Era uma vez...
menina!
sábado, 16 de outubro de 2010
À Bruno Gehring, Rodrigo Grota, Felipe Augusto e Anderson Craveiro - Kinoarte
Grata realização, minha e creio que daqueles que compartilharam da experiência rica, e cheia de potencialidades que foi o curso de Realização em Audiovisual, pelo Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira, em Aracaju - Se, que ocorreu esta semana.
Agradeçemos a Graziele, por sua dedicação contumaz, também ao Renan, sem esquecer o motorista da Kombi. E claro, aos protagonistas do curta, seu Dodó e a linda Taís, estendendo este a Marinha aracajuana, que se fez presente nas filmagens.
Mas em especial agradecemos a presença destes Mestres da arte visual, Bruno, Grota, Felipe Augusto e Craveiro, que carregam simplicidade e talento imensuráveis. Sintam-se sempre em casa, tragam esta simpatia sempre por aqui, mostrando-nos esta maneira descontraída de ser-fazer cinema, arte e vida.
O poema que segue é uma singela homenagem, baseada subjetivamente nas gravações que ocorreram esta semana. E que venham muitos curtas, que mostra-nos que ainda que a vida também seja um 'curta' - (desculpe-me o clichê, Felipe) - ela pode ser eternizada por imagens, sorrisos e memórias compartilhadas, desta semana "puxada", porém produtiva, expressiva e tão animada!
Valeu Kinoarte,
Valeu colegas de curso!
Fica aqui meu abraço...
"Rio
Mar
Natureza a contemplar
Filha, Pai
O inverso se esvái
Que se revela no céu azul de Aracaju
Em andanças pés nus
Filha-esperança
Pai espera... O quê? Quem saberá dizer?
Cabana é casa, areia é pó
Ai do que se perdeu, no horizonte de não ser
Não ser amor com demonstração
Mas ainda ser amor, na solidão.
E na solidão, respeito, mesmo subjugação...
Na imensidão do horizonte, fé
Minha mão em sua mão,
No reencontro, renovação
Travessia é volta, é resgate
Em nós, por nós, por pouco
Quase nada se modifica; e tudo, ainda que mazela,
não é mera quimera,
É só mais estrada"...
Agradeçemos a Graziele, por sua dedicação contumaz, também ao Renan, sem esquecer o motorista da Kombi. E claro, aos protagonistas do curta, seu Dodó e a linda Taís, estendendo este a Marinha aracajuana, que se fez presente nas filmagens.
Mas em especial agradecemos a presença destes Mestres da arte visual, Bruno, Grota, Felipe Augusto e Craveiro, que carregam simplicidade e talento imensuráveis. Sintam-se sempre em casa, tragam esta simpatia sempre por aqui, mostrando-nos esta maneira descontraída de ser-fazer cinema, arte e vida.
O poema que segue é uma singela homenagem, baseada subjetivamente nas gravações que ocorreram esta semana. E que venham muitos curtas, que mostra-nos que ainda que a vida também seja um 'curta' - (desculpe-me o clichê, Felipe) - ela pode ser eternizada por imagens, sorrisos e memórias compartilhadas, desta semana "puxada", porém produtiva, expressiva e tão animada!
Valeu Kinoarte,
Valeu colegas de curso!
Fica aqui meu abraço...
"Rio
Mar
Natureza a contemplar
Filha, Pai
O inverso se esvái
Que se revela no céu azul de Aracaju
Em andanças pés nus
Filha-esperança
Pai espera... O quê? Quem saberá dizer?
Cabana é casa, areia é pó
Ai do que se perdeu, no horizonte de não ser
Não ser amor com demonstração
Mas ainda ser amor, na solidão.
E na solidão, respeito, mesmo subjugação...
Na imensidão do horizonte, fé
Minha mão em sua mão,
No reencontro, renovação
Travessia é volta, é resgate
Em nós, por nós, por pouco
Quase nada se modifica; e tudo, ainda que mazela,
não é mera quimera,
É só mais estrada"...
(Carmen Ligia, em homenagem ao Curso Realização
em Audiovisual
npd Orlando Vieira - Se).
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
"Descompasso"
Tuc Tac Pan,
Tic Fac Vai,
Por Curt Tan,
Rip Luk Cai
Ai, ai, ai...
Você chegou em meu caminho,
Você atravessou o meu destino,
E vem com gosto de quero mais
Mas não é comigo, é deslize e se vai
Você é flor de laranjeira
Você é nozes em terra seca
É grão, é riso e revolução,
E bate no descompasso do meu coração
Ai...
Tuc Puc Vem
Tati Loc Faz
Barulho em meu ser,
Saudade me distrai
Pac Poc Cai
Lico Tuti, Ai
Te quero,
Demais!
Você, não compreende o que quero
Você, me assalta, me mata e eu renasço,
Se vai, no descompasso do meu coração
Me causa tanto desejo, e solidão
Não toco a sua mão, se já é tarde
Mas quem dera ser o teu sonho, escarlate,
Sou assim, talvez diferente do que quer
Não sei, como vou saber mas te quero bem me quer...
Meu coração, já toca sem harmonia
Sobressalto, vejo raiar o dia,
Já vens o dia de sua partida
Fica sem inspiração meu coração:
Não é chão!
Vejo estrelas, vejo ar
Respiro seu olhar...
Mas se vai, leve contigo meu penar
Que é desejar
Sem conseguir rimar,
Mas ai, ai, ai,
Só queria é brincar
Com você fazer barulho e sonhar...
Tic Fac Vai,
Por Curt Tan,
Rip Luk Cai
Ai, ai, ai...
Você chegou em meu caminho,
Você atravessou o meu destino,
E vem com gosto de quero mais
Mas não é comigo, é deslize e se vai
Você é flor de laranjeira
Você é nozes em terra seca
É grão, é riso e revolução,
E bate no descompasso do meu coração
Ai...
Tuc Puc Vem
Tati Loc Faz
Barulho em meu ser,
Saudade me distrai
Pac Poc Cai
Lico Tuti, Ai
Te quero,
Demais!
Você, não compreende o que quero
Você, me assalta, me mata e eu renasço,
Se vai, no descompasso do meu coração
Me causa tanto desejo, e solidão
Não toco a sua mão, se já é tarde
Mas quem dera ser o teu sonho, escarlate,
Sou assim, talvez diferente do que quer
Não sei, como vou saber mas te quero bem me quer...
Meu coração, já toca sem harmonia
Sobressalto, vejo raiar o dia,
Já vens o dia de sua partida
Fica sem inspiração meu coração:
Não é chão!
Vejo estrelas, vejo ar
Respiro seu olhar...
Mas se vai, leve contigo meu penar
Que é desejar
Sem conseguir rimar,
Mas ai, ai, ai,
Só queria é brincar
Com você fazer barulho e sonhar...
(Carmen Ligia, tb em 14/10/2010... Mais ou menos 05h51 da manhã)
Questão de firmamento
"Tempo
Questão de firmamento
Horas que se passam
Sorriso que se abre
Horas, elas são vorazes
Sua boca em minha boca
Miragem
Mas quero te dizer, vem
Mas vem com gosto de viver...
Segundos
Eles se passam em caos
Nada bem, ou normal
Tudo bem, vem
Esfera, estrada e asfalto
Mares nos separam
Realidade que afasta
Desejo escapa, é o único a falar...
Seu rosto reflete em meu mar"!
(Carmen L. - 14/10/10)
Questão de firmamento
Horas que se passam
Sorriso que se abre
Horas, elas são vorazes
Sua boca em minha boca
Miragem
Mas quero te dizer, vem
Mas vem com gosto de viver...
Segundos
Eles se passam em caos
Nada bem, ou normal
Tudo bem, vem
Esfera, estrada e asfalto
Mares nos separam
Realidade que afasta
Desejo escapa, é o único a falar...
Seu rosto reflete em meu mar"!
(Carmen L. - 14/10/10)
domingo, 25 de julho de 2010
Em falta...
Olá blogueiros, e amigos de plantão...
Estou em falta, com aqueles que acompanham meu blog, e comigo mesma! Afinal, não escrevi estes dias, e já estamos em 25 de julho, um domingo com a mesma cara (enfadonha), no município que resido, atualmente.
Sempre me vem a mente uma estrofe de certa música, que diz: "Um belo dia resolvi mudar"...
Qual dia vai ser este? Que vou sair desta vida cômoda, porém entediante, para ir além, em busca do meu lugarzinho ao Sol? Preciso primeiro, sair de mim, desta construção alienante de dias e mais dias, tão iguais, tão sem sal... E a poesia vai entrecortando momentos, anseios, e esperanças, desta que cansou das esperas, e só necessita, de mudanças!
Estou aqui! Mais tarde, vou postar outras letras (poemas). Deixo-os com este breve relato, impressões do que sinto, que é o melhor que posso dar de mim, afinal não posso falar de estrelas se o espelho reflete deserto, peregrinação, encontro com meu eu, para enfim encontrar um caminho, meu próprio caminho, meu chão!
Ah, peguei alguns livros para ler, achados preciosos em uma pequena biblioteca deste município, e repasso frase que transcrevi em meu diário:
"(...) Ouça todas as conversas desse mundo, tanto entre nações quanto entre casais. São, na maior parte, diálogos entre surdos".
Estou em falta, com aqueles que acompanham meu blog, e comigo mesma! Afinal, não escrevi estes dias, e já estamos em 25 de julho, um domingo com a mesma cara (enfadonha), no município que resido, atualmente.
Sempre me vem a mente uma estrofe de certa música, que diz: "Um belo dia resolvi mudar"...
Qual dia vai ser este? Que vou sair desta vida cômoda, porém entediante, para ir além, em busca do meu lugarzinho ao Sol? Preciso primeiro, sair de mim, desta construção alienante de dias e mais dias, tão iguais, tão sem sal... E a poesia vai entrecortando momentos, anseios, e esperanças, desta que cansou das esperas, e só necessita, de mudanças!
Estou aqui! Mais tarde, vou postar outras letras (poemas). Deixo-os com este breve relato, impressões do que sinto, que é o melhor que posso dar de mim, afinal não posso falar de estrelas se o espelho reflete deserto, peregrinação, encontro com meu eu, para enfim encontrar um caminho, meu próprio caminho, meu chão!
Ah, peguei alguns livros para ler, achados preciosos em uma pequena biblioteca deste município, e repasso frase que transcrevi em meu diário:
"(...) Ouça todas as conversas desse mundo, tanto entre nações quanto entre casais. São, na maior parte, diálogos entre surdos".
(Dr. Paul Tournier, Autor Suíço, no livro
de John Powell, Por que tenho medo de
lhe dizer quem sou?)
domingo, 18 de julho de 2010
Poesia, de outro dia...
Amor...
Que me diz quatro letras que representam o Universo?
Mesmo no seu inverso, mesmo em sua contradição
Nação.
Minha mão sobre a sua, revolução!
Que me diz quatro letras que representam o Universo?
Mesmo no seu inverso, mesmo em sua contradição
Nação.
Minha mão sobre a sua, revolução!
(Carmen Ligia, em maio de 2010)
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Incógnitas
Um não sei quê de paraíso, os mutantes estão buscando.
Um não sei quê de mais idílios, os poetas estão, procurando...
Um sentido pra viver, muitos nas drogas, ou nos remédios.
Sair da dor profunda, que é o viver, com seus mistérios...
E na noite, cintilante, se vão os errantes, em busca de um colorido,
Um quê de magia; a vida, tão enfadonha, rotineira...
Os boêmios vão aos bares, com seus convites, e deslizes,
E viver com dignidade... O que é digno, o que é certo? Talvez a mesmice!
Decerto, todos com suas fulgas, e seus sacrilégios!
A moça de saia curta, e bolsa na mão.
A moça, que não é 'moça', com vaidades e omissão,
Que é seletiva em suas 'escolhas', mas precisa dos olhares, de popularidade,
de exibição.
Ai daquele que vive a vida, "correta", acorda cedo e paga a faculdade do filho,
Mas fala absurdos, dos filhos dos vizinhos.
E trata sua esposa, como lixo, mera empregada,
Mas quem sou eu pra dizer o que é certo, nos caminhos tortuosos da estrada...
Falar da vizinha, que é avó e faz os seus netos chorarem por todo o dia?
Ou da tia, que carrega um enorme rosário nas mãos, e não visita a sobrinha, que está com depressão?
Ou da outra tia que, para se sentir melhor, aponta seus defeitos?
Ou olhar pela janela, o tédio, desta cidade e seus preconceitos?
Deveras, viver na cidade grande é não falar com a maior parte dos seus semelhantes...
Cada um na sua aventura errante, acumulando mais e mais dinheiro,
E o que eu busco, não é o que vejo.
Não me chame idealista, ou inconformada; alguns fingem não olhar, o mundo e seus desafios imensos...
E ao olhar, o mundo que construímos
Acredito em rosas, sem espinhos...
Mas como acordar, do pesadelo que eu mesma criei?
Como sair de mim? Não sei, não sei...
E olhar o mundo de modo diferente
É utopia, loucura ou fanatismo religioso?
E cada qual vai colocando a culpa
Na política, na juventude, no cônjuge, sempre no outro...
E quem faz sua parte?
Aquele que vive alegre, e luta, pra ser dignidade?
Aquele que constrói sonhos, ou cultiva belo jardim?
Ai de mim; são pobres, artistas, ou filósofos; porque a regra, é um mundo caótico, construindo seu próprio fim!
Na pobreza, humildade, vejo GENTE, que faz a sua parte.
Nos artistas, vejo irrealidade, ou seria a verdade crua? Estes tentam ver/viver outra realidade, ainda que pareça absurda!
E filósofos, os que pensam, passam, e dizem o que sentem.
Bem, estas categorias, são apontadas como utopia, e ficam apartadas neste sistema segregacionista e indecente!
E o mundo, com suas insanas buscas
Por dinheiro, sucesso, e beleza;
Pelo efêmero, o controverso, a distorcida aventura...
Fizeram um mundo de loucos, mas apontam seus dedos para os outros, com covardia, construindo um mundo de torturas!
E se o mundo é o caos, depende do olhar
E quero acreditar em vida, renascimento, pássaros e alguns contratempos, mas quero amar!
Quero ir, além da realidade deprimente
Quero flores, não mais serpentes; não deixar morrer a esperança!
E vou; com minha fantasia em crer no amor
Na vida em que eu possa ser, verdadeiramente, quem sou;
Não sou louca, depressiva, ou controversa.
Sou magia, sou quimera; sou poeta!
Um não sei quê de mais idílios, os poetas estão, procurando...
Um sentido pra viver, muitos nas drogas, ou nos remédios.
Sair da dor profunda, que é o viver, com seus mistérios...
E na noite, cintilante, se vão os errantes, em busca de um colorido,
Um quê de magia; a vida, tão enfadonha, rotineira...
Os boêmios vão aos bares, com seus convites, e deslizes,
E viver com dignidade... O que é digno, o que é certo? Talvez a mesmice!
Decerto, todos com suas fulgas, e seus sacrilégios!
A moça de saia curta, e bolsa na mão.
A moça, que não é 'moça', com vaidades e omissão,
Que é seletiva em suas 'escolhas', mas precisa dos olhares, de popularidade,
de exibição.
Ai daquele que vive a vida, "correta", acorda cedo e paga a faculdade do filho,
Mas fala absurdos, dos filhos dos vizinhos.
E trata sua esposa, como lixo, mera empregada,
Mas quem sou eu pra dizer o que é certo, nos caminhos tortuosos da estrada...
Falar da vizinha, que é avó e faz os seus netos chorarem por todo o dia?
Ou da tia, que carrega um enorme rosário nas mãos, e não visita a sobrinha, que está com depressão?
Ou da outra tia que, para se sentir melhor, aponta seus defeitos?
Ou olhar pela janela, o tédio, desta cidade e seus preconceitos?
Deveras, viver na cidade grande é não falar com a maior parte dos seus semelhantes...
Cada um na sua aventura errante, acumulando mais e mais dinheiro,
E o que eu busco, não é o que vejo.
Não me chame idealista, ou inconformada; alguns fingem não olhar, o mundo e seus desafios imensos...
E ao olhar, o mundo que construímos
Acredito em rosas, sem espinhos...
Mas como acordar, do pesadelo que eu mesma criei?
Como sair de mim? Não sei, não sei...
E olhar o mundo de modo diferente
É utopia, loucura ou fanatismo religioso?
E cada qual vai colocando a culpa
Na política, na juventude, no cônjuge, sempre no outro...
E quem faz sua parte?
Aquele que vive alegre, e luta, pra ser dignidade?
Aquele que constrói sonhos, ou cultiva belo jardim?
Ai de mim; são pobres, artistas, ou filósofos; porque a regra, é um mundo caótico, construindo seu próprio fim!
Na pobreza, humildade, vejo GENTE, que faz a sua parte.
Nos artistas, vejo irrealidade, ou seria a verdade crua? Estes tentam ver/viver outra realidade, ainda que pareça absurda!
E filósofos, os que pensam, passam, e dizem o que sentem.
Bem, estas categorias, são apontadas como utopia, e ficam apartadas neste sistema segregacionista e indecente!
E o mundo, com suas insanas buscas
Por dinheiro, sucesso, e beleza;
Pelo efêmero, o controverso, a distorcida aventura...
Fizeram um mundo de loucos, mas apontam seus dedos para os outros, com covardia, construindo um mundo de torturas!
E se o mundo é o caos, depende do olhar
E quero acreditar em vida, renascimento, pássaros e alguns contratempos, mas quero amar!
Quero ir, além da realidade deprimente
Quero flores, não mais serpentes; não deixar morrer a esperança!
E vou; com minha fantasia em crer no amor
Na vida em que eu possa ser, verdadeiramente, quem sou;
Não sou louca, depressiva, ou controversa.
Sou magia, sou quimera; sou poeta!
(Carmen Vila Nova).
Poema feito em 14/07/10 (quarta-feira, de madrugada)...
Não tenho que ligar.
Melhores respostas se pronunciam no silêncio!
Não vou ligar, palavras ao vento
Chegam mais depressa ao seu destino.
E sinto, que união se fez com beijos desfeitos;
Que a madrugada nos possui, em poucos segundos,
E seu mundo e o meu parecem,
uma reta
Incerta, deserta, mas com petróleo a jorrar...
Onde estará a jazida, a fonte, o oásis?
O horizonte vi em teu olhar
Mas, pra que ligar?
Deixo-lhe livre
"Se voltar é porque conquistei
Se não, é porque nunca o tive".
Melhores respostas se pronunciam no silêncio!
Não vou ligar, palavras ao vento
Chegam mais depressa ao seu destino.
E sinto, que união se fez com beijos desfeitos;
Que a madrugada nos possui, em poucos segundos,
E seu mundo e o meu parecem,
uma reta
Incerta, deserta, mas com petróleo a jorrar...
Onde estará a jazida, a fonte, o oásis?
O horizonte vi em teu olhar
Mas, pra que ligar?
Deixo-lhe livre
"Se voltar é porque conquistei
Se não, é porque nunca o tive".
(Carmen Ligia).
Poema feito em 14/07/10 (quarta-feira)...
"De tudo que não foi zelo,
Desconstrução.
De tudo que não foi entendimento,
Solidão.
De tudo que poderia ter sido,
Depressão.
Do nada que ficou,
Só sementes...
De tudo que passou,
Ensinamentos.
De tudo que quero ser,
Tempo.
De tudo que visualizo,
Egoísmo;
Só tenho o dia de hoje,
e deixo pra amanhã...
Qual o ponto, de um novo começo?
Qual o passo, para nova estrada?
Sento à beira do caminho,
Cilada...
Adiando quem verdadeiramente sou
O conformismo me tomou?
E levantar, e lutar,
É medo de ser, eu mesma!
E nesta luta inglória,
Pacificando meus ressentimentos,
Eu tento, dar a volta por cima,
Levantar da cama, e acordar pra vida!
É tarde, novamente passa do meio-dia...
Cabelos brancos, idéias obsoletas
E a certeza:
É tempo, ainda!
Sou o mar
Agitado, ora calmo,
Buscando tocar a areia
E me confortar nos pés da criança
Pois estas, sabem o melhor da vida,
Eu, que não curo feridas
Permaneço a mercê de mais um dia,
E ainda guardo a esperança:
De um dia, voltar a ser criança"!
Desconstrução.
De tudo que não foi entendimento,
Solidão.
De tudo que poderia ter sido,
Depressão.
Do nada que ficou,
Só sementes...
De tudo que passou,
Ensinamentos.
De tudo que quero ser,
Tempo.
De tudo que visualizo,
Egoísmo;
Só tenho o dia de hoje,
e deixo pra amanhã...
Qual o ponto, de um novo começo?
Qual o passo, para nova estrada?
Sento à beira do caminho,
Cilada...
Adiando quem verdadeiramente sou
O conformismo me tomou?
E levantar, e lutar,
É medo de ser, eu mesma!
E nesta luta inglória,
Pacificando meus ressentimentos,
Eu tento, dar a volta por cima,
Levantar da cama, e acordar pra vida!
É tarde, novamente passa do meio-dia...
Cabelos brancos, idéias obsoletas
E a certeza:
É tempo, ainda!
Sou o mar
Agitado, ora calmo,
Buscando tocar a areia
E me confortar nos pés da criança
Pois estas, sabem o melhor da vida,
Eu, que não curo feridas
Permaneço a mercê de mais um dia,
E ainda guardo a esperança:
De um dia, voltar a ser criança"!
(Por Carmen Ligia)
E o ontem?
Olá amigos, e caros blogueiros de plantão...
Não postei ontem um poema aqui, e olhe que eu o fiz; mas senti uma falta...
É como se esse blog já fosse uma parte da minha vida, um pedaço GRANDE de mim mesma!
Ultimamente, venho saindo pouco de casa, mas os poemas, fazem com que eu saia de mim mesma, e interpreto em palavras rimadas o que ando sentindo, vivendo, e passando.
Vou passando pela vida; na realidade, passo por ela, e peço que ela surja radiante, como sol ao meio-dia, para dar um significado mais profundo, para os meus dias...
É isso... A próxima postagem é um poema, que fiz ontem...
Bem, tenho um irmão, chamado Eduardo. E Dudu diz que só escrevo sobre amor... Queria que ele estivesse acompanhando meu blog; aí, quem sabe ele iria ver uma outra faceta desta poeta, nesta busca desconexa de si mesma. Ainda acredito no amor. A diferença é que preciso, por hora, encontrá-lo em mim mesma.
Grande beijo em todos...
Carmen Ligia.
Não postei ontem um poema aqui, e olhe que eu o fiz; mas senti uma falta...
É como se esse blog já fosse uma parte da minha vida, um pedaço GRANDE de mim mesma!
Ultimamente, venho saindo pouco de casa, mas os poemas, fazem com que eu saia de mim mesma, e interpreto em palavras rimadas o que ando sentindo, vivendo, e passando.
Vou passando pela vida; na realidade, passo por ela, e peço que ela surja radiante, como sol ao meio-dia, para dar um significado mais profundo, para os meus dias...
É isso... A próxima postagem é um poema, que fiz ontem...
Bem, tenho um irmão, chamado Eduardo. E Dudu diz que só escrevo sobre amor... Queria que ele estivesse acompanhando meu blog; aí, quem sabe ele iria ver uma outra faceta desta poeta, nesta busca desconexa de si mesma. Ainda acredito no amor. A diferença é que preciso, por hora, encontrá-lo em mim mesma.
Grande beijo em todos...
Carmen Ligia.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Menina de Aracaju
Se existe a Garota de Ipanema, por que não falar da Menina de Sergipe? rsrsrsr
"Menina faceira,
Que desfila na Atalaia,
Eu quero te dar
Um chapéu de palha.
Menina trigueira,
Anda qual ciranda,
Eu quero te dar
Uma nova canga.
Menina moleca,
Sorriso tão sapeca,
Eu quero te dar
O meu barco à vela.
Menina sensual,
Em Sergipe não tem igual.
Eu quero fazer
Com você um carnaval.
Menina, ciranda e dança,
Dança nos meus pensamentos...
Menina, mulher me ensina
Como conquistar, seu coração faceiro.
Menina bronzeada
O sol te deixa suada,
Vamos tomar
Um banho de mar.
Menina-Mulher
Que me queima como sol,
Venha se proteger
No meu guarda-sol.
Menina, me intriga,
Parece tão serena,
Lábios pra beijar
Corpo pra amar.
Menina metida
Disfarça, não me olha...
Uma água de coco
Pagarei sem mais demora!
Menina de sorte,
Estou apaixonado.
Deixa eu tirar,
De você, só um retrato.
Menina-Mulher,
Me dá só uma chance,
Quem sabe pode virar,
Um doce romance.
Menina de Sol, igual não tem no sul,
Brilha seu olhar, como céu azul.
Acho que vou morar,
Em Aracaju.
Mulher, menina, sarada
Na verdade, uma gata molhada.
Menina, sapeca, de sonho,
Quero te conquistar, senão perco meu sono...
Vou deixar o sul, quero é morar, em Aracaju"!
"Menina faceira,
Que desfila na Atalaia,
Eu quero te dar
Um chapéu de palha.
Menina trigueira,
Anda qual ciranda,
Eu quero te dar
Uma nova canga.
Menina moleca,
Sorriso tão sapeca,
Eu quero te dar
O meu barco à vela.
Menina sensual,
Em Sergipe não tem igual.
Eu quero fazer
Com você um carnaval.
Menina, ciranda e dança,
Dança nos meus pensamentos...
Menina, mulher me ensina
Como conquistar, seu coração faceiro.
Menina bronzeada
O sol te deixa suada,
Vamos tomar
Um banho de mar.
Menina-Mulher
Que me queima como sol,
Venha se proteger
No meu guarda-sol.
Menina, me intriga,
Parece tão serena,
Lábios pra beijar
Corpo pra amar.
Menina metida
Disfarça, não me olha...
Uma água de coco
Pagarei sem mais demora!
Menina de sorte,
Estou apaixonado.
Deixa eu tirar,
De você, só um retrato.
Menina-Mulher,
Me dá só uma chance,
Quem sabe pode virar,
Um doce romance.
Menina de Sol, igual não tem no sul,
Brilha seu olhar, como céu azul.
Acho que vou morar,
Em Aracaju.
Mulher, menina, sarada
Na verdade, uma gata molhada.
Menina, sapeca, de sonho,
Quero te conquistar, senão perco meu sono...
Vou deixar o sul, quero é morar, em Aracaju"!
(Carmen Ligia - Madrugada 13/7/10).
"Apoeta, poeta"...
Olá, meus amigos, e blogueiros de plantão...
Como prometi, estou escrevendo, e está sendo muito bom, confesso!
Uma boa terapia, versos, e mais versos.
Hoje, está um dia chuvoso, aqui no interior que resido.
Um pouco de sono, alguma inspiração.
E esta, veio com um e-mail que recebi, do amigo Everton, que escreveu:
"(...) Vi que vc está atualizando o seu blog... e como está! rsrs... É um bom sinal,
uma poeta que volta a se inspirar e a respirar"!
Me perguntei: Sou poeta?
Então escrevi, esta...
" 'Apoeta'
Poetisa,
Fala de sonhos
E conta pesadelos antigos.
Vejo os amores que nunca fui,
Vejo a partícula de sentimento, que surgiu no meu universo.
E eu, inverso de mim mesma,
Não respirei a molécula de amor, que resgata da dor...
Vejo as 'amizades'
Vorazes, aterradoras,
Todos em fuga de si mesmos,
Já peguei esta barca.
Outras, alento!
Mostrando o melhor do que sou,
Me ensinando, a doar-me,
Vencer lamentações pelo que passou.
A poeta,
Desconversa,
Mostrando aqui
O mínimo que me permito; minha timidez que me assalta.
Se compreendo
Ainda desconheço,
Amores retribuídos
Trabalho, construtivo.
Pouco reconheço
Da paz, da completude,
Da conformação.
Pela inquietude, de quem quer, muito mais...
Eu só quero ser mais eu!
Quero ir além da pequenez desta cidade,
E viagens pelo mundo, e escritos, vivências,
Na coerência, ainda ser autêntica!
Poetar,
É mostrar o que muitos sentem
E disfarçam, desmentem,
Mas, enfim, se identificam com aquele que ousa 'viajar'/revelar...
E falar, destas coisas que não se explicam,
Pois são incógnitas, indefinidas...
E tudo parece tão simples de viver,
Difícil é reconhecer, o melhor em cada ser.
E estes bons momentos escorrem pelos dedos,
E deslizam com uma caneta, asneiras, também verdades incoerentes.
E tudo que escondi, enfim revelo; enfeito e passo adiante...
Todo poeta vive em transe? Minha realidade, inconstante...
Em transa, que seja pelo maior amor, que não chegou.
Em outras dimensões, pra ser apenas, humano.
E divagam, e deliram, e revelam
E negam, vejo tantos personagens com roteiros similares,
com seus desenganos.
Por isso, sou 'APOETA',
Termo que invento, até explico;
Não nego, minha característica de conseguir, rimar palavras
Mas sou negação, de mim mesma, tentando me decifrar, apenas...
Ora, como pode um poeta, sem amor?
Como pode um poeta, sem direção?
Afinal, poetas pintam quadros com palavras, e não sabem onde estão?
E codificam a realidade, com caneta bic - mas somos, todos, meros mortais, com suas nostalgias, querendo reconhecer sua própria essência!
Apoeta, que é negação, nesta dimensão
A poeta que fala em amor, sem o saber
Prioriza o sentimento, que dilacera almas
E elevam corações, que não precisam de palavras.
Mas sou, sem ser, sem ter, sem ver, e ainda fico a rir!
Do que fui, e o que poderei ser?
Se hoje sou poeta
Apoeta, sempre serei, sem mais temer!
Contradição, Dualidades, Mar & Terremoto, Vida e Renascimento.
Negação da perfeição; ser humano apenas, pois redime.
Apoeta na vida,
E poeta nas horas vagas...
E cilada, pódio, reconhecimento, ostracismo, caoticidade,
Abismo, é só viagem;
Vem a superação; tudo é passagem.
Uma poeta, aqui estou, sou só miragens, e ainda vou;
poeta sou"!
Como prometi, estou escrevendo, e está sendo muito bom, confesso!
Uma boa terapia, versos, e mais versos.
Hoje, está um dia chuvoso, aqui no interior que resido.
Um pouco de sono, alguma inspiração.
E esta, veio com um e-mail que recebi, do amigo Everton, que escreveu:
"(...) Vi que vc está atualizando o seu blog... e como está! rsrs... É um bom sinal,
uma poeta que volta a se inspirar e a respirar"!
Me perguntei: Sou poeta?
Então escrevi, esta...
" 'Apoeta'
Poetisa,
Fala de sonhos
E conta pesadelos antigos.
Vejo os amores que nunca fui,
Vejo a partícula de sentimento, que surgiu no meu universo.
E eu, inverso de mim mesma,
Não respirei a molécula de amor, que resgata da dor...
Vejo as 'amizades'
Vorazes, aterradoras,
Todos em fuga de si mesmos,
Já peguei esta barca.
Outras, alento!
Mostrando o melhor do que sou,
Me ensinando, a doar-me,
Vencer lamentações pelo que passou.
A poeta,
Desconversa,
Mostrando aqui
O mínimo que me permito; minha timidez que me assalta.
Se compreendo
Ainda desconheço,
Amores retribuídos
Trabalho, construtivo.
Pouco reconheço
Da paz, da completude,
Da conformação.
Pela inquietude, de quem quer, muito mais...
Eu só quero ser mais eu!
Quero ir além da pequenez desta cidade,
E viagens pelo mundo, e escritos, vivências,
Na coerência, ainda ser autêntica!
Poetar,
É mostrar o que muitos sentem
E disfarçam, desmentem,
Mas, enfim, se identificam com aquele que ousa 'viajar'/revelar...
E falar, destas coisas que não se explicam,
Pois são incógnitas, indefinidas...
E tudo parece tão simples de viver,
Difícil é reconhecer, o melhor em cada ser.
E estes bons momentos escorrem pelos dedos,
E deslizam com uma caneta, asneiras, também verdades incoerentes.
E tudo que escondi, enfim revelo; enfeito e passo adiante...
Todo poeta vive em transe? Minha realidade, inconstante...
Em transa, que seja pelo maior amor, que não chegou.
Em outras dimensões, pra ser apenas, humano.
E divagam, e deliram, e revelam
E negam, vejo tantos personagens com roteiros similares,
com seus desenganos.
Por isso, sou 'APOETA',
Termo que invento, até explico;
Não nego, minha característica de conseguir, rimar palavras
Mas sou negação, de mim mesma, tentando me decifrar, apenas...
Ora, como pode um poeta, sem amor?
Como pode um poeta, sem direção?
Afinal, poetas pintam quadros com palavras, e não sabem onde estão?
E codificam a realidade, com caneta bic - mas somos, todos, meros mortais, com suas nostalgias, querendo reconhecer sua própria essência!
Apoeta, que é negação, nesta dimensão
A poeta que fala em amor, sem o saber
Prioriza o sentimento, que dilacera almas
E elevam corações, que não precisam de palavras.
Mas sou, sem ser, sem ter, sem ver, e ainda fico a rir!
Do que fui, e o que poderei ser?
Se hoje sou poeta
Apoeta, sempre serei, sem mais temer!
Contradição, Dualidades, Mar & Terremoto, Vida e Renascimento.
Negação da perfeição; ser humano apenas, pois redime.
Apoeta na vida,
E poeta nas horas vagas...
E cilada, pódio, reconhecimento, ostracismo, caoticidade,
Abismo, é só viagem;
Vem a superação; tudo é passagem.
Uma poeta, aqui estou, sou só miragens, e ainda vou;
poeta sou"!
(Carmen Ligia, em 13/7/10).
segunda-feira, 12 de julho de 2010
UM NOVO SER
"O que sinto, não é o que vivo.
O que vejo, não é o que quero.
Desespero, é a ausência de si mesmo,
Uma estrada, pode ser cilada.
Uma boa escolha, pode ser renascimento.
Descrença, é mera utopia.
Sorria, me diz a primavera,
Mas chove, neste novo dia.
Papéis, são rascunhos do que sou.
A morte, enfim me resgatou.
Suporte, é um Poder Maior,
Que diz, levanta e vê o sol!
Miragens, são detalhes cheios de magia,
Covarde, ao ser tão submissa.
Descrente, da força de minha mente,
Vacilo, indecisões e meus conflitos...
Rosas, são puras, elegantes,
Mas morrem, na estrada cheia de sangue;
Rochedos, me fazem companhia,
Fortaleza, é ver recomeço em cada dia.
Não choro, mas me emociono fácil,
Não desisto, às vezes fico 'marcando passo'.
Se saio, é de minha solidão.
Se venço, é questão de sonho, e tempo, com os pés no chão.
Não quero, a realidade insana,
Mas preciso, levantar desta cama.
Buscar, ideais, e algumas novas idéias.
Mazelas, são feridas e cautela!
Respiro, enquanto é tempo anuncio.
Renuncio, assim eu vou seguindo.
Esqueço, ainda não sei perdoar,
Mas lembro, é preciso só amar...
Inveja, de quem anda, seja como for,
Daqueles, que insistem (resistem), mesmo na dor,
Que crescem, por serem determinados
E eu, não quero permanecer em estado letárgico.
Complexos, quem não carrega os seus?
Reflexos, ainda sou mais eu,
Pois existe, vontade de seguir
Porque resisto, todo começo tem seu fim.
O fim, é apenas nova estrada,
O sim, é me sentir verdadeiramente amada;
Em Deus, busco alguma referência
Na ciência, busco alguma consciência.
Na vida, busco o bosque, novo caminho,
Na luta, digo adeus aos desatinos.
Na morte, vejo sentido pra viver,
Na vida, cada segundo me faz crer,
Em um novo ser"...
O que vejo, não é o que quero.
Desespero, é a ausência de si mesmo,
Uma estrada, pode ser cilada.
Uma boa escolha, pode ser renascimento.
Descrença, é mera utopia.
Sorria, me diz a primavera,
Mas chove, neste novo dia.
Papéis, são rascunhos do que sou.
A morte, enfim me resgatou.
Suporte, é um Poder Maior,
Que diz, levanta e vê o sol!
Miragens, são detalhes cheios de magia,
Covarde, ao ser tão submissa.
Descrente, da força de minha mente,
Vacilo, indecisões e meus conflitos...
Rosas, são puras, elegantes,
Mas morrem, na estrada cheia de sangue;
Rochedos, me fazem companhia,
Fortaleza, é ver recomeço em cada dia.
Não choro, mas me emociono fácil,
Não desisto, às vezes fico 'marcando passo'.
Se saio, é de minha solidão.
Se venço, é questão de sonho, e tempo, com os pés no chão.
Não quero, a realidade insana,
Mas preciso, levantar desta cama.
Buscar, ideais, e algumas novas idéias.
Mazelas, são feridas e cautela!
Respiro, enquanto é tempo anuncio.
Renuncio, assim eu vou seguindo.
Esqueço, ainda não sei perdoar,
Mas lembro, é preciso só amar...
Inveja, de quem anda, seja como for,
Daqueles, que insistem (resistem), mesmo na dor,
Que crescem, por serem determinados
E eu, não quero permanecer em estado letárgico.
Complexos, quem não carrega os seus?
Reflexos, ainda sou mais eu,
Pois existe, vontade de seguir
Porque resisto, todo começo tem seu fim.
O fim, é apenas nova estrada,
O sim, é me sentir verdadeiramente amada;
Em Deus, busco alguma referência
Na ciência, busco alguma consciência.
Na vida, busco o bosque, novo caminho,
Na luta, digo adeus aos desatinos.
Na morte, vejo sentido pra viver,
Na vida, cada segundo me faz crer,
Em um novo ser"...
(Carmen Ligia, 12/7/10).
Madrugada - Sonhos, para uma nova estrada...
"Dias de sol
Noites de calor,
Assim descrevo
Nosso grande amor.
Solidão, imenso vazio,
Você partiu
Deixou...
O meu ser, sem sentidos pra viver.
Volta
Vem em sonho dizer que ainda me ama,
Que existe solidão em sua cama
E ainda lembra, do sorriso meu...
Volta, ainda é tempo de dizer criança,
Se foi o nosso sonho
Ficou lembranças,
Pelo menos venha me dizer, adeus.
Noites de sufoco
Dias tão gelados,
Ainda lembro a força do teu abraço
E seus lábios dizendo palavras, sem sons;
Eram seus beijos
E seu corpo a me dizer te amo,
E seu silêncio a me dizer, te chamo
Foi curto, mas fui muito feliz ao lado seu!
Volta, vem em sonho me dizer esqueça,
Só ficaram cartas sobre a mesa
E o incenso no ar
E seu beijo, no mar...
Volta, venha me dizer mulher esqueça!
Pois minha vida é fria, com certeza, não esqueci sua beleza...
Venha me dizer, acorde, pegue outra rosa sem espinhos, você merece tanto carinho,
e eu tive que dizer, tudo morreu.
Ouvir você falar, por medo tive que bradar vá embora, mas aqui em mim tudo se perdeu...
Tenho que acordar
Da lembrança-pesadelo
E esquecer que fui feliz, ao lado seu".
Noites de calor,
Assim descrevo
Nosso grande amor.
Solidão, imenso vazio,
Você partiu
Deixou...
O meu ser, sem sentidos pra viver.
Volta
Vem em sonho dizer que ainda me ama,
Que existe solidão em sua cama
E ainda lembra, do sorriso meu...
Volta, ainda é tempo de dizer criança,
Se foi o nosso sonho
Ficou lembranças,
Pelo menos venha me dizer, adeus.
Noites de sufoco
Dias tão gelados,
Ainda lembro a força do teu abraço
E seus lábios dizendo palavras, sem sons;
Eram seus beijos
E seu corpo a me dizer te amo,
E seu silêncio a me dizer, te chamo
Foi curto, mas fui muito feliz ao lado seu!
Volta, vem em sonho me dizer esqueça,
Só ficaram cartas sobre a mesa
E o incenso no ar
E seu beijo, no mar...
Volta, venha me dizer mulher esqueça!
Pois minha vida é fria, com certeza, não esqueci sua beleza...
Venha me dizer, acorde, pegue outra rosa sem espinhos, você merece tanto carinho,
e eu tive que dizer, tudo morreu.
Ouvir você falar, por medo tive que bradar vá embora, mas aqui em mim tudo se perdeu...
Tenho que acordar
Da lembrança-pesadelo
E esquecer que fui feliz, ao lado seu".
(Carmen Ligia, 12/7/10).
domingo, 11 de julho de 2010
Transcrevo última poesia (postagem), deste domingo. E ESPANHA, campeã da copa 2010!
"Quem um dia fui
Quem um dia serei?
Não sei
Quem hoje sou? Passagem...
E vejo miragens,
E vejo amor.
Mas ficaram mazelas,
Cicatrizes, dor.
E quem não sou
Perco pra eternidade
E quem quero ser,
Fica em viagens...
A margem, ficam meus sonhos velados,
E na passagem, vou juntando meus 'cacos';
E na torre, observo enfadonha, porém mais segura,
Que existem outras estradas, outros amores, quiçá venturas...
E aventuras"!
Quem um dia serei?
Não sei
Quem hoje sou? Passagem...
E vejo miragens,
E vejo amor.
Mas ficaram mazelas,
Cicatrizes, dor.
E quem não sou
Perco pra eternidade
E quem quero ser,
Fica em viagens...
A margem, ficam meus sonhos velados,
E na passagem, vou juntando meus 'cacos';
E na torre, observo enfadonha, porém mais segura,
Que existem outras estradas, outros amores, quiçá venturas...
E aventuras"!
(Carmen Ligia, em 11/7/10).
TRANSFORMAÇÃO
"O ar, o respirar, o falar; o teu olhar...
O renascimento do espírito?
Eis a morte do meu (maior) pecado... a traiçoeira omissão.
O verde da relva é a esperança do meu peito; o azul do firmamento, meu firmamento
é escarlate como o sangue dos meus olhos...
Mas sinto, sim, os encantamentos do alvorecer... Ainda que em mim, anoitecer...
As flores do meu peito secaram para o renascimento de vida, suor, semente...
Choro rindo, sorrio em lágrimas; profusão!
Aceito o convite a amar; a Deus, a Jesus e aos meus irmãos"!
O renascimento do espírito?
Eis a morte do meu (maior) pecado... a traiçoeira omissão.
O verde da relva é a esperança do meu peito; o azul do firmamento, meu firmamento
é escarlate como o sangue dos meus olhos...
Mas sinto, sim, os encantamentos do alvorecer... Ainda que em mim, anoitecer...
As flores do meu peito secaram para o renascimento de vida, suor, semente...
Choro rindo, sorrio em lágrimas; profusão!
Aceito o convite a amar; a Deus, a Jesus e aos meus irmãos"!
(Ao amigo José, por
Carmen Ligia).
Que seja idílio...
"Eu não quero seduzir você, eu quero é ser feliz.
Eu não quero 'joguinhos' e decotes, quero tocar suavemente seu rosto...
Não quero pressa, não quero prazo, só quero sentir seu abraço...
Não quero mentiras, promessas indefinidas, quero apenas um beijo, sem máculas, e tantos percalços.
Não quero um caso; procuro um namorado.
Não quero eroticidade; procuro primeiro um companheiro, verdadeira amizade.
Estou cansada das buscas, estou farta de mentiras;
Necessito de um Homem, verdadeira companhia...
Preciso de tempo, um pouco de calma
Quero ouvir suas histórias, interagir com sua alma.
Se for pouco o que pode oferecer, se não consegue se doar,
Me desculpe; desta forma, pra quê começar?
Não me iluda, ou me venha com o corpo sedento de desejos,
Preciso pegar em sua mão, sem contratempos...
Se a pressa, este vilão corrosivo lhe pede sexo
Me perdoe, não estou procurando um amante, errante...
Procuro um amor, destes que fazem brotar bons sentimentos no peito.
Quero rever teu olhar, lhe ter por inteiro.
Mas devagar, com carinho, e atenção,
Preciso de alguém pra chamar de meu, não mera distração...
Cansei de ilusão; se vier, faça parte da minha nova canção! ANTES UM IDÍLIO, QUE OUTRA DECEPÇÃO".
Eu não quero 'joguinhos' e decotes, quero tocar suavemente seu rosto...
Não quero pressa, não quero prazo, só quero sentir seu abraço...
Não quero mentiras, promessas indefinidas, quero apenas um beijo, sem máculas, e tantos percalços.
Não quero um caso; procuro um namorado.
Não quero eroticidade; procuro primeiro um companheiro, verdadeira amizade.
Estou cansada das buscas, estou farta de mentiras;
Necessito de um Homem, verdadeira companhia...
Preciso de tempo, um pouco de calma
Quero ouvir suas histórias, interagir com sua alma.
Se for pouco o que pode oferecer, se não consegue se doar,
Me desculpe; desta forma, pra quê começar?
Não me iluda, ou me venha com o corpo sedento de desejos,
Preciso pegar em sua mão, sem contratempos...
Se a pressa, este vilão corrosivo lhe pede sexo
Me perdoe, não estou procurando um amante, errante...
Procuro um amor, destes que fazem brotar bons sentimentos no peito.
Quero rever teu olhar, lhe ter por inteiro.
Mas devagar, com carinho, e atenção,
Preciso de alguém pra chamar de meu, não mera distração...
Cansei de ilusão; se vier, faça parte da minha nova canção! ANTES UM IDÍLIO, QUE OUTRA DECEPÇÃO".
(Carmen).
P.S.: Significado da palavra idílio: (s.m.) - Amor poético e SUAVE.
Confissionário (fiz este poema ao acordar... Neste domingo).
CONFiSSIONÁRIO
"Os meus fatos, são retratos, rasgados, ou fotos, em alguns porta-retratos;
Outras fotos, em uma caixa de sapato.
São sorrisos; são sorrisos, são momentos, autênticos,
E o que fui, para quem sou, não entendo...
Na estrada, bifurcada...
Onde deixei que a lágrima, corresse como o dia?
Onde deixei que a mágoa, invadisse minha vida?
Como esta paisagem, cinzenta, lá fora, do pequeno céu de Itabaianinha...
Como deixei, meus sonhos, se tornarem nostálgicos retratos?
Que guardo, que velo, que resgato?
De quem poderei um dia, voltar a ser?
Ou do que não sou, porque não soube me erguer?
E minha vida, que passa, como retrato em preto-e-branco...
E meu colorido, que é alma, ao qual imploro tanto;
Que ressurja, não em foto digital,
Mas em um ser normal, porém que venha pleno de encantos.
Se o que me deprime, é o que sou,
Se o que redime, são fotos do que se passou,
Eu estou, escrevendo minha história
Que é dor, já foi amor, e hoje talvez seja glória;
E glorificada estou, pois vejo que tudo são momentos...
Outrora também houve lágrimas, lástima, e ficaram ressentimentos.
E já houve praia, e hoje céu opaco
E já houve amores, e hoje descompasso... Retratos"!
(Carmen Ligia, em 11/07/2010).
sábado, 10 de julho de 2010
Dilema Existencial (Minha Coletânea de Poesias)
"O real, o quê?
O imponderado, o mágico ou insano?
Uma viagem sempre constante,
A busca de uma realidade, ou de um sonho distante?
Me busque, me perfume;
Me sinta, se entregue
Me ame, sinta minha pele.
Não vá querer fugir desse encanto que se faz, em tu e em mim.
Noite, dia, o que se diferencia?
Tudo é um sonho, nada é igual, me vejo nesse DILEMA EXISTENCIAL;
No fundo, não quero partir, quero lhe ter sempre pra mim.
Me faça entender essa forma louca de amar
Faça-me crer na força desse querer, amar, amar, só delirar...
E no fim encontro em mim razão pra viver e em ti, paraíso sem fim".
(Carmen Ligia, em junho de 2000)
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