segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A visita de Z (Por Carmen Ligia, um conto-poesia...)


Isto é hora de chegar?
Pergunto.
Contendo um riso,
Certo nervosismo...
Ele já me amou!
Me avisou que minha irmã chega já
De um ambiente de chás e clãs.
As gueixas rastejam artesãs:
A arte da cupidez.
Na frieza da firmeza de glúteos
Que parecem céus sem estrelas,
Porque o desejo queima esta casa secular...

Que fazes aqui?
Torno a perguntar...
Oras, se vens de longe vem me dizer o que já estou cansada de saber?
Não dá!

"Tá bom...
Vou lhe contar uma história de algum tempo vivo,
Se não me dás o ombro amigo, e cálido
Escuta meus desarranjos de sonhador!
Meu amor de sempre anjo
Navegando em mares de eternidade.
Deixa tocar seus lábios
Com minha intensa dubiedade.
Adoro seu cheiro de mate
Seu beijo de flores desabrochando...
Sua boca escarlate e seu calor,
Desculpe...
Que já amei tanto...!

Te espero!"

Ensaiando recitação d uma poesia de minha autoria...

sábado, 14 de janeiro de 2012

(...) o apreço de uma colega de sonhos, mas que não silencia; talvez, anuncia! (Poesia de Carmen Ligia - Fotografia da mana Buga)



"Ouço minha pele arder
Ao contato de você,
Sem mesmo ter lhe tocado
Há um contato de pássaros
Em vias de extrema imensidão...
E cortam a nação
E com sangue misturam promessas,
Tal o vinho cálido que bebes, pensando em mim.

Que farás sem minha presença?
Louco de amor...
Vais sem mim,
Seguindo uma estrada de estrelas sem fim
Buscando um sentido no sagrado
E no profano se ajoelha em meu altar,
Me imaginando em seus sonhos
E pensando o quanto é intenso me tocar...

Saiba que seus sonhos não te enganam
E minha presença é discreta,
São larvas de amor em erupção,
Buscando te tocar com meu sorriso
Não posso te dar mero ombro amigo,
Mas posso te dar a sensação
Da fusão de Vênus e Marte
Que enfim, se dão as mãos..."

(Poesia por Carmen Ligia, em 14 de janeiro de 2012...!) P/ blog de http://oucameusilencio.blogspot.com/ Mansur

Vi em uma poesia meu blog - julh 2011,
vc elogiando meu blog: quero dizer q o seu é encantador,
um tanto exotérico, faz a gent viajar no tempo, que não existe,
mera criação dos reles mortais
pra não se perderem d si mesmos...!
(...) Saiba que ouvindo a música tema d seu blog, me veio estas palavras (poesia), q segue! Para ti, o apreço de uma colega de sonhos, mas que não silencia; talvez, anuncia:

"Ouço minha pele arder
Ao contato de você,
Sem mesmo ter lhe tocado
Há um contato de pássaros
Em vias de extrema imensidão...
E cortam a nação
E com sangue misturam promessas,
Tal o vinho cálido que bebes, pensando em mim.

Que farás sem minha presença?
Louco de amor...
Vais sem mim,
Seguindo uma estrada de estrelas sem fim
Buscando um sentido no sagrado
E no profano se ajoelha em meu altar,
Me imaginando em seus sonhos
E pensando o quanto é intenso me tocar...

Saiba que seus sonhos não te enganam
E minha presença é discreta,
São larvas de amor em erupção,
Buscando te tocar com meu sorriso
Não posso te dar mero ombro amigo,
Mas posso te dar a sensação
Da fusão de Vênus e Marte
Que enfim, se dão as mãos..."

Incógnitas (Por Carmen Ligia_ arquivo:2010)




Um não sei quê de paraíso, os mutantes estão buscando.
Um não sei quê de mais idílios, os poetas estão, procurando...
Um sentido pra viver, muitos nas drogas, ou nos remédios.
Sair da dor profunda, que é o viver, com seus mistérios...

E na noite, cintilante, se vão os errantes, em busca de um colorido,
Um quê de magia; a vida, tão enfadonha, rotineira...
Os boêmios vão aos bares, com seus convites, e deslizes,
E viver com dignidade... O que é digno, o que é certo? Talvez a mesmice!
(...)
E quem faz sua parte?
Aquele que vive alegre, e luta, pra ser dignidade?
Aquele que constrói sonhos, ou cultiva belo jardim?
Ai de mim; são pobres, artistas, ou filósofos; porque a regra, é um mundo caótico, construindo seu próprio fim!

Na pobreza, humildade, vejo GENTE, que faz a sua parte.
Nos artistas, vejo irrealidade, ou seria a verdade crua? Estes tentam ver/viver outra realidade, ainda que pareça absurda!
E filósofos, os que pensam, passam, e dizem o que sentem.
Bem, estas categorias, são apontadas como utopia, e ficam apartadas neste sistema segregacionista e indecente!

E o mundo, com suas insanas buscas
Por dinheiro, sucesso, e beleza;
Pelo efêmero, o controverso, a distorcida aventura...
Fizeram um mundo de loucos, mas apontam seus dedos para os outros, com covardia, construindo um mundo de torturas!

E se o mundo é o caos, depende do olhar
E quero acreditar em vida, renascimento, pássaros e alguns contratempos, mas quero amar!
Quero ir, além da realidade deprimente
Quero flores, não mais serpentes; não deixar morrer a esperança!

E vou; com minha fantasia em crer no amor
Na vida em que eu possa ser, verdadeiramente, quem sou;
Não louca, depressiva, ou controversa:
Sou magia, sou quimera; sou poeta!

(Carmen Vila Nova, na íntegra em http://aprendizdepoetaenavida.blogspot.com/2010/07/incognitas.html).

Descortinando a janela de quem eu sou... (Por Carmen Ligia Vila Nova)


"Lá de fora vem um vento frio.
Estou só.
E ainda só, me sinto bem assim mesmo...
Não estou aqui querendo fazer A poesia!
Talvez apoesia,
Que desfigure o sentido coeso e bonitinho:
Quero versos de rima e vento forte,
Mais norte,
Mas bússola
Eu não tenho.

Sinto por estar com frio em noite quente de janeiro.
Sinto pelo vazio que me conforta, e me sinto bem assim mesmo!
Mistura de estranhamento, uma paz que não poderia explicar, por hora...
Mas ainda que entregue ao meu oceano de dúvidas,
O que meu coração pede é, vá embora!
Não fique pensando que alguém há de lembrar, qualquer dia...
Se nasceu pra ser mar,
Não dá pra ser mais uma ilha.

Cuido deles e dou uns palpites piegas...
Bem, vários palpites sem pé nem cabeça,
Porque não dá pra ser razão
Se vim toda emoção...
Não dá pra cuidar se nem pari o meu!
Tenho que dar adeus,
Este mundo sei que não é o meu.
Preciso buscar, o sentido,
Ir além dos meus rasos abismos,
E descortinar a janela de quem eu sou:
Poeta! Quimera! Eu vôo...
Me espera que eu vou.

(Por Carmen Ligia, em 14 jan 2012).

Lobisowoman (De Laura Esteves)

Vi reportagem da Laura Esteves na Globo News agora a pouco, pra mim serviu como um incentivo em continuar com a poesia, escrever, e quem sabe um dia viver das letras, como ela faz nos dias atuais. Seu blog é de muito bom gosto, e ela trabalha também com um grupo teatral chamado Poesia Simplesmente, que trata a poesia (recitação), conjuntamente com as artes cênicas: SHOW de BOLA! Segue uma das poesias da Laura Esteves (muito boa, e muitooo envolvente...)


Lobisowoman



Desvairada, arranho tua aura com unhas de siamesa.
Corça, atravesso tua rua e teu corpo de um salto.
lambo tua nuca com língua de tigresa.
Estraçalho tua roupa com meu canino dente.
Égua, te enlouqueço em meu galope.
Saciada a fêmea, me protejo em teu colo:
mulher/menina/adolescente.
Ah! Mas, não tem jeito...
é da minha essência,
da minha natureza.
Me transformo, novamente:
gata/corça/cadela/égua/tigresa.
E, te devoro num instante,
com unhas, dentes/tridentes,
nessa mesa de banquete.

Laura Esteves
(50 Poemas Escolhidos/ Edições Galo Branco )

Blog: http://grupopoesiasimplesmente.blogspot.com/p/laura-esteves.html

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Sexta feira 13 = os amores de terror, não mais! (Poesia por Carmen Ligia Vila Nova)


"Meu 'amor', não precisa ficar porque sua covardia me atrapalha...
Seus beijos peçonhetos,
Seu sorriso esquisito,
Seus poucos amigos,
Falsos amigos...

Não teria coragem de dormir e acordar, contigo...
Acordaria de mal, comigo!
Ver seu olhar grande, dá nojo sua cegueira,
A contemplar minha intimidade
Numa invasão de privacidade!

Sou seu oposto e aposto que os fantasmas reaparecem...
Nossas dívidas antigas poderão não ser liquidadas,
Mas não serão acrescidas de mais juros e desacertos...
Vejo seu semblante asqueroso e detesto esta sua companhia pérfida,
Seu sorriso de canto, e de manso não tens nada!
A febre e o demônio de sensualismo piegas,
Que acende uma vela, mas não é brasa a me aquecer pela estrada...

Qual o carinho que sentes por mim?
Qual o gesto delicado que amansa meu ser vulcanizado?
A erupção que excede em seus desejos destoantes
Não soam romances, mas alimenta um ira quente, vontade
ardente de te dizer, v s f!

Não me complementas com seu cinismo
Atrapalhando meus dias de compromisso,
Que busco melhorias, labuta de cada dia:
Me dás um asco...

Em vez de ser minha confortante sombra
Me enerva tal mormaço,
Acelera meu pulso
E minha voz sai grosseira,
Me prendendo pra não te dizer a verdade de vidas inteiras,
Em que pude estar ao lado de um conformismo iludido,
Dando a mão a quem julguei amigo,
E só me considerou segundos excepcionais,
Pelo torpor de momentos sensuais...

Não mais!
Lembro de você,
Como o karma a me perseguir,
E eu que continuo a orar
Nestas noites,
Por ti, e por mim!

Dai o Senhor paz em teu caminho,
E não me deixes em qualquer encruzilhada,
Achando que na busca de misteriosos feitiços
Me farei tua amada:
Sangue de Jesus a me livrar do terror do seu desamor,
Do seu torpor enganador que não me acrescenta nada!

Você é o fim de uma página,
E já escrevi até na capa,
Não havendo mais espaço pra você
Nas linhas do meu viver.
Já tenho meus contratempos!
Que Deus cuide de você.

Haverá de passar esta ansiedade mórbida
De lhe dizer que me enganei com você,
Mas comigo, não me enganarei jamais!
Haverá nestes dias
O fim que se inicia,
Em minha busca de calma,
Amor,
Paz...

Você?!
Não mais,
A me causar precipitação,
Atrasando minha vida,
Minha preemente lida
No urgente encontro com meu eu;
Que hoje jaz dilacerado,
Amanhã haverá de estar reconstruído,
Sem crer nas vezes dos falsos amigos,
Dos desejos escrotos
No esgoto que ressurgem animais.

Esta borboleta haverá de sair deste casulo!
Ser lagarta não me satisfaz."

(Carmen Ligia, em 13 de janeiro de 2012).

A Poesia, vai me arrastar até o Mar, (...) a vida que criei é minha... (Música Arrastada, de Patrícia Polayne - via Graziele Ferreira = facebook)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Sou geminiana, e não me entendo... (Poesia por Carmen Ligia)



"Fazer o que quero...
Que haverá de se fazer?

Fazer,
o que gosto?
Qual o gosto, de sentir?!

Sem ter que agradar
A quem não me agrada,
Ficar? Só por ficar...
O medo de ser o meu gosto estranho
e eficaz.

O meu gosto, não são os muros dos erros
Que ainda me perseguem,
Que ainda são meus vacilos:
Inadequação!

Sem chão, sem ação,
E o que quero mesmo?
Ser eu mesma?
Dá tempo!

Meu Deus, dai-me este "baita" empurrão!!!
Não lamentos
Nem procrastinação,
Ou agradar quem não valeria esforços hercúleos,
Porque se o cemitério é a espera ritmada de cada dia,
Amiúde me pergunto,
Que estou fazendo neste dia?

Não, temo por ser poesia
Extravasada
Pulsante,
Arredia e Ousada...
Sobra-me as querelas do cotidiano que asfixia...

As mortes do meu eu que é sorte,
Deveria ser mais valentia!
Só vejo nostalgia
Do que poderia ser...

E quando
E tanto,
Se estou a ermo
Naufragando nestes medos?

Eu só quero
Ser eu mesma,
E escrever uma história
Sem vergonha,
Sem segredos...

Sou o tempo!
Sou geminiana,
E sinceramente,
Não me entendo."

(Carmen Ligia, em 12 de jan de 2011...)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A Poesia sobrevive - eis quem somos, ou poderemos vir a SER! (Por Carmen Ligia, Parte I e II)


"I- Me contaram que a poesia estava sendo velada...
Disse, não tem como pois a poesia é eterna.
A fera que D'os Anjos alertou,
Matou a poesia que falava, de amor...

Que farei sem os versos meus descompassados,
Da alegria de falar dos meus sublimes pecados,
Da dor da ilusão da Terra que está em transe,
No ano do apocalíptico recomeçar, logo agora a poesia quer me deixar?

Não sou eu, que corre pastagens ralas de amores serenados,
O meu amor de tão intenso lembra o Tempo dos Macacos,
Pulando, sem razão que possa equacionar,
Mas sentimento, não poderia quantificar...

Volto além, do Tempo gélido das eras glaciais,
Meu amor, permanece congelado esperando "ais",
Da alma da poesia do mundo, que está ressuscitando,
Pra acordar os azuis, os coloridos, não mais negros, amarelos e brancos!

Sou eu, que estou insone, dormindo inconstante,
Querendo ver além da janela, meus olhos em transe,
Não consigo levantar e nadar, me levar pela corrente,
Acorrentada estou, quero vingar tal semente...

II -

Fui lá, ver o velório dos meus dias que me puxaram para o alto,
Mesmo quando meu corpo, estranhamente morto e pesado,
O fardo, agora não pode ser mais fado,
E o funk, dizendo foda-se mundo desalmado!!

Cadê, a esfera dos porquês,
Que não servem pra me dizer o quê?
Ou quais, labirintos tão iguais,
Eu quero ver ressurgir os animais.

As feras, mortas por aparentes feras
E voltam, pra dar o seu recado,
O troco não é 0,50 centavos de big big,
Mas o novo crash do Grande Estado...

A ordem já vem subvertida,
A nova ordem no testamento antigo vem descrita,
E eu pergunto, cadê a Poesia?
Preciso de você, pra valer este meu dia...

Ela sussurra, eu sobreviverei
Vocês, eu não sei...
Rotulam os empréstimos do Sistema
Mas não escutam que deste jeito vão sair de cena...

Eu sei! Um ano-mutação
Mas ouço: é o ano revolução!
Dos irmãos, muitos não vão se dar a mão,
Mas tudo assim, mais ou menos por aqui.

A poesia, esta não morreria
Mas a vida, esta está para nascer!
Eu percebo cinzas lá encima
E aqui, vale das água-guias,

Pra mostrar a lavagem de novos tempos,
Escusos, temperados e purulentos,
Mas o ano não é de assombrar,
Cada um que responda pelo que faltar...

Ou deixou de fazer,
Se te dei a poesia não pergunte porquê,
Saia desta cena, pára de viver de papéis instáveis e viva sua vida,
Seja grande sendo pequena, assim serás a própria poesia: adeus nostalgias..."

(Por Carmen Ligia, em 09 de janeiro de 2012)...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

No meu face, em 05/01/12




"Ai das coisas da vida que se perdem na realidade fria de coisas tão banais... Se queríamos mais, a vida deu x. Se queres y, a renúncia tem que seguir. Aceitar o que não posso modificar, no outro, no mundo, e batalhar por fazer meu mundo, dignidade em plena ascensão, porque amor por nós mesmos não aceita negação, omissão. Pede maturidade, deixar relações fulgazes, e ir atrás de rocha firme que nasce em meu coração. Só momentos? Não... Quero calmaria, mansidão, também revolução; sou poesia e não procrastinação!" (de Carmen Ligia)

domingo, 25 de dezembro de 2011

Nunca é tarde! Porque Deus quer TRANSFORMAR o pecador... (Poesia de Carmen Ligia)


"Já é dia...
Por que vens dia,
Se meu ser quer sono,
um prolongamento-esquecimento
um abandono-alento?
Já que um abraço-braço
não me sustêm de olhos pesados
e pensamentos nublados?

Natal que me disseram
renascimento!
Que eu surja,
ressurja,
me eleve
em uma esfera
em que deixe de ser a fera
a minha pior inimiga,
e possa entender as minhas grandes
falhas para perdoá-las;
minhas quase perfeitas idiossincraias
para lustrá-las e me valorizar,
porque qualidades existem sim!

Não com falso orgulho
Mas com um amor mais genuíno,
que me revele
minha renovada pele,
minhas novas forças,
meu novo entendimento,
uma nova vida pois ando clamando
por um novo direcionamento!

O vento em meus cabelos...
Meus lábios entreabertos,
mudos por paixão.
Vejo um céu de colorido tão diferente,
Porque sei que esta passagem está se fechando
Como um ciclo que se encerra
Para inspirar a primavera que já vem
chegando...

Ai de mim...
Das voltas que dei em mim...
Das voltas que dei por aí,
Tentando encontrar um repouso
Um lar, um Natal...

Um mal que me fez bem
foi o que cravou minha pele alva...
Mas amor, àquele amor
que refrigera a alma
não está na festa,
no sorriso, no calor ou no frio,
Porque Jesus está bem mais além do meu entendimento
prosaico, ínfimo, tão simplista...

E leio provérbios...
Tento respirar Deus,
chamar este filho chamado Jesus pra fazer
morada em meu peito...
Para me dar um pouquinho de paz,
alguma serenidade mais duradoura,
uma intensidade de energia violeta e rosa
Numa transmutação das energias densas que
sinto nas paredes sem alegria deste andar
sem amor, sem vida!

Jesus... Seu nome rima com luz
mas como sentir esta sua presença
transformando meu viver vazio?
Dando-me um sentido além de minhas dúvidas
e racionalidades duvidosas?

O amor de Jesus é pena leve que escreve
histórias renovadas, apontando uma estrada,
uma alvorada
pra livrar das ciladas...

Ah Jesus que me faz perder rimas para meditar
em Ti,
e tentar ouvir algum querubim,
com trombetas em céu escarlate
me mostrar vale de delícias,
me arrancando desta angustiada realidade...

Mas Jesus nos chama
Àqueles trabalhadores de última hora,
Para sermos menos anéis,
Certificados,
E parar de esperar aplausos,
Mostrando que contentamento
é dar felicidade,
alegria e alento,
porque nosso conforto
estará nesta benigna disciplina!

Eu não nasci pra passear nesta vida.
Por que querer arrumar malas
e curtir sol de lugares cheios de enganos?
É no vale da dor, aliviando outros corações
que nos encontramos...

Deus não está longe...
Está no irmão que renegamos,
Nos preconceitos que alimentados
Nos vícios arraigados,
Porque Deus quer TRANSFORMAR o pecador
tirando-o do pecado...

Mas maior pecado é nos ausentar
da missão que ousamos abraçar
em outra encarnação
(para àqueles que acreditam em tal concepção)...

Não digo nem tanto...
Também não direi talvez
Ou só sei que nada sei!
Direi:
Deus me dê força pra fazer minha parte.

E que cada qual possa encontrar seu caminho
Porque ouço Jesus sussurrar: 'Nunca é tarde, nunca é tarde!
Mas se dormir tarde só acordará pela tarde.'

Hora de acabar poesia,
05 da matina!!!
Uns que acordam
E eu me recolho: Até mais tarde... !
Estou com muito sono."

(Carmen Ligia é aprendiz de fé, mais disciplina, ou maior entendimento: de mim mesma, buscando um novo tempo...)

Superação, por Carmen Ligia


"Não somos o sorriso, mas a renúncia;
não somos unicidade, somos a astúcia,
a covardia, o dia, a noite fria e a cama vazia.

A sangria que poderia ser, tirar os venenos do que não fomos,
não fizemos, ou alcançamos...
Jogar máscaras ao chão, e fotos em vão ao léu...

Gostaria de um segundo de menor arrependimento
para mais entendimento, de tudo que desperdiçamos,
procurando lá fora um valor, um sentido, um abrigo...
Mas a resposta sempre esteve aqui dentro:

Mesmo eu sendo covarde, e não valorizando
que tudo está ao alcance das mãos...

Não os amores, a família, amigos, e idílios,
Mas os livros, a compostura, a terra dura, a pedra
sangrando os pés que não desistem,
ainda que vacilem vez ou outra.

Mas já sou outra: ainda poeta,
Que quer ser realizadora,
Cansei de ser tola sonhadora!

2012 que venha: mais garra porque nasci pra
ser escritora, e autora de uma vida menos opção
e mais concentração: concursos, estudo,
e não mais procrastinação!

Que meu sim seja assim, pra ser feliz
E ao que passou aprendizado que ficou,
nunca negação
mas sim elevação,
porque meu nome é superação!" (Carmen Ligia, em 25 de dezembro de 2011, mais ou menos 04hrs20 da madrugada...!)

Imagem postada em http://forum-artesvisuais-sergipe.blogspot.com/2011/12/1-seminario-de-artes-visuais-de-sergipe.html (Estive presente no 1º Seminário de Artes Visuais, que aconteceu no começo de dezembro/2011).

sábado, 17 de dezembro de 2011

O altar (Soneto de minha autoria: Carmen Ligia, escrito em 30/11/11).



"Relíquias guardei no peito:
Casos perfeitos de tão imperfeitos!
A sofreguidão era paixão,
E a dor? Amor, eterno amor...

Não damos um dedo pra reviver o turbilhão da paixão: Eu daria uma perna inteira!
Não damos a vida pelo amor porque amor é eterno, mas qual amor?
Veneno doce, um devaneio secreto que postergo,
Mas sobrevive em meus versos, ao lado de minha cabeceira...

Os meus versos falam de quem não fui,
Alguma covardia, alguma audácia...
E segredar que por amor fiquei perdida, fiquei sem alma.

Me guardei: caminho incerto, eis o deserto.
O amor que perdi? É meu altar, minha poesia inacabada...
Quero meu retorno a mim, mas onde andará a minha alma? Longa é a estrada..."

Continuação da frase "As sombras de nós...

... que tb representa quem somos: nossa constante busca de luz, sol, PAZ e vida!" (Carmen Ligia).

Na última postagem, 10 de dezembro deste, contabilizou 199 postagens: com esta 200!!!

"As sombras de nós ...

sábado, 10 de dezembro de 2011

Do Abstrato (Por Carmen Ligia)


Eu fiz um ensaio ontem
sobre a vida que imita a arte
e a arte que não está nen aí pra vida...
decerto o artista saltou do picadeiro
entrou na academia de letras abstratas
plagiou o meu retrato
e refez sua biografia

tempo de rei é réis
tempo meu só é nostalgia...

havia uma casa de campo
perdida
a ermo
com seus preconceitos
seus medos
e suas vilanias

eu estou na estrada porque não me convence entrar na casa
saudade é espera
e existe fera que reside em meu eu
plasmado
incapacitado
pueril de tão imbecil
estéril de tão louco
SONHADOR e por isso tolo.

me concentrei e a menininha me disse
deixe estar
deixe
tá?

uma poesia com rima
sem sentido
mas tem sentimento.

sou eu
Aurora!
Quem és?
O vento
O tempo
Alento
O recomeçar
O esvaziar
E eis você, hoje é seu melhor momento!

O resto?
Reinvento.
(71, Montevidéu).

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Soneto do Sonho Sempre Vivo (Por Carmen Ligia, em 29 nov de 11)...

Soneto do Sonho Sempre Vivo (Por Carmen Ligia):
"Eu quis um sonho colorido
Eu quis um sonho de improviso:
Poeta disfarça mas não nega!
Poeta espera, e finge esquecer...

A poesia que atravessa cortinas, vira as esquinas e embaralha meus pensamentos,
Na mais pura harmonia, mesmo sem haver disciplina e organização:
A esfera dos meus eus perdidos, esquecidos, mas reencontrados,
E a certeza que sou apenas o mar: hora agitado, hora serenado...

Do que não sou, voo porque me sinto livre;
Ainda que presa a rotina, e ao caos do meu viver tão sem sal...
Mas às vezes o sonho me desloca, e me faz ver aurora em meio ao caos.

Acredito nos sonhos e nas rosas vermelhas do meu coração.
Acredito na alma que voa leve rumo ao meu eu, noutra estação. O resto é adeus.
Tudo certo ou nada certo: poesia em mim nunca morreu! AMANHECEU."

(Aos poetas insones que desacreditam dos sonhos, apenas por eles estarem preto e branco, em alguma cena do cinema-vida!)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Correria: revisão monografia, relatório de estágio etc etc: mas não ventania!


E lá vem o TCC (monografia)... é a revisão final, relatório de estágio, etc etc: e espero em Deus, minha formatura! Uma rota que chega ao fim, e ai de mim, quantos caminhos e descaminhos pra nos encontrarmos, almejando um futuro emprego, um regaço... Que não seja a conformação, mas a certeza que pés no chão, melhor "realidade" para vivência mais plena! O que damos a vida, trabalho em responsabilidades, é o eixo que nos coloca mais firme diante dos desafios, e/ou quaisquer adversidades. Fujamos do ócio, este sim, malévolo e impuro. E o mundo, é a formatura, meu emprego que virá, minha casa, também meu sofá....... Os tantos "meus" pra dizer que as buscas não são perdidas, porque apenas nos perdemos quando acharmos que a vida deveria ser vento: seria mais simples, porém menos intensa e muito passageira. A vida é semente, árvore que virá, planos para o futuro e certa nostalgia dessa Academia (UFS): Prova que sonhos se concretizam, minha FORMATURA que está chegando e novos dias, mais maduros, plenos de mim e dos ideais que vão cada vez mais se firmando.... Yupiiiiiiiiiiiiiii rsrsrsrs. A vida é assim: dia que choramos, e dia que intensamente celebramos o dom de existir, ou seja, quando damos sentido ao que se passa ao nossa redor, porque são as obrigações que superam omissões de um um mundo que por vezes parece, sem sentido. Ora, só existe sentido quando colocamos sentimento no que fazemos! Por tudo isso, minha história, e meu curso de HISTÓRIA não é vento: é a semente que plantei, ACREDITEI, e hoje vejo crescendo... !