
uma poeta que volta a se inspirar e a respirar"!
Me perguntei: Sou poeta?
Então escrevi, esta...

" 'Apoeta'
Poetisa,
Fala de sonhos
E conta pesadelos antigos.

Vejo os amores que nunca fui,
Vejo a partícula de sentimento, que surgiu no meu universo.
E eu, inverso de mim mesma,
Não respirei a molécula de amor, que resgata da dor...

Vejo as 'amizades'
Vorazes, aterradoras,
Todos em fuga de si mesmos,
Já peguei esta barca.

Outras, alento!
Mostrando o melhor do que sou,
Me ensinando, a doar-me,
Vencer lamentações pelo que passou.

A poeta,
Desconversa,
Mostrando aqui
O mínimo que me permito; minha timidez que me assalta.

Se compreendo
Ainda desconheço,
Amores retribuídos
Trabalho, construtivo.

Pouco reconheço
Da paz, da completude,
Da conformação.
Pela inquietude, de quem quer, muito mais...

Eu só quero ser mais eu!
Quero ir além da pequenez desta cidade,
E viagens pelo mundo, e escritos, vivências,
Na coerência, ainda ser autêntica!

Poetar,
É mostrar o que muitos sentem
E disfarçam, desmentem,
Mas, enfim, se identificam com aquele que ousa 'viajar'/revelar...

E falar, destas coisas que não se explicam,
Pois são incógnitas, indefinidas...
E tudo parece tão simples de viver,
Difícil é reconhecer, o melhor em cada ser.

E estes bons momentos escorrem pelos dedos,
E deslizam com uma caneta, asneiras, também verdades incoerentes.
E tudo que escondi, enfim revelo; enfeito e passo adiante...
Todo poeta vive em transe? Minha realidade, inconstante...

Em transa, que seja pelo maior amor, que não chegou.
Em outras dimensões, pra ser apenas, humano.
E divagam, e deliram, e revelam
E negam, vejo tantos personagens com roteiros similares,
com seus desenganos.

Por isso, sou 'APOETA',
Termo que invento, até explico;
Não nego, minha característica de conseguir, rimar palavras
Mas sou negação, de mim mesma, tentando me decifrar, apenas...

Ora, como pode um poeta, sem amor?
Como pode um poeta, sem direção?
Afinal, poetas pintam quadros com palavras, e não sabem onde estão?
E codificam a realidade, com caneta bic - mas somos, todos, meros mortais, com suas nostalgias, querendo reconhecer sua própria essência!

Apoeta, que é negação, nesta dimensão
A poeta que fala em amor, sem o saber
Prioriza o sentimento, que dilacera almas
E elevam corações, que não precisam de palavras.

Mas sou, sem ser, sem ter, sem ver, e ainda fico a rir!
Do que fui, e o que poderei ser?
Se hoje sou poeta
Apoeta, sempre serei, sem mais temer!

Contradição, Dualidades, Mar & Terremoto, Vida e Renascimento.
Negação da perfeição; ser humano apenas, pois redime.
Apoeta na vida,
E poeta nas horas vagas...

E cilada, pódio, reconhecimento, ostracismo, caoticidade,
Abismo, é só viagem;
Vem a superação; tudo é passagem.
Uma poeta, aqui estou, sou só miragens, e ainda vou;
poeta sou"!
(Carmen Ligia, em 13/7/10).