sexta-feira, 15 de agosto de 2014

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Mais Estradas (Por Carmen Ligia, 2012).


Mais Estradas

"Sinto aqui dentro,
Sinto aqui fora
Nosso amor sempre e tanto,
Bem mais.

Não me lembro mais
Quando aconteceu;
O seu olhar, onde estará?
Eu não sei como falar...

Mas amor, sinto você chegar
Apertando-me em seu ser,
Calando minha sofreguidão
Me dando amor, me dando paixão!

Onde andarás?
Em qual esquina?
Qual é a sua casa?
Mais estradas..."

Contornando Disfarces (De Carmen Ligia, 2012)


Contornando Disfarces

"Na abertura de uma casa, antiga.
Na biblioteca de livros, petrificados.
De versos mudos, silenciados.
E da sua boca pequena dizendo: _ Te amo!

Esqueço que existimos e resistimos não sei por quê.
Sabemos que seguimos
Pra poder ver o Sol brilhar,
Revelando uma história que a História não possa mais calar.

Cadê você, remoendo meus contratempos?
Surgindo inquieto, atravessando cortinas,
Banhando meu corpo, com pétalas de sonhos,
Beijando minhas mãos, com os olhos fechados...

Aspirando meu melhor sorriso,
Secando lágrimas do passado,
Segurando firme meu corpo
Depois de plenos espasmos;

E dizes que me amas
Fazendo o amor
RESPLANDECER
No nosso amanhecer!

Por favor, aprecie esse nosso encontro,
Que não veio
Que já foi,
E que em meu peito permanece...

Na pequenez do seu rosto, disfarce.
Na grandeza do seu ser, recluso.
Na iluminura do seu beijo, transparente,
Revelando todas as cores, sabores infinitos.

E na sofreguidão do meu ser solidão
E na tortura do seu ser camuflado,
Nossas esquinas, distorcidos disfarces,
Minha mão, em seu rosto, pausadamente dizendo:

_ Será tarde ou será cedo
Pra fazer contigo, segredos?
Seu olhar perdido, meu ser plasmado
Seguimos... Inquietos.

Rumo a um espaço
Em que haja menos contratempos
E que sejamos
Mais serenos.

Depois da explosão de um amor cheio de luz, e brilho infindo,
Recostar em seu peito, sentir um arrepio;
Amores que de flores, causam calafrios
E no silêncio se fazem, amados: REENCONTRADOS."

quinta-feira, 26 de junho de 2014

queruBIM (POR Carmen Ligia)

queruBIM (POR Carmen Ligia)
"Não precisa vir,
A hora não é estanque.
O que Rimbaud diz,
amores que precisam ser reinventados
Somos nós: siempre nos reinventamos!

O fim, o meio, o ocaso,
A libertação,
A digestão lenta de uma paixão obscena
Que não desvela as quimeras da ilusão.

Somos assim, tristes e pequenos seres
De um mundo inglório por ser simplório.
E os sentimentos vãos
São as iniquidades do que podíamos ser: Amor!

Só somos a dor reconhecida
De uma flor já decaída,
E de uma semente que nunca irá vingar.

Somos o lembrar e por hora o esquecimento.
Vemos uma luz fulgurante
Em algum cercadinho distante
Ali na montanha do amor que fenece e envelhece
Tão rapidamente, tão sofreguidamente

E se é o que a gente entende?
Nada!
Só o egoísmo, de eu não poder dizer te amo! Fica comigo
E você que não assume que esse vício de mim
É o que te faz renascer
E ser QUERUBIM!"


Em homenagem ao filme Eclipse de uma paixão, que conta um pouco da história do poeta Arthur Rimbaud:
http://filmesonlinetocadoscinefilosvideos.blogspot.com.br/2013/11/eclipse-de-uma-paixao-1995-direcao.html  

 

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Caos (Por Carmen Ligia)


"Não sei por que riem ou por que choram:
É tempo de espera.
Não sei por que esperam ou partem:
É tempo de esperança!

Não sei por que espero o almoço,
Não sei por que escrevo sem nada dizer,
A vida assim, ai de mim,
Menos poesia, mais resistência.

Uma ausência,
Lágrimas secas
Dor de ser tudo tão igual.

O norte que não vejo
O sonho que morreu...
Quem sou eu? Passagem, ausência e CAOS."

Incógnita (Por Carmen Ligia)


"Nem tudo que brilha é poesia,
Nem tudo que jaz é perfeito,
Sonho voraz é arrepio,
Pesadelo, calafrio e muitos argumentos.

A vida que parece errante é transe,
A transa que parece piada, é petrificada:
Não diz ao que veio, e se vai
Se esvai, longe de contentar, causa repugnância.

Os ares de céus tão rosas
Que outrora vivi;
Minha entrega fingida e fugidia...

Tudo me faz lembrar
Que jaz meu corpo ainda VIVO;
E sobrevivo: VIVER é mais difícil."

Um tempo DIFERENTE (Por Carmen Ligia)


"Hoje lá fora havia um tempo diferente,
Um templo diferente,
Ausente e sempre presente,
Pulsante ainda que errante.

À esmo,
Vi uma janela igual,
Flores que morriam
E sonhos que nasciam.

Tudo era tão diferente
Mas as mágoas tão sibilantes
E feridas, chagas abertas.

O Sol, o calor, mas não o esquecimento.
O tempo voraz
E a ausência de mim mesmo."

(set/2012)

Poesia em Transe (Por Carmen Ligia, setembro de 2012)


"A poesia emudece
Porque surda está,
Ainda que atenta
A espera do seu despertar.

A poesia calada, chorosa,
Com pétalas a cair;
Cumpridora dos seus deveres oscilantes,
Que pagam contas mas rasgam sonhos.

A poesia está presente e é perene
Tal um rio em chamas.
Suas larvas são profusão de fé, procissão à pé,
Mas quer alcançar estrelas.

A poesia em ambiente gélido e formal,
Ri a vida,
E fala piadas
Pra tentar animar,

A dura contradição que é ser e estar,
Em uma realidade ambígua,
Longe dos seus versos que precisam velejar,
Viver a verdadeira vida.

Onde estão os sonhos que se escrevem ainda que errados?
"Aonde" estão retratos de quem fui e ainda quero ser?
Onde está o portal que revele e cristalize
O amor a Deus e a escrita que vai me vencer?

Me vencendo, não serei o contratempo do pão enervante,
Que me dão algum dinheiro e um sentido asfixiante,
Essa que está aqui, quer ir além e escrever,
De dores, de amores, de misérias, de quimeras,
Viver para compor...

Versos e contos,
Romances e transcrições,
Não esses sentidos opacos:
Quero ocupar outros espaços.

(...)
Poesia em transe, autêntica e irrequieta,
Por enquanto o silêncio não é omissão:
Apenas espera!"

terça-feira, 17 de junho de 2014

16/10/2010... De Carmen Ligia



Era uma vez... menina
 "Havia uma menina à porta...  
Havia uma menina sentada
Havia uma menina rezando
Havia uma menina, sem graça.

Havia um quadro sem parede
Haviam cartas compartilhadas
Haviam amigos, havia música
Haviam sensações de desespero, mas alegrias n'alma.

Havia uma menina temerosa
Havia uma menina, sem chão
Havia uma menina na escola,
Havia esta menina acordando cedo, feliz com sua obrigação.

Haviam livros, e histórias
Havia clausura, mas vontade de viver;
Havia doçura, muitos sonhos
E tudo que existia, viria a fenecer...

Cartas guardadas
Amigos na lembrança,
Poucos livros à estante
E mazelas tamanhas.

Havia um tempo de esperança
Naquela menina que chorou sangue,
E não se vê mulher,
Vê-se sonânbula, em seu pesadelo constante.

Ela só quer acordar cedo
Descobrir um novo tempo,
Não da menina que se perdeu, em transe
Mas da vida que deve continuar, pulsante.

Em seu vale de dores
E seu ser inconstante
A mulher que restou, só quer levar
Seus passaos adiante...

Esquecer de lembrar que o mundo é dor
Lembrar que a vida são horas de um novo tempo,
E de todo contratempo, e ainda covardia
Existe sempre o sol lá fora, sempre se faz um novo dia.

Havia uma menina olhando através da janela,
Havia fé, e perseverança!
Ai do que se perdeu, criança
Ai do que nunca morre: esperança"!

Carmen Ligia Vila Nova,
em 16/10/2010.

Divulgando Meu novo Blog: Maquiagem e Moda G

O por que desse novo blog:
Me divertir.
Ver que quem usa G pode ser feliz,
pode estar feliz e na moda;
Cuidar mais de mim,
e postar as fotos de maquiagem que amo.
Divulgar também poesias no outro blog
que estava meio paradinho:
http://aprendizdepoetaenavida.blogspot.com/ ,

esse com
12.322 acessos! Yupiiiii!!

Já o blog Maquiagem e Moda G:
Fazer comentários das roupas que compro,
ou mando fazer...
Enfim, me divertir com roupas maquiagem e acessórios.
É isso!


Conclusão:
Se...
"Se é difícil ser gGORDINHA, fofinha, ou inhas...
Mais difícil é não nos aceitarmos como somos!"
(Carmen Ligia)


 

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Dependência (Por Carmen Ligia - junho 2014)


Ela descansava naquela mesma esquina, que tantas vezes a fez rir na companhia de Jack.
Lembrar de sua morte ainda era muito triste, e sabendo que nenhum fruto veio daquele amor ainda mais triste.
Lembrava dos seus ensinamentos, dos seus sorrisos, do seu semblante fechado quando ela só queria ser uma menina tímida em seus braços.
Ele era tão Pai, e mesmo rígido.
Naquele relacionamento ela não podia ser ela mesma!
Quando Jack era vivo ela era morta. Agora ela não saberia dizer se ainda sobreviveria sem ele...

DENTRO DE NÓS O AMIGO E INIMIGO Eu não peço essa "sorte" (Por Carmen Ligia)

DENTRO DE NÓS O AMIGO E INIMIGO
Eu não peço essa "sorte" (Por Carmen Ligia)
Eu viajo,
Eu me canso,
Eu ando,
EU DESPERTO...
Eu retrocedo,
Eu postergo,
Eu faço,
Eu desisto,
Eu sangro,
Vezes minto,
Eu sou sincera,
E vezes saio chorando,
Eu me engano,
Eu calo o tempo
Com meu verso;
Eu sou inteira mesmo,
Eu conquisto,
Eu  desespero,
Eu desisto,
Eu tolero,
Eu discuto,
Eu desfaleço,
Eu mereço,
Eu perco o freio...

Veloz, veloz, veloz,
Vezes algoz, algoz, algoz
De mim;
Feliz, feliz, feliz,
Infeliz, FELIZ, Infeliz,
Eu sou altos e BAIXOS,
SOU assim,
Noked diz:
"A linha reta no eletrocardiograma é a morte",
EU não peço essa "sorte".

QUERO (Por Carmen Ligia)...

Quero te enternecer com meu gemido
Quero te agigantar com meu sorriso,
Quero deslizar em sua pele feito uma toalha,
Quero te fazer feliz, te fazer amada...

Quero tirar seu batom vermelho brasa,
Quero sentir sua pele morena e alva,
Quero te confessar o que não tem sentido,
Quero mordiscar sua nuca pra te ver sorrindo...

Quero arrepiar os seus pêlos
Atender meus apelos,
Quero ser tão sutil, e ferocidade,
Quero ser veloz e tão suave,
Quero ser seu algoz e seu anjo protetor.

Quero ser um filme de terror que te deixa tensa,
Quero acabar sua tensão com meu PEQUENO coração,
Quero te fazer feliz, te fazer amada,
Quero ser a madrugada e também o Sol que entra em sua casa...

Quero só você
Quero só te fazer sentir,
Quero não te esconder
Que te amo tanto,
Então me diz SIM;
Eu vou voando e te farei tão feliz
Porque você é meu anjo-querubim!

(Carmen Ligia, junho de 2014).

Em 17 d julho 2012...



Escrevo meus poemas para sair de cena
Passo, espaços e dilemas...
Escrevo meus poemas pra apressar o passo,
E conhecer logo seu abraço.

Vejo seus sonhos, ainda que no meu sonho é que te vejo.
Vejo um inverno rigoroso,
Mas clamo outono ameno:
Sabores, frutas e deleites intensos...

Escrevo o que quero, então espero
Vou e sou!
Um luar incompleto
E raios de sol esparsos, pois onde andará seus abraços?

Meu amor...

(Carmen Ligia,
17 d julho 2012).


sábado, 25 de janeiro de 2014

Porta aberta (De Carmen Ligia)


Se quiseres ir a porta está aberta...
A rua é discreta.
A solidão me deixará deserta,
Certamente perplexa.
Mas não retemos o que amamos,
Vamos aos trancos e barrancos,
Soerguemos enganos,
Disfarçamos os deslizes alheios,
Fazemos vista grossa...
Emaranhando minha vida na tua...
A rua está ausente, fria, sonâmbula,
Mas o meu peito tem calor de mãe zelosa,
Tem carinho de amante gueixa,
Tem os erros de uma poliglota
Que ainda não sabe amar,
E você, que tampouco sabe ficar, se vá.
A porta sempre aberta,
Não sei se esperará sua volta,
Mas deslizará o olhar por essas ruas,
Com movimento,
Sem movimento,
Esperando o alento dos seus beijos,
E vendo todo dia a estupidez da sua santa burrice,
Que pratica a mesmice,
Pecando contra esse amor,
Esgotando nossa chance serenada.
Não toque depois uma serenata,
Nem venha com ramo de flores que murcham...
Seu ser obtuso
Não viu que te dei um mundo,
Mas esse deveria ser compartilhado!
Mas já que não entendes o amor,
A porta continua aberta,
A rua incerta,
Sua alma esfacelada,
Um mundo de enganos te espera!
Vou escrever um livro sobre nós
Desse romance findo,
E do seu ser cínico,
Sonâmbulo, ausente,
Que não te fez ver o amor em seus braços,
Vou pra os papéis e a pena,
Escrever nossas cenas,
Depois venderei folhetins em praça pública,
E quando ver minha escrita,
Entenderá a magia,
Do nosso amor sempre incerto?
Sou escritora!
Você é uma inspiração aterradora...
A porta está aberta!!
Mas meu coração, não.

Soneto da pequenez de um momento: Pré-caju solto... (De Carmen Ligia)

Sensatez. Não é uma palavra que me cabe.
Uma embriaguez dos sentidos...
Uma festa pagã lá fora,
E eu aqui, teclado e devaneios.

Eis o Pré-caju:
A festa máxima que tanto curti :)
Hoje a poeta está recolhida,
Quiçá em sua melancolia...

O soneto não é abstrato,
Não é abastado,
Tampouco bastardo.

É naufrágio...
São cinzas fumegantes na memória,
Na carne, ainda o gosto de outrora...


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Decerto... (Ensaio para confecção do LIVRO Diálogo entre Surdos - Por Carmen Ligia)


Decerto...

Incerto... Não sei bem o que escreveria em um romance que não imagino o fim, nem sei qual o começo. O título ainda prevalece sobre meus pelos eriçados: diálogo entre surdos... Seres que não se podem ouvir, ver, mas sentir através de uma intuição? Uma escrita livre de preconceitos e do que possa vir a ser revelado.
Estou aqui... Existe um teclado frente a mim, e nenhuma coesão no que deveria escrever. Apenas vou teclando o que vem, sem agora me deter em erros de português, mas querendo ver além da imagem distorcida. Ou além da imaginação? Decerto, entender o que os Mestres querem colocar. Não Mestres de faces escuras, e de letras obtusas, ideias rebuscadas... Mestres que tragam a luz do Divino Mestre para nosso maior crescimento espiritual...
O que seria?
Mestre X.

_ x _

Havia uma casa atrás de um longo declive, o céu estava nublado. O cheiro de terra molhada me fazia bem, e sentia um perfume no ar: almíscar!

Holland estava ao meu lado. Ele tinha sido amável, um bom amigo. Disse que podia contar com ele, um peregrino que havia viajado o mundo atrás de respostas. Depois de fazer seu mapa, ou seja, um tipo de caderneta velha em que havia endereços de alguns mestres ascensionados que se fazem de terrestres, mas eram seres extra-terrestres? Evoluídos...

Encontrei Holland na estação da Espanha. Uma mochila velha nas costas, um olhar enigmático, um sorriso aberto... Conversava com um jovem, mas ele tinha uns 45 anos, ou estava nessa casa...

Não vejo auras. Vezes vejo. Vi um azul translúcido ao redor daquele homem bonito, barba por fazer, roupas simples, mas que sabedoria emanava daquele ser...

Sentei próximo... Fiz que estava lendo uma revista. Peguei meu diário. Comecei a fazer umas frases soltas... Holland disse: _ Estou buscando uma escriba...

Sorri, e disse: _ Qual seria a forma de pagamento??

Holland fechou o semblante e disse: _ Mercenária...

Nossa! Que pessoa direta e indigesta... (Pensei...)

Foi aí que ele começou a gargalhar...

_ Minha querida, o pagamento será apenas sabedoria...

Fiquei curiosa... Sabedoria não se vende em cada esquina...

E por que distribuiria sabedoria por aí?

_ Missões são para serem cumpridas...

_ Qual sua missão? Perguntei.

_ Escrever o meu caminho, pois peregrinei em busca de Mestres que estão aqui na terra...

_ Mestres?

_ Sim.

_ E os achou?

_ Sim. Mas não tenho como escrever essa minha andança... Preciso de uma escriba.

_ Quer fazer de sua peregrinação um meio de obter lucro?

_ Como você acha que pagamos viagens? Dinheiro será bem vindo...

_ E esses Mestres permitiriam ter suas ideias reveladas?

_ Sim. 2013 encerra um ciclo. Os Mestres querem esclarecer questões. Então... Se arriscaria nessa jornada?

_ Gosto de aventuras, e de escrever...

_ Como é seu nome?

_ Lis.

_ Prazer Lis. Meu nome é Holland!

Eu não poderia precisar o calor que escorria de sua mão, que acalentava a minha, e me induzia dizendo: _ Escrever é preciso... Navegar também!

O meu primeiro Mestre apareceu... Holland! Passaporte pra ver além sentidos, e trazer a sabedoria desses grandes Mestres pra um mundo físico: meio palpável, chamado LIVRO!




segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Desabafo ritmado - De Carmen Ligia Vila Nova

"O que passou passado.
Ficaram retratos.
Vá e seja feliz,
Não tenha medo de minha autenticidade.

Siga sua vida,
Porque foi estrada e muito aprendizado.
Você vai e eu fico,
Aprendi a lição.

Fortaleza é ver fé e não beijos falsos.
Palavras mornas já não vem ao caso!
E um caso, não me é completude:
Meu ser amiúde, é além mar!

Sou a morna madrugada,
Que contempla estrelas sinceras.
Chega de dormir com fera
E acordar sozinha, vazia...

Quero a vastidão de campos nus,
Céu azul e abraço acalentador;
Não essa de horror
Sua frieza e traições comprovadas...

Mas caro, se encontre na sua morada,
Veja suas asneiras reiteradas,
E que tudo que ousou dizer que sou
Fez em dobro, e me causaste imensa dor...

Mas agora? O que contemplo é aurora
Um Sol em meu peito
Porque você não sabe amar,
Parasita do meu ar!

Meu valor, meu encontro comigo mesma...
Lembre dessa boca que nunca mais vai lhe tocar
E que perdeste alguém
Que com erros e tantos acertos, só quis te amar...

Vá!
Pesadelo de sua frieza, nem pensar,
Porque contemplo horizontes
E você formigas a passear...

kkkkk."