quinta-feira, 27 de outubro de 2011
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Soul Blues e Jazz (sambando poesia... de Carmen Ligia)



"Apáticos ou apartidários,
Eu vejo uma rua em movimento.
É tempo... É vento que se foi?
Eles "teclam" sonhos...
Entre o "tecer" e o fazer
Há uma grande diferença.
Se a polícia às vezes fica observando,
Existe mais liberdade, e mais silêncio, e mais segregação.
Eu sinto um vento de novos tempos
Arrepiando meus pêlos,
Porque em estado febril a caneta dança passatempos,
E só revela: Dá tempo!
Mas se o jovem diz: "Dá um tempo",
E só, "só" fica absorvendo a fumaça difusa de qualquer passividade,
Não sei se os "filhos" vingarão:
Filhos de sangue, ou "filhos" de nossas idéias, com seus "disfarces"...
É tarde...
Não porque a madrugada é alta e os olhos pesam em demasia,
Se no livro estou à página 221,
E o que necessito agora é poesia!
A fumaça do "fedorento" cigarro é minha companhia.
Já odiei a solidão, e hoje a sinto com carinho:
Ela me dá o sentido exato de pensamentos desconexos,
Também leituras, e não concentro pensamentos em culpas, ou fugas. O meu presente é um presente!
E se nossos sonhos forem pinturas paradoxais em busca de entendimento?
Que adianta só "curtir" no "face",
Se minha face se esconder da reivindicação nas ruas?
Preciso dizer o que penso, sinto e que tenho sonhos... Em outros outonos, folhas cairão nas árvores.
Os poetas são compreendidos por serem ambíguos,
Um solitário que vence sua própria "inexatidão", quando escreve de todo coração.
Àquele vento que chama as ruas não é revolução: Não!
É simples chuva fina (ainda), que não mais será omissão pra nossa nação.
E teclo sonhos no meu diário virtual.
Bem? Mal... Servirá a quem uma retórica "descabida"?
Se me falam "anjos", não retoco pensamentos insones...
Eles não me possuem porque não possuo nada: a passagem é rápida e só posso dar minha palavra.
Se foi sangue, que fiquem frutos,
Se foram premissas, sintetizem o que houver...
Se "bobagens", ao menos vi "miragens":
Sonhei sonhos altos, nesta Terra chamada Aprendizagem.
Não aprendi com a razão pregada em cada sistema falido,
Os meus verdadeiros amigos, sonharam comigo...
O que disse foi a mesmice diferente,
Eu quero ser o sonho, "eles" querem ser "gente"!
Gente robótica que no facebook "curte", e não discute,
E se acomoda, não se incomoda.
Virou moda: Ser igual pra ser alguém;
Eu quero a poesia, doce companhia que me convêm!
Às vezes a poesia é meu algoz,
Só porque não lhe dou papéis e atenção.
Sou esta tola escriba em um mundo com lenta ascenção,
Se os muros caem, é porque não fizemos revolução!
Revolução? Só quando os humanos seres se derem as mãos...
Quando eu for quem sou sem medo de ser assim: poeta, enfim...
Quando o silêncio for a pior resposta, e a idéia fruir pra dizer quem tu és,
O mundo não será bombas, anéis e certificados, mas sim um muro bem baixo, e o coração "quebrantado"!
Não sei a que vim, se for pra ser mais uma a dizer a mesma fórmula descabida...
Vim pra falar em versos o que sinto quando o vento arrepia minha alma!
Com 9 anos já fazia versos;
Hoje sou INVERSO, me aceitando sou a madrugada:
Quase quieta, por vezes aparentemente calada.
Não porque me faltem versos,
São eles que me "lavam" a alma!
Com 30, sou o sonho que espera a realidade-alvorada...
Quando eu for "dormir",
Queridos "anjos e querubins",
Curtam mais suas próprias idéias, e mostrem suas lágrimas...
O sorriso "só" vem quando saímos pra viver na estrada:
Dizendo o que sentem,
Musicando e fazendo novos momentos, plantando outras "sementes"...
O meu filho que ("ainda") não veio contemplará meus versos sentidos;
Não platei árvore, "não veio" o filho, sequer o livro: veio a Internet, onde escrevo o que sinto.
E sinto que "fui" aprendiz de poesia,
E sinto que senti como poucas pessoas sentem.
Mas não sentei esperando a banda passar,
"Desafinei" na vida, mas nunca deixei de acreditar, e levantar sempre:
Na vida a gente "baila", ou dança.
Na vida a gente "rebenta", ou se arrebenta...
E quando a morte vier, se tiver grana as traças comerão.
Mas meu conhecimento não. E meus versos ficarão com os filhos dos filhos... E eles, o que dirão?
- Que "figura" esta poetisa aprendiz,
Falou o que sentiu, e até sofreu por tanto sentir...
Mas viveu: De poesias, de sonhos, e não quis vegetar com nostalgias.
Tocou o céu com versos em transe; buscou a singular magia...
É no "transe" que se transa a vida, mas a vida não se "transa";
Apenas ama-se em sua dor e pequenas alegrias. Por vezes "tamanhas"...
Grandes os sonhos, "não" os guardo em segredo,
Parafraseando Roosevelt, o político "poeta": "só se deve ter medo, do próprio medo".
E eu sou "destemida", porque com versos e rimas Soul Vida...
Meu olhar que sempre brilha, é JAZZ!
O cigarro, tola companhia, um triste blues.
Mas a poesia... É minha vida, minha sina, minha lida, minha luz!
Um samba? Ou será minha cruz?
"Nada" sei. Mas com versos
Sinto-me liberta!
A poesia à Deus me conduz: Me eleva..."
(Carmen Ligia, em 14 de outubro de 2011).
domingo, 9 de outubro de 2011
Se sonhos, por que não somos? (Por Carmen Ligia)
Se sonhos, por que não somos?
“Houve um dia TUDO colorido...
Amigos que faziam vezes de anjos,
Sorrisos que eram sintonia com mundo em transe,
E devaneios que elevavam a alma a qualquer transe...
Houve um dia, que a magia era destilada ou fermentada,
E a fumaça inebriava a visão.
A distorção era êxtase esperado,
E foi assim que o mundo era tinta e pó: Alice não estava mais só!
Mas como tudo que eleva
Sobe, transcende, um dia cai e não vira semente:
Vira desilusão. O aspecto sombrio das olheiras
E que um rosto no espelho já estava morto, sem mais definição.
E em vão as noites trarão sentido,
E os amigos anjos, distanciam-se por vergonha ou descaso.
Nenhum abraço, apenas corpos diferentes.
Nenhum alento... A família, a sociedade despreza? Ou nós estamos de nós mesmos, ausentes?
O calafrio, terrificante solidão: a busca insana...
A morte que ronda, em garrafas esvaziadas e “bitucas” no cinzeiro:
Não adianta fugir de nós mesmos!
O frio é forte e rasga a alma, já inexistente.
Sê gente! Reagir é não negar
Que mar é mar, e amar é possível.
Quando quiser um abrigo, longe de masmorras e precipícios,
Saiba que EXISTE um Deus que sempre estará contigo!
E quando quiser ver a vida como é,
Pra poder reviver e aprender novas melodias,
Não fuja de você mesma!
Me dê a mão! És minha irmã querida.
Só quero poder te abraçar,
Só quero dizer que seu olhar não deixou de brilhar em meu coração...
E que você possa VERDADEIRAMENTE se amar,
Fechar a garrafa, pegar pincéis e levitar: sua arte vai lhe salvar porque existe uma nova estrada E VOCÊ VAI SE ENCONTRAR!
Sua arte,
Sê lua em transição!
Que a LUZ MAIOR do Espírito dos mundos
Lhe mostre um caminho de paz, sentido e aceitação!”
TE AMO!!!!!
Minha mão
Em sua mão...
Aceita esta poesia; espero um dia eu possa ser sua grande amiga, assim universos em comunhão."
(Carmen Ligia)
“Houve um dia TUDO colorido...
Amigos que faziam vezes de anjos,
Sorrisos que eram sintonia com mundo em transe,
E devaneios que elevavam a alma a qualquer transe...
Houve um dia, que a magia era destilada ou fermentada,
E a fumaça inebriava a visão.
A distorção era êxtase esperado,
E foi assim que o mundo era tinta e pó: Alice não estava mais só!
Mas como tudo que eleva
Sobe, transcende, um dia cai e não vira semente:
Vira desilusão. O aspecto sombrio das olheiras
E que um rosto no espelho já estava morto, sem mais definição.
E em vão as noites trarão sentido,
E os amigos anjos, distanciam-se por vergonha ou descaso.
Nenhum abraço, apenas corpos diferentes.
Nenhum alento... A família, a sociedade despreza? Ou nós estamos de nós mesmos, ausentes?
O calafrio, terrificante solidão: a busca insana...
A morte que ronda, em garrafas esvaziadas e “bitucas” no cinzeiro:
Não adianta fugir de nós mesmos!
O frio é forte e rasga a alma, já inexistente.
Sê gente! Reagir é não negar
Que mar é mar, e amar é possível.
Quando quiser um abrigo, longe de masmorras e precipícios,
Saiba que EXISTE um Deus que sempre estará contigo!
E quando quiser ver a vida como é,
Pra poder reviver e aprender novas melodias,
Não fuja de você mesma!
Me dê a mão! És minha irmã querida.
Só quero poder te abraçar,
Só quero dizer que seu olhar não deixou de brilhar em meu coração...
E que você possa VERDADEIRAMENTE se amar,
Fechar a garrafa, pegar pincéis e levitar: sua arte vai lhe salvar porque existe uma nova estrada E VOCÊ VAI SE ENCONTRAR!
Sua arte,
Sê lua em transição!
Que a LUZ MAIOR do Espírito dos mundos
Lhe mostre um caminho de paz, sentido e aceitação!”
TE AMO!!!!!
Minha mão
Em sua mão...
Aceita esta poesia; espero um dia eu possa ser sua grande amiga, assim universos em comunhão."
(Carmen Ligia)
sábado, 8 de outubro de 2011
Para àqueles que são, metamorfose!




"Somos assim,
Metamorfoses ambulantes.
Creia que a melhor metamorfose é se crer borboleta,
Pois como diz uma poesia minha, chega uma hora q o casulo asfixia.
Então, libertemo-nos! Entregando-nos ao ser quem somos.
Sonhos? É realizando, ou seja,
Despertando do paradoxo insone de sermos,
Suficientemente (e FELIZMENTE)
Nós mesmos.
Então, vamos.......
REAGIR é vir a ser apenas quem somos,
Pois somos-sonhos!
= (Sonhos em realidade)=
Vamos, vamos, levantemo-nos!
CORAGEM!!!
Sorria e o mundo, enfim se abre..."
Poesia da frase que citei acima:
"(...) Deixe a terra seca com os cegos.
Deixe a moenda com os parasitas.
Quando se nasce borboleta,
Chega hora que o casulo asfixia (...)"
Em http://aprendizdepoetaenavida.blogspot.com/2011_07_01_archive.html
Metamorfoses ambulantes.
Creia que a melhor metamorfose é se crer borboleta,
Pois como diz uma poesia minha, chega uma hora q o casulo asfixia.
Então, libertemo-nos! Entregando-nos ao ser quem somos.
Sonhos? É realizando, ou seja,
Despertando do paradoxo insone de sermos,
Suficientemente (e FELIZMENTE)
Nós mesmos.
Então, vamos.......
REAGIR é vir a ser apenas quem somos,
Pois somos-sonhos!
= (Sonhos em realidade)=
Vamos, vamos, levantemo-nos!
CORAGEM!!!
Sorria e o mundo, enfim se abre..."
Poesia da frase que citei acima:
"(...) Deixe a terra seca com os cegos.
Deixe a moenda com os parasitas.
Quando se nasce borboleta,
Chega hora que o casulo asfixia (...)"
Em http://aprendizdepoetaenavida.blogspot.com/2011_07_01_archive.html
*Comentário que fiz em
http://rrenatabrandao.blogspot.com/2010/12/dona.html#comments
http://rrenatabrandao.blogspot.com/2010/12/dona.html#comments
Bela poesia em http://rrenatabrandao.blogspot.com/

Ela é morena, ruiva, talvez loura
Inteligente fascinante e desesperada
Ouve musica escreve poema
Ela é revoltada
Simplesmente não aceita a desigualdade e hipocrisia
Ela mente e fala mal dos outros
Sente carinho e amor
Desprezo e dor
Acorda e dorme cedo
Vive no mundo que ela escolheu
Ninguém pode gritar
Ela se assusta e chora
Tem um passado sombrio e doloroso
Faz do presente a chance de ser feliz
Talvez um dia ela consiga
Tenta ajudar
As letras são sua terapia
Vive entre o ódio e o amor
Entre a loucura e a talvez sanidade
Gosta do seu jeito sincero
Ferra-se muito, mais não muda
Talvez nem queira mudar
Não saberia distinguir se o que ela sente seja bom ou mal
Ela só vai levando
Levando ate onde ela agüenta!
Em http://rrenatabrandao.blogspot.com/2010/12/dona.html#comments
Comentei:
Belo poema...
E se as fotos forem suas:
Somos assim, metamorfoses ambulantes.
Creia que a melhor metamorfose é se crer borboleta, pois como diz uma poesia minha, chega uma hora q o casulo asfixia. Então, libertemo-nos! Entregando-nos ao ser quem somos. Sonhos? É realizando, ou seja, despertando do paradoxo insone de sermos, suficientemente (e FELIZMENTE) nós mesmos. Então, vamos.......
REAGIR é vir a ser apenas quem somos, pois somos-sonhos! (Sonhos em realidade)= Vamos, vamos, levantemo-nos! CORAGEM!!!
Sorria e o mundo, enfim se abre...
Poesia da frase que citei acima: "(...) Deixe a terra seca com os cegos.
Deixe a moenda com os parasitas.
Quando se nasce borboleta,
Chega hora que o casulo asfixia (...)"
Em http://aprendizdepoetaenavida.blogspot.com/2011_07_01_archive.html Grand abraço, poetisa!
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
sábado, 17 de setembro de 2011
Versos, Tempo e Espaço - A poesia como profissão (Por Carmen Ligia)
"Em meu espaço naufragado
Submergiu a realidade.
Nos fantasmas do passado,
Contendo meus disfarces.
E de alma irriquieta,
Os espelhos que não vejo.
O sabor que não toco,
O gosto, que só desejo.
A sofreguidão de seguir
Sem ação, sem possuir
O bom metal caindo dos bolsos,
Nesta conformidade de mundo, despossuída...
Falta a renda, e solto "a pena"
Que é esta caneta que desliza,
De tão fácil, até ridícula,
Mas cadê os "réis" para pagar canetas e papéis?
Sigo por ser poeta,
De querer alma exposta, translúcida e conhecida.
Sobra-me o desalento deste dia,
Na casa que não é minha, na vida que não possuo por não ser inteira...
Asneira de quem nasceu com dom "barato",
Que não me faz juntar qualquer trocado.
E semi-desempregada, com outro dom por recriar:
Espero lecionar; hoje estagnada, a monografia que não quer fruir, "falar"...
Ai de mim, se ao invés de tese me propusessem rimas,
Se tal a dor, me dessem também novas perspectivas;
Se um emprego viesse pra sustentar minha solidão, paz,
E o dia tivesse um sentido além da rotina que me desfaz!
Estou aqui... Tentando um lugar, um emprego, uma vida de plenitude,
Mesmo que seja com salário resumido e limitado;
Este compraria meu canto,
Uma quietude que não tem preço, ou tamanho.
Mas meus versos se constrangem...
Como publicá-los se não tenho dinheiro?
Eles buscam também um lar,
Que são os olhos de quem os lerá.
Assim, o metal não é vil, ou fel,
É um meio...
E batalhar para tê-lo, uma condição 'sine qua non' pra ter o descanso da "guerreira",
Que escreve sonhos com a força do pensamento, e este não possui barreiras...
E no sonho em realidade,
Possam meus versos
Chegar aos seus olhos,
Leitor ainda "desconhecido",
Não apenas pela renda,
Se esta parte me couber em vida,
Mas por serem meus versos a maior razão de minha existência
Que eles possam caber, um dia, em sua companhia!
Para este leitor
Direi de coração:
Obrigada por fazer parte da minha vida
Lendo minhas rimas, que são de mim uma extensão...
Então, nesta mesma hora,
Não sei onde estarei, se em meu lar ou além,
Mas quem sabe meus versos viverão por longos dias,
No coração daqueles que apreciam poesia...
Então ter vivido,
Chorando ou sorrindo,
Não vai ter peso diante da eternidade!
Meus versos, estes sim, serão minha presença e constante saudade.
Enfim, conseguirei liberdade diante dos portões da eternidade:
Serei mensagem no coração da humanidade!
E minha vida, gozo e agonia,
Será chuva fina em fim de tarde...
Serei a poeta do desconexo,
Serei a magia no singular,
O verso que rasga mundo em transe,
Pra eternizar as dores e delícias de ser e estar.
Quando eu não estiver
Serei verso encarnado,
Uma gota no oceano
De quem rompeu espaços, dificuldades infindas...
Porém se deu sem tamanho
Em versos e rimas,
Tendo tão pouco ouro
Mas sonhos que cortaram a neblina da hipocrisia...
O tempo, não pára,
A poesia, é infinita...
A poeta Carmen, é também Ligia.
O que é escrito de toda alma se eterniza!
E barreiras,
Não serviram pra fazer parar minha mão.
Meu pensamento voará além,
E aonde estiver irei lhe abraçar: universos em comunhão!
Seja com meu pesar ou alegria,
Saiba que a fé resistirá em meus versos
E na vida da verdadeira VIDA,
Dando minha parcela para apaziguar o mundo em sua covardia.
Neste ou em qualquer tempo
Que novos ventos nos tragam maior incentivo,
Para alcançarmos nossa estrela guia:
Assim poetas serão poetas e a vida será mais artística, quiçá menos individualista!
O metal será sonho convertido.
A poesia será vida em profusão.
A letra será pra servir de alento,
Tão necessária quanto a respiração, será profissão!
Pra quem escreve, sua labuta
Sua cura e seu chão;
Pra quem lê, também libertação
Porque os galhos fazem parte do mesmo grão."
(Carmen Ligia, em 17 de setembro de 2011)
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Pelo movimento “Se nosso filme está em Paris, nós merecemos participar deste festival, sim!” = Pela captação de recursos - passagem, hospedagem, etc.
Filme NPD Aracaju é premiado e vai a Paris
Das interrogativas:
Será que nossos governantes não acreditam em nossos talentos, mesmo com o curta Do Outro Lado do Rio chegando a um dos berços da Arte mundial – Paris? Ainda que com a prova definitiva da inventividade de nossa gente, por que nos faltam recursos? Governo de todos? Então, reguem estas sementes!!!
(Pelo movimento “Se nosso filme está em Paris, nós merecemos participar deste festival, sim!” = Pela captação de recursos - passagem, hospedagem, e deslocamento - aos participantes, atores e dirigentes do filme Do Outro Lado do Rio; rumo à Paris, se o Estado e o país nos permitir, no próximo dia 16 de outubro de 2011).
Já extrapolou a cidade, o estado, a nossa nação. Pés que chegam à Paris? Não. Faltam incentivos e apoio, financeiro! Nossa história é permeada de casos assim... Mas quando há de submergir outra realidade? Quando a Arte, nossa cidade, nossas cores e imagens, poderão ser representadas de forma digna? Será que nosso estado ainda será representado apenas por Tobias, ou Romero, quando existe qualidade viva, também expressão para incentivar o nosso turismo, demonstrada de forma mágica através da 7ª arte? Será que esse reconhecimento nos será negado? Será este governo para todos, assim combinando com o slogan deste Brasil? E porque não provar através de atos, o reconhecimento que já vem de fora, mesmo que nossa história no audiovisual ainda seja tão recente?
Curta... Através do curta intitulado ‘Do Outro Lado do Rio’, mostramos as cores fortes e envolventes de nossas cidades, Aracaju e a Barra dos Coqueiros; nossa gente e suas intrínsecas facetas, deste povo simples que passa, agora percebido e sentido no cinema! Nós, que somos simples e ainda pequenos, não pelo nosso estado ser o menor da nação; é porque falta verdadeiro reconhecimento dos talentos que submergem brilhantemente; uma terra que se faz pequenina quando nossos políticos e verbas de incentivo à cultura passam longe de quem verdadeiramente está “suando a camisa”. Gente como nós, com muito esforço ainda que pouco recurso, mas com uma câmera na mão já mostra ao mundo histórias autênticas, feita por jovens sonhadores, filhos deste Sergipe, que Paris já aprecia embevecido, assistindo o curta Do Outro Lado do Rio:
“O Do Outro Lado do Rio, curta produzido pelos alunos do Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira | Programa Olhar Brasi durante o curso de Realização em Audiovisual 2010, tomará as telas do Festival Internacional de Cinema Signes de Nuit em Paris no dia 16 de outubro. O convite para participar do festival francês veio através do reconhecimento do Kinoforum, maior festival de curta da América Latina no qual o Do Outro Lado do Rio ganhou, entre 80 selecionados o Prêmio Aquisição da Mostra KinoOikos pelo júri SESC TV”. (Fonte: http://npdorlandovieira-aju.blogspot.com/)
Queremos mostrar lá fora, que por aqui, gente simples e com sonhos palpáveis, pode chegar e mostrar ao que veio. O que queremos é ter a oportunidade de participar, pessoalmente, deste brilhante festival! Não tenho lembrança de nenhum filme sergipano, seja curta ou longa, que recebeu tal convite e reconhecimento, em um dos maiores berços da Arte no mundo, Paris. E estaremos lá, em vídeo e mostrando as belezas naturais de Sergipe, como um convite aberto ao turismo em nosso estado. Será que o trabalho duro de nossos jovens cineastas e grandes artistas, vai se perder? Será que este merecimento de apresentar-nos, e representar esta genuína gente sergipana, será apenas uma utopia de jovens cineastas?
Ver nas telas parisienses nosso trabalho já está programado para o mês vindouro, e parece que ficará no sonho a nossa merecida presença, pois nos faltam recursos: S.O.S.!!! Onde estará o orgulho de ser sergipano? Quando os outros nos reconhecem com talentos tamanhos, mas por falta de verbas ficamos impossibilitados de representar nossa gente, e receber um reconhecimento pelo trabalho do curta Do Outro Lado do Rio, que apresenta a cultura do nosso povo, as cores vivas, e vibrantes de nossa terra, incentivando a vinda de turistas ao nosso estado. Será que somos o menor estado em tamanho, ou em mesquinhez, quando na altivez da Arte já reconhecida, somos colocados fora do jogo, por não ter verba para bancar passagens e hospedagem?
“Cadê” este incentivo cultural aos talentos que lutam dia a dia? Seremos apenas instrumentos alienados, que trabalham mas tem de permanecer longe dos holofotes dos festivais? Quando ficamos “apagados”, fica escondido nosso estado e nosso país, que tem arte transbordando nas veias, que respira genialidade, mas que na verdade fica pedindo, implorando, o que é de direito... Nosso direito! Que se possa ser incentivado estes jovens talentos, que mostram ao mundo que Sergipe é lindo e também é luz... Mas queremos ir à cidade-luz, Paris, para receber juntos, em nome do Núcleo de Produção Orlando Vieira, e em nome da Prefeitura e Governo de Sergipe, um glorioso reconhecimento que nos foi concedido por merecimento! Que nossas agências de Turismo possam fazer um pacote com preço “bacana”, que nossa Prefeitura e Estado, e também nossa nação, possam incentivar estes jovens talentos a receber pessoalmente estas congratulações.
Estando lá haveremos de nos pronunciar positivamente, se nosso governo provar com tamanha honradez que é realmente, de todos e para todos... E mais: Diremos com orgulho ao público do dia 16 de outubro, em Paris: Veem? O Brasil, que vai abrigar a Copa, as Olimpiadas, tem um pequeno-grande estado; de fato, uma extensão territorial pequena, mas de beleza imensurável, com cores lindas e vivas. Gente de energia salutar. Sergipe tem sua singular magia!
Isto será representar Sergipe para o mundo! Não mais com teorias de poucos, mas com imagens de todos, porque sob vários ângulos o mundo vai ver nosso estado... Disse, o mundo! O globo!!! Percebem a dimensão do nosso trabalho? Por favor, não aplaudam, simplesmente. Façam com que o grupo que fez o filme Do outro Lado do Rio participe deste Festival pra se sentir, de fato, GENTE! O que pedimos é tão pouco, diante das imensas verbas que se disponibiliza para a cultura, e turismo; bem certo que apreciaremos ver nosso trabalho em Paris, mas é o povo, e nossos representantes do executivo e legislativo que serão as estrelas, podendo ser vistos com simpatia ao apoiar a Arte, mostrando ao mundo imagens reais, emoções que precisam ser conhecidas: incentivo o turismo e cultura, apoiamos a construção de nossa identidade.
Portanto, se o Rio Sergipe não toca o Sena, poderemos tocar Paris e o mundo com nossas imagens, também com a presença destes “idealizadores-realizadores”; estes que mostram que cinema é vida, poesia, e veracidade de nossas belezas. E na riqueza destes jovens talentos que produziram Do Outro Lado do Rio, que almejam apenas receber pessoalmente, o vislumbre de representar nossa gente em Paris, para o mundo e tantos seres deste planeta! Mostraremos a inventividade do nosso jeito de ser: grandes porque reconhecemos que aqui poderemos crescer. Se hoje somos sementes em profusão, quando nosso Estado e nossos dirigentes sabem nos reconhecer, estes talentos irão desenvolver-se por aqui; poderemos exportar nossa Arte, não apenas cana, coco, e banana... Somos mar e rio em movimento, entremos nesta luta com gana. Pelo reconhecimento do audiovisual sergipano, que ainda na tenra infância, já está em Paris! Honra tamanha... SÓ NOS FALTA, por hora, A GRANA!!!
(Carmen Ligia Vila Nova é estudante de História pela UFS, e participou do filme Do Outro Lado do Rio; http://aprendizdepoetaenavida.blogspot.com/).
Das interrogativas:
Será que nossos governantes não acreditam em nossos talentos, mesmo com o curta Do Outro Lado do Rio chegando a um dos berços da Arte mundial – Paris? Ainda que com a prova definitiva da inventividade de nossa gente, por que nos faltam recursos? Governo de todos? Então, reguem estas sementes!!!
(Pelo movimento “Se nosso filme está em Paris, nós merecemos participar deste festival, sim!” = Pela captação de recursos - passagem, hospedagem, e deslocamento - aos participantes, atores e dirigentes do filme Do Outro Lado do Rio; rumo à Paris, se o Estado e o país nos permitir, no próximo dia 16 de outubro de 2011).
Já extrapolou a cidade, o estado, a nossa nação. Pés que chegam à Paris? Não. Faltam incentivos e apoio, financeiro! Nossa história é permeada de casos assim... Mas quando há de submergir outra realidade? Quando a Arte, nossa cidade, nossas cores e imagens, poderão ser representadas de forma digna? Será que nosso estado ainda será representado apenas por Tobias, ou Romero, quando existe qualidade viva, também expressão para incentivar o nosso turismo, demonstrada de forma mágica através da 7ª arte? Será que esse reconhecimento nos será negado? Será este governo para todos, assim combinando com o slogan deste Brasil? E porque não provar através de atos, o reconhecimento que já vem de fora, mesmo que nossa história no audiovisual ainda seja tão recente?
Curta... Através do curta intitulado ‘Do Outro Lado do Rio’, mostramos as cores fortes e envolventes de nossas cidades, Aracaju e a Barra dos Coqueiros; nossa gente e suas intrínsecas facetas, deste povo simples que passa, agora percebido e sentido no cinema! Nós, que somos simples e ainda pequenos, não pelo nosso estado ser o menor da nação; é porque falta verdadeiro reconhecimento dos talentos que submergem brilhantemente; uma terra que se faz pequenina quando nossos políticos e verbas de incentivo à cultura passam longe de quem verdadeiramente está “suando a camisa”. Gente como nós, com muito esforço ainda que pouco recurso, mas com uma câmera na mão já mostra ao mundo histórias autênticas, feita por jovens sonhadores, filhos deste Sergipe, que Paris já aprecia embevecido, assistindo o curta Do Outro Lado do Rio:
“O Do Outro Lado do Rio, curta produzido pelos alunos do Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira | Programa Olhar Brasi durante o curso de Realização em Audiovisual 2010, tomará as telas do Festival Internacional de Cinema Signes de Nuit em Paris no dia 16 de outubro. O convite para participar do festival francês veio através do reconhecimento do Kinoforum, maior festival de curta da América Latina no qual o Do Outro Lado do Rio ganhou, entre 80 selecionados o Prêmio Aquisição da Mostra KinoOikos pelo júri SESC TV”. (Fonte: http://npdorlandovieira-aju.blogspot.com/)
Queremos mostrar lá fora, que por aqui, gente simples e com sonhos palpáveis, pode chegar e mostrar ao que veio. O que queremos é ter a oportunidade de participar, pessoalmente, deste brilhante festival! Não tenho lembrança de nenhum filme sergipano, seja curta ou longa, que recebeu tal convite e reconhecimento, em um dos maiores berços da Arte no mundo, Paris. E estaremos lá, em vídeo e mostrando as belezas naturais de Sergipe, como um convite aberto ao turismo em nosso estado. Será que o trabalho duro de nossos jovens cineastas e grandes artistas, vai se perder? Será que este merecimento de apresentar-nos, e representar esta genuína gente sergipana, será apenas uma utopia de jovens cineastas?
Ver nas telas parisienses nosso trabalho já está programado para o mês vindouro, e parece que ficará no sonho a nossa merecida presença, pois nos faltam recursos: S.O.S.!!! Onde estará o orgulho de ser sergipano? Quando os outros nos reconhecem com talentos tamanhos, mas por falta de verbas ficamos impossibilitados de representar nossa gente, e receber um reconhecimento pelo trabalho do curta Do Outro Lado do Rio, que apresenta a cultura do nosso povo, as cores vivas, e vibrantes de nossa terra, incentivando a vinda de turistas ao nosso estado. Será que somos o menor estado em tamanho, ou em mesquinhez, quando na altivez da Arte já reconhecida, somos colocados fora do jogo, por não ter verba para bancar passagens e hospedagem?
“Cadê” este incentivo cultural aos talentos que lutam dia a dia? Seremos apenas instrumentos alienados, que trabalham mas tem de permanecer longe dos holofotes dos festivais? Quando ficamos “apagados”, fica escondido nosso estado e nosso país, que tem arte transbordando nas veias, que respira genialidade, mas que na verdade fica pedindo, implorando, o que é de direito... Nosso direito! Que se possa ser incentivado estes jovens talentos, que mostram ao mundo que Sergipe é lindo e também é luz... Mas queremos ir à cidade-luz, Paris, para receber juntos, em nome do Núcleo de Produção Orlando Vieira, e em nome da Prefeitura e Governo de Sergipe, um glorioso reconhecimento que nos foi concedido por merecimento! Que nossas agências de Turismo possam fazer um pacote com preço “bacana”, que nossa Prefeitura e Estado, e também nossa nação, possam incentivar estes jovens talentos a receber pessoalmente estas congratulações.
Estando lá haveremos de nos pronunciar positivamente, se nosso governo provar com tamanha honradez que é realmente, de todos e para todos... E mais: Diremos com orgulho ao público do dia 16 de outubro, em Paris: Veem? O Brasil, que vai abrigar a Copa, as Olimpiadas, tem um pequeno-grande estado; de fato, uma extensão territorial pequena, mas de beleza imensurável, com cores lindas e vivas. Gente de energia salutar. Sergipe tem sua singular magia!
Isto será representar Sergipe para o mundo! Não mais com teorias de poucos, mas com imagens de todos, porque sob vários ângulos o mundo vai ver nosso estado... Disse, o mundo! O globo!!! Percebem a dimensão do nosso trabalho? Por favor, não aplaudam, simplesmente. Façam com que o grupo que fez o filme Do outro Lado do Rio participe deste Festival pra se sentir, de fato, GENTE! O que pedimos é tão pouco, diante das imensas verbas que se disponibiliza para a cultura, e turismo; bem certo que apreciaremos ver nosso trabalho em Paris, mas é o povo, e nossos representantes do executivo e legislativo que serão as estrelas, podendo ser vistos com simpatia ao apoiar a Arte, mostrando ao mundo imagens reais, emoções que precisam ser conhecidas: incentivo o turismo e cultura, apoiamos a construção de nossa identidade.
Portanto, se o Rio Sergipe não toca o Sena, poderemos tocar Paris e o mundo com nossas imagens, também com a presença destes “idealizadores-realizadores”; estes que mostram que cinema é vida, poesia, e veracidade de nossas belezas. E na riqueza destes jovens talentos que produziram Do Outro Lado do Rio, que almejam apenas receber pessoalmente, o vislumbre de representar nossa gente em Paris, para o mundo e tantos seres deste planeta! Mostraremos a inventividade do nosso jeito de ser: grandes porque reconhecemos que aqui poderemos crescer. Se hoje somos sementes em profusão, quando nosso Estado e nossos dirigentes sabem nos reconhecer, estes talentos irão desenvolver-se por aqui; poderemos exportar nossa Arte, não apenas cana, coco, e banana... Somos mar e rio em movimento, entremos nesta luta com gana. Pelo reconhecimento do audiovisual sergipano, que ainda na tenra infância, já está em Paris! Honra tamanha... SÓ NOS FALTA, por hora, A GRANA!!!
(Carmen Ligia Vila Nova é estudante de História pela UFS, e participou do filme Do Outro Lado do Rio; http://aprendizdepoetaenavida.blogspot.com/).
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Imaterial-alma... (Por Carmen Ligia - Em homenagem as 100 publicações deste blog)
Imaterial-alma...
(Por Carmen Ligia)
"Já estive
Sem nada,
Sem graça,
Sem alma...
Hoje,
100 publicações neste espaço eterno;
Destas minhas poesias aqui mostradas, que venha o livro meu:
Com inéditos escritos! Com fé em Deus!!!
Com graça,
Com presença
De espírito,
Aprendiz...
E no espaço ambíguo, de mim,
Eternizo meus dias;
Por escrever, por sentir:
Nada, tudo? Hoje passei por aqui...
Isto me traz alegria!
Mostrar versos que extravasam de reencontrada, alma;
Rompendo o silêncio, deixo minha marca:
Tanta estrada...
Sou partícula, não migalha;
O meu corpo perecerá, mas não minha alma!
O espírito desta que aqui desabafa,
Haverá de se perpetuar:
Alguém sentirá, tudo e nada;
Ou simplesmente um pouco do todo,
Talvez,
Nada!
Mas torço que enfim,
Alguém possa um dia sentir
O estranho pulsar,
Das minhas palavras..."
(Poesia em homenagem as 100
publicações deste blog, com algumas das
minhas poesias... E aos leitores deste espaço,
meu fraternal abraço!)
"A vida imita a arte", sendo que a ARTE, é verdadeiramente, a VIDA. (Frase de Carmen Ligia, em 04/09/11)
Esta frase acima,
Para inspirar ARTE em IMAGEM,
Pois em cada cena,
Eis que se respira,
A própria VIDA!"
(Foto que tirei
neste último domingo,
4/9/11 - Mosqueiro-SE).
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
"Carcereiro Mestre: Um Conto-Poesia para encontrar a vida - Parte II"

(...)
Olho nos olhos do Mestre, então carcereiro
E ele me dá umas peças enferrujadas...
Pra que serve palavras incentivadoras, e um corpo sutil
Se meu céu não é anil?
Ele baixa os olhos
Contemplando uma cruzada aos seus pés,
Nada tem de tão seu além de sonhos
E aqueles olhos plácidos que revolve minhas entranhas...
Ele não quer me falar neste momento.
Dá as costas para cuidar da sua própria prisão,
E da provisão, sua própria ração.
Já não entendo seu silêncio. Nem mesmo o meu.
Deixo ele ir. Então minha mente se agita
Cogitando que flores bonitas, podem surgir pelo caminho?
E aqui existe a masmorra, a cela, a escuridão e a temeridade.
A torre a observar-me. Meu medo a absorver-me...
Olho o chão. Lá está a inscrição.
Três palavras e seis números.
Mais. Pietro. Lado-Sul:
9-4-3-9-1-1.
???
O que significa esta inscrição,
Que o carcereiro deixou ali?
Mais de mim, ou de ti?
Pietro? Perto do meu fim-recomeço?
Lago-Sul. O lado que devo seguir.
Mas o sul dos meus desejos escondidos,
Ou a profundidade deste lago escuro, meus traumas inconfessos?
Somando os números pego meu 9.
9 sentimentos vagos...
Paralisia. Desespero. Desconcerto. Perdão. Omissão:
Asfixia. Idolatria? Porta-fechada? Rua-vazia?
Medo!
De ser eu mesma.
De enfrentar a rua deserta,
E incerta de quem sou.
Ele volta.
Com um café quente, com leite e chocolate.
Aprecio a bebida e ele diz-me: Bem verdade...
O que escrevi não é o que pensas. É o tempo que nos resta; já é tarde.
9?
Sim, responde-me.
Aqui está a bússola, não vês?
Estamos no sul. Norte é seu rumo, e encontre-se em você.
Para quê?
Ficar é mais cômodo.
Falar é mais reconfortador,
E partir me causará, extrema dor.
Não te aflijas, minha terna Maga Rebelde...
O que hoje é escuro,
Nestes meus olhos que enxergas sem ver
Amanhã será claro... Noutra estrada, uma vida que irá acontecer...
Não lhe entendo. Fico furiosa naquele espaço encardido, e asfixiante.
Ele tenta me abraçar, já não como antes...
Simplesmente segura firme meu corpo, e me diz quase sem palavras:
Eu vou te encontrar! Noutro tempo... Em outra estrada: Serei o dia, e você, MADRUGADA!
(Por Carmen Ligia - Continua...)
Só por HOJE - Sem precipitação! (Poesia por Carmen Ligia)

Só por hoje eu decidi ser feliz!
Não dizer ao que vim, ou porque,
Pois não é preciso saber:
É preciso viver!
Não dizer ao que vim, ou porque,
Pois não é preciso saber:
É preciso viver!
Só por hoje
Estanco as dores,
Pois mais amores e flores;
Ferir-se faz parte deste aprendizado...
Só por hoje o céu é claro
E a vida governável.
Decidi fazer novas cores nesta hora,
Viver é recomeço e ensejo, de novos desejos: Nova aurora.
Só por hoje a dor não me manterá paralisada
E as alegrias farão bem a alma.
Só por hoje a dor será aprendizado
E o amor, espaço de crescimento e mais abraços.
Só por hoje, meu plano será ser mais ameno e pacificador
Para entender minha alma em profusão.
Só por hoje, a vida será boa:
O ontem aprendizado, o amanhã? Viver NO hoje... Sem precipitação.
(Carmen Ligia, em 29 de agosto de 2011).
Estanco as dores,
Pois mais amores e flores;
Ferir-se faz parte deste aprendizado...
Só por hoje o céu é claro
E a vida governável.
Decidi fazer novas cores nesta hora,
Viver é recomeço e ensejo, de novos desejos: Nova aurora.
Só por hoje a dor não me manterá paralisada
E as alegrias farão bem a alma.
Só por hoje a dor será aprendizado
E o amor, espaço de crescimento e mais abraços.
Só por hoje, meu plano será ser mais ameno e pacificador
Para entender minha alma em profusão.
Só por hoje, a vida será boa:
O ontem aprendizado, o amanhã? Viver NO hoje... Sem precipitação.
(Carmen Ligia, em 29 de agosto de 2011).
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Caminhar é preciso (Por Carmen Ligia)
"Quando a vida pede desistência
Ausência
Demência,
Faço presença.
Daquela que vacila,
Teme e treme.
Balança, estremece,
E no entardecer busca força pra vir a ser.
Não esmoreço quando as pernas fraquejam
Ou quando as pedras me são cortantes...
O rio que desce de olhos meus
São limpeza de alma. Continuar é preciso!
A fé. A fé de ser meu lugar de paz e reencontro.
A fé de ter um lar de amor. Sossego.
Crença em independência. Desafio de cada dia?
Apenas continuar. Neste momento reequilibrar energias.
E o que a vida me pede,
De concentração, disciplina
Recomeço, e centralidade,
São versos que fruem pra dizer que não desisto:
Não desisto de mim;
Não é pelo segundo que consome
Mas pelo conjunto da obra.
Se creio em final feliz? Creio na superação constante, aurora!
E querer mostrar em minha letra
Que cheguei a ser quem vir pra ser
Apesar do mar revolto, dos desafios tempestuosos
E dos meus limites estagnantes. Acreditar é preciso.
Não ser omisso.
Pedir um clamar aos céus
E inspirar esta fé perturbadora.
Meus pés vacilam, mas meu coração acredita. E voa.
Acredito em meu encontro, comigo.
Acredito nos estudos, e livros.
Acredito na poesia que conta quem sou.
Então sigo. Na fé e no compromisso, de dizer:
Quando padeci,
Das dificuldades, submergi.
Estou aqui! Não venci ninguém;
Venci a mim mesma, enfim..."
(Carmen Ligia é esta pessoa, teimosa;
'desistir da luta, nem pensar').
Ausência
Demência,
Faço presença.
Daquela que vacila,
Teme e treme.
Balança, estremece,
E no entardecer busca força pra vir a ser.
Não esmoreço quando as pernas fraquejam
Ou quando as pedras me são cortantes...
O rio que desce de olhos meus
São limpeza de alma. Continuar é preciso!
A fé. A fé de ser meu lugar de paz e reencontro.
A fé de ter um lar de amor. Sossego.
Crença em independência. Desafio de cada dia?
Apenas continuar. Neste momento reequilibrar energias.
E o que a vida me pede,
De concentração, disciplina
Recomeço, e centralidade,
São versos que fruem pra dizer que não desisto:
Não desisto de mim;
Não é pelo segundo que consome
Mas pelo conjunto da obra.
Se creio em final feliz? Creio na superação constante, aurora!
E querer mostrar em minha letra
Que cheguei a ser quem vir pra ser
Apesar do mar revolto, dos desafios tempestuosos
E dos meus limites estagnantes. Acreditar é preciso.
Não ser omisso.
Pedir um clamar aos céus
E inspirar esta fé perturbadora.
Meus pés vacilam, mas meu coração acredita. E voa.
Acredito em meu encontro, comigo.
Acredito nos estudos, e livros.
Acredito na poesia que conta quem sou.
Então sigo. Na fé e no compromisso, de dizer:
Quando padeci,
Das dificuldades, submergi.
Estou aqui! Não venci ninguém;
Venci a mim mesma, enfim..."
(Carmen Ligia é esta pessoa, teimosa;
'desistir da luta, nem pensar').
domingo, 14 de agosto de 2011
"Carcereiro Mestre: Um Conto-Poesia para encontrar a vida - Parte I"
"Já não são piegas os fatosPorque não são os mesmos retratos...
Já não é estrada de forca
Pois desci a masmorra.
Olho cautelosa o inverno
Provisões escasseando...
Previsões? Pra que tanto?
Onda que varreu o meu silêncio.
Nesta de ser sem ser quem sou
Navegando em meus redemoinhos esfacelados...
Vejo a face e não vejo quem sou,
Estou indo, procurando este entendimento vago.
Pensamentos toscos
Em uma realidade esfacelada.
Aquele caos, aquele odor de temeridade
O frio azul que corta meu medo pequeno...
Ligas de mar que é lago
Profuso e sozinho.
Se sou rio, se sorrio?
O vazio, chamas de autopiedade.
Largos passos, sem direção concreta.
Grande porta que atordoa a mente.
Norte sem rumo, sujeira e caixas tão cheias;
Cheias de nada. Meu ser trêmulo, incapacitado.
Sem aceitar este lixo que me circunda, literalmente.
Tanto papel e fel. Em meu peito já aberto,
Cicatrizes que falam como se fossem um carrasco cruel.
E meu céu de opacidade, de conformidade. Fico. Estou...
Lá fora não me encontro.
E dentro não me reconheço...
Tem lábios que me beijam
E suas palavras me deixam comigo!
Diz-me que crescer é preciso...
Se faz necessário conversar com outros encarcerados
Em um sussurro incompreensível aos ouvidos sensíveis.
Percebo que a fuga não é premeditada.
Tomo um pouco da lavagem noturna,
Para aquecer estes pensamentos doentios.
Rabisco sonhos, e articulo estratégias
Mas o ponto de ação é minha eterna omissão. Sento no chão frio.
Uma torre bem distante cintila frente aos olhos quase cegos.
Não consigo identificar qual rota, qual saída...
Sei que existe muros inexistentes
E paredes de culpa, de raiva, que não me valem de nada.
Estes tijolos são feitos de pensamentos,
Com teias de aranhas e bichos peçonhentos.
Um sentido de nojo, ao ver meus passos plantados
E um sentido de vida, que escapa sem querer...
Vem pedir-se o fazer!
Uma limpeza e uma organização concreta,
De meus cacalhos e também dos "mulambos",
Como sair da mortalha? Jogue-me a capa!
Inverdades são o que creio ser... Sozinha.
E naquela hora que desespero por me sentir algemada
Em tantas suposições que não deram em nada
E busco no carcereiro alguma resposta...
Ele só me diz: Cresça!
Assuma suas responsabilidades.
Não posso fazer nada,
Se por você, nada fazes...
Mas quando a madrugada é mais escura
E o frio se converte em arrepio e calor,
O mesmo carcereiro me sorri com desdém,
Me dando apenas o que me convém:
Nem mais, nem tanto,
Apenas uma presença inquietante e impulsionadora...
Quero a chave, o mapa, o barco,
E ele só aponta-me o caminho. Nada mais.
Fico possessa. Dou o melhor dos meus sonhos coloridos
E um ouvido tão tuberculoso para entender suas entranhas,
Mas ele me dá apenas racionalidade, e pragmatismo.
Dane-se! Não vê que estou em um abismo?
Ele não se importa. Permanece em seu posto
Me mostrando que a chave está em meu bolso.
Como? Isto é mentira!
Estou presa. Estou sozinha...
Ele ri alto, como que me cortando com a realidade nebulosa
E lá fora a neblina me fere os olhos
Minha respiração curta, tão ofegante,
No sentindo desta fobia enclausurante: EU!
Tem veneno do seu lado! Diz-me o carcereiro.
O veneno da apatia. Preguiça! Comodismo. MEDO!
Acha que vou lhe esperar lá fora
E te levar para passar dias em minha cabana? Não.
Merda! O que busco/buscava,
Apenas um princípio que ativasse
A minha mediocridade passiva,
E me desse algum empurrão, um sopro pra vida.
Ele olha nos meus olhos,
Depois o relógio como quem me diz, acabou.
Fico aturdida, claustrofóbica
Só em pensar em minha liberdade, em tomar posse da minha vida!
Minha querida.
Fui teu Mestre, e vim aqui
Só pra te fazer esquecer
Do que sempre haverá de lembrar: Você!
Que queres me dizer
Com toda esta dubiedade?
Meras palavras que aquecem meu corpo
E o vazio de minha solidão perene?
Mente. Você mente.
Ele me diz que esteve sempre presente,
Como carcereiro pois é o que precisava.
E diz: Não te darei liberdade. Só você poderá libertar sua alma...
Que cilada.
Penso na forca.
Penso que é melhor ver jorrar meu sangue
Unindo-me aos meus inquisidores cruéis.
Meu carcereiro mestre grita:
São só anéis!
Eles ficam, também ficarei
Tome esta rota e não olhe pra trás. Acabou seu tempo."
(Continua...)
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Poesia começo d julho... Por Carmen L.
"Eu me deleito, e me esquivo
Sou o medo, o improsivo.
Sou eclética, sou quimera,
Sou a dor, e sou poeta.
Me desmereço, me desanimo.
Reafirmo, e confio.
Mudo céus, terra em transe.
Sou a tela que se constrange.
Sou um rio, sem água;
Sou desafio, e mais estrada.
Sou dúvida, e confiança.
Sou a fé. E a bonança.
E de ser sem ser
Caminhar pra quê?
Já não importa a chegada,
Quero sentir a cavalgada.
E de mares, maremotos,
Turbilhão em meu ser devaneio...
Calafrios e tantos frio,
Receio. Conserto: Concerto...
Quem eu sou se não vou?
E amor que não flora...
Devora: Solidão e duras madrugadas.
Crua. Minha verdade nua. Quero despir minh'alma...
Chega de nostalgia. Cadê a luz do dia?
Se me incomoda sol e claridade,
A fulga me diz, eis uma covarde!
Então não sou folha seca? Das cinzas eis a fênix: Apareça!
E do cruel embate com alma escarlate,
É sangue nos olhos, lágrimas e sofreguidão.
Isto não diz quem sou,
Pois sou mais amor. Quero paz: Comunhão.
Minha mão em sua mão é gesto do infinito.
Quando amigos se reencontram
E este diz: "Na Interner, vi seus versos bonitos"...
Uma massagem no ego, no meu céu em desalinho.
Se tristeza bate,
E crueldade nos meus,
Estrada incerta, até deserta
Mas meu amigo diz-me: és poeta!
Então por mais um dia
Uma força me chama pra vida.
Se duras as pedras? Roteiro e peças!
Lembrei-me: Sou poeta, sou poeta.
E poeta alegre
É enredo que redime.
E poeta triste,
Alento que ressuscita-me!
Nem tudo é dor,
Tantas alegrias.
Por tudo escrevo EU SOU!
Eis a vida! Intrépida, quimera, agonia...
Mar de pétalas
Flores que sangram.
Bastardos que perseguem,
Lições pra outras vidas.
Árvores secas: Inveja de "Caim".
Lágrimas em meus olhos
Irrigam minha solidão.
A procissão segue. Carrego a cruz, com o coração.
Espinhos, quais espinhos ferem nossos caminhos?
Qual a roupa que não serve mais?
Qual a situação que não se sustenta?
Qual a sentença que me fornecerá paz?
Já paguei meu castigo,
Já sofri por meus inimigos.
Já corri. Já levantei.
E perdoar? Será que perdoei?
Vejo o mar. Gelado a me envolver.
Sem calar, vou me refazer;
Dizer ainda soluçando,
E não me queixar. Estou desabafando...
Desabando,
E me encontrando.
Pedindo um rosto,
Que me cale a ousadia. De ser poeta sozinha!
Já vou indo
Chorando, ou sorrindo,
Me doando, me extinguindo,
Renascendo. Ocaso sereno; o céu já está se abrindo.
Eis o amor. Que me pede confronto.
Com temores, e escuro.
Ausência de luz?
Descortino o infinito.
Coincidências.
Deuscidências. Amigo.
Que me lembra: Tu és uma boa poeta.
Então, por que me contrario?
Esta casa, esta família
Não é quem sou!
Mais amor e poesia.
O que é presente, já passou.
Sigo meu caminho.
Sorrindo, não mais chorando
Antes me emocionando.
A estrada é segundo. A vida é eterna. Mas sempre se renovando.
Esta realidade é piscar de olhos.
E preciso reter a gratidão.
A poesia é extensão...
Não passei neste mundo em vão. Qualquer pecado, não será por omissão!
E sou passarinho
Nesta viagem de encontro comigo.
Viajando neste espaço finito,
E me reintegrando. Alma, eterna alma...
Se o ontem foi desalinho.
Se o irmão é egoísta,
Quem sou eu pra me queixar da vida?
Escrevo, isto é minha terapia...
Se colhemos o que plantamos,
Ele plantando limão, colherá tomate?
Já plantei ressentimento,
Só quero hoje semear minha liberdade...
Deixe a terra seca com os cegos.
Deixe a moenda com os parasitas.
Quando se nasce borboleta,
Chega hora que o casulo asfixia.
Me dêem ar, me ofereçam mar.
Amar. Perdoar às vezes é calar
E deixar passar.
Se retenho o que não tenho, como irei velejar em novos tempos?
É sinal de um novo recomeço,
Sou letra e profusão.
Sou esta letra que revela,
Sou a vela que queima, qual meu coração...
E se o tempo é breve
Por que da injúria fazer tempestade?
Ventos que não colhemos
Não nos abatem.
Tempo.
Qual o tempo de ser colorida?
Voar qual borboleta
Sem temer a vida?
Escrever por paixão,
Perdoar pra seguir.
Aos meus amigos, o coração.
Aos inimigos, estes terão o porvir.
Se planto semente de novos tempos
O passado, é só um livro fechado.
Abro meus versos,
E abraço novos dias, serenados...
Pedras já não ferem
Flores são perfumadas.
Madrugadas são rimas
E dias são inteiros, viverei-os com toda a alma!
Sem medo,
Sem dor.
Mais amor...
Mar. Lar. "Dos cegos do castelo, me despeço e vou!"
O que passou, passado.
O que ficou? Retratos.
Sou ínfima; seguir pra sorrir.
Sou intensa; escrever pra poder dizer: Resisti!
Analogia com a letra, registro assim:
Se chorei,
Se sorri.
O importante é que emoções 'escrevi'!"
(Por Carmen Ligia, em 04/07/2011;
mais ou menos 02hrs45min da madru)!
Sou o medo, o improsivo.
Sou eclética, sou quimera,
Sou a dor, e sou poeta.
Me desmereço, me desanimo.
Reafirmo, e confio.
Mudo céus, terra em transe.
Sou a tela que se constrange.
Sou um rio, sem água;
Sou desafio, e mais estrada.
Sou dúvida, e confiança.
Sou a fé. E a bonança.
E de ser sem ser
Caminhar pra quê?
Já não importa a chegada,
Quero sentir a cavalgada.
E de mares, maremotos,
Turbilhão em meu ser devaneio...
Calafrios e tantos frio,
Receio. Conserto: Concerto...
Quem eu sou se não vou?
E amor que não flora...
Devora: Solidão e duras madrugadas.
Crua. Minha verdade nua. Quero despir minh'alma...
Chega de nostalgia. Cadê a luz do dia?
Se me incomoda sol e claridade,
A fulga me diz, eis uma covarde!
Então não sou folha seca? Das cinzas eis a fênix: Apareça!
E do cruel embate com alma escarlate,
É sangue nos olhos, lágrimas e sofreguidão.
Isto não diz quem sou,
Pois sou mais amor. Quero paz: Comunhão.
Minha mão em sua mão é gesto do infinito.
Quando amigos se reencontram
E este diz: "Na Interner, vi seus versos bonitos"...
Uma massagem no ego, no meu céu em desalinho.
Se tristeza bate,
E crueldade nos meus,
Estrada incerta, até deserta
Mas meu amigo diz-me: és poeta!
Então por mais um dia
Uma força me chama pra vida.
Se duras as pedras? Roteiro e peças!
Lembrei-me: Sou poeta, sou poeta.
E poeta alegre
É enredo que redime.
E poeta triste,
Alento que ressuscita-me!
Nem tudo é dor,
Tantas alegrias.
Por tudo escrevo EU SOU!
Eis a vida! Intrépida, quimera, agonia...
Mar de pétalas
Flores que sangram.
Bastardos que perseguem,
Lições pra outras vidas.
Árvores secas: Inveja de "Caim".
Lágrimas em meus olhos
Irrigam minha solidão.
A procissão segue. Carrego a cruz, com o coração.
Espinhos, quais espinhos ferem nossos caminhos?
Qual a roupa que não serve mais?
Qual a situação que não se sustenta?
Qual a sentença que me fornecerá paz?
Já paguei meu castigo,
Já sofri por meus inimigos.
Já corri. Já levantei.
E perdoar? Será que perdoei?
Vejo o mar. Gelado a me envolver.
Sem calar, vou me refazer;
Dizer ainda soluçando,
E não me queixar. Estou desabafando...
Desabando,
E me encontrando.
Pedindo um rosto,
Que me cale a ousadia. De ser poeta sozinha!
Já vou indo
Chorando, ou sorrindo,
Me doando, me extinguindo,
Renascendo. Ocaso sereno; o céu já está se abrindo.
Eis o amor. Que me pede confronto.
Com temores, e escuro.
Ausência de luz?
Descortino o infinito.
Coincidências.
Deuscidências. Amigo.
Que me lembra: Tu és uma boa poeta.
Então, por que me contrario?
Esta casa, esta família
Não é quem sou!
Mais amor e poesia.
O que é presente, já passou.
Sigo meu caminho.
Sorrindo, não mais chorando
Antes me emocionando.
A estrada é segundo. A vida é eterna. Mas sempre se renovando.
Esta realidade é piscar de olhos.
E preciso reter a gratidão.
A poesia é extensão...
Não passei neste mundo em vão. Qualquer pecado, não será por omissão!
E sou passarinho
Nesta viagem de encontro comigo.
Viajando neste espaço finito,
E me reintegrando. Alma, eterna alma...
Se o ontem foi desalinho.
Se o irmão é egoísta,
Quem sou eu pra me queixar da vida?
Escrevo, isto é minha terapia...
Se colhemos o que plantamos,
Ele plantando limão, colherá tomate?
Já plantei ressentimento,
Só quero hoje semear minha liberdade...
Deixe a terra seca com os cegos.
Deixe a moenda com os parasitas.
Quando se nasce borboleta,
Chega hora que o casulo asfixia.
Me dêem ar, me ofereçam mar.
Amar. Perdoar às vezes é calar
E deixar passar.
Se retenho o que não tenho, como irei velejar em novos tempos?
É sinal de um novo recomeço,
Sou letra e profusão.
Sou esta letra que revela,
Sou a vela que queima, qual meu coração...
E se o tempo é breve
Por que da injúria fazer tempestade?
Ventos que não colhemos
Não nos abatem.
Tempo.
Qual o tempo de ser colorida?
Voar qual borboleta
Sem temer a vida?
Escrever por paixão,
Perdoar pra seguir.
Aos meus amigos, o coração.
Aos inimigos, estes terão o porvir.
Se planto semente de novos tempos
O passado, é só um livro fechado.
Abro meus versos,
E abraço novos dias, serenados...
Pedras já não ferem
Flores são perfumadas.
Madrugadas são rimas
E dias são inteiros, viverei-os com toda a alma!
Sem medo,
Sem dor.
Mais amor...
Mar. Lar. "Dos cegos do castelo, me despeço e vou!"
O que passou, passado.
O que ficou? Retratos.
Sou ínfima; seguir pra sorrir.
Sou intensa; escrever pra poder dizer: Resisti!
Analogia com a letra, registro assim:
Se chorei,
Se sorri.
O importante é que emoções 'escrevi'!"
(Por Carmen Ligia, em 04/07/2011;
mais ou menos 02hrs45min da madru)!
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Comentário acerca da causa do facebook... Sergipe II
A causa que foi postado no facebook, com o link http://www.causes.com/causes/603746-marcas-do-que-se-foi-contra-o-descaso-com-as-escolas-de-samba-na-cidade-de-itabaianinha/about
teve uma repercussão pequena, visto a falta de experiência com esta ferramenta, e com a respectiva divulgação que seria necessária para maior alcance.
Cremos que o tema foi pertinente, visto a necessidade de estimular-se a identidade do povo, e seus traços culturais, que no caso de Itabaianinha está se perdendo, por falta de incentivo do poder público. A prefeitura de Itabaianinha privilegia blocos particulares, com cordão de isolamento, privatizando uma festa popular, o carnaval, que usa o espaço público, que é de todo o povo.
Semana passada "estourou" a revelação de um escândalo, envolvendo grande desvio de verba, por parte do filho do prefeito de Itabaianinha, a partir de licitações fraudulentas. O prefeito, Joaldo da Laranjeira, como é conhecido, deixava a administração a cargo deste filho, em muitos casos preferindo ficar em sua fazendo do que ir à prefeitura. Este alto desvio de verbas públicas está sendo investigado pela Polícia Federal.
Em nosso facebook citamos:
"Mostremos o descaso com a cultura popular, privilegiando a importação do gênero baiano, em detrimento das manifestações populares dos moradores de Itabaianinha. O filho do atual prefeito Joaldo da Laranjeira, é o "responsável" pelo maior bloco carnavalesco da cidade na atualidade, este com venda de abadás, e respectivo cordão de isolamento - que começou a ser usado neste mesmo bloco".
Ora, se ele desvia verbas do povo, quiçá da saúde, tal administardor poderia estar pensando em cultura e identidade?
Cremos que nossa causa precisaria de mais tempo para divulgação, e um estudo mais aprofundado, no sentido de buscar a História Oral desta manifestação, em uma pesquisa de campo que denotaria mais tempo, que nos foi impossibilitada pelos compromissos com a Universidade.
Precisamos também mostrar fotos das escolas de samba, nesta quase secular tradição.
Importante, na nossa avaliação, foi dar um início a esta questão sobre o patrimônio imaterial da cidade de Itabaianinha, município da região centro-sul de Sergipe. A única cidade que ainda têm escola de samba em nosso estado, com a provável condição de não sair às ruas no próximo ano, por falta de apoio financeiro, a priori, e de uma política educacional que valorize as tradições culturais do povo de Itabaianinha. Acreditamos que a semente está lançada, e por si só, já é de grande valia.
Quem sabe um alerta a sociedade, para repensar os políticos que dirigem os destinos de seus cidadãos, que desviam verba para enriquecimento próprio, tirando do povo a saúde, a educação, a dignidade e a cultura.
Assim, esta causa no facebook não é mera causa. Uma singela luta. Para com esta semente refletirmos as ervas daninhas que estão na administração pública da grande cidade de anões, com seus pequenos políticos que buscam enriquecimento com o dinheiro público; cidade a qual tenho sincero apreço por ser o berço da minha família.
Carmen Ligia.
teve uma repercussão pequena, visto a falta de experiência com esta ferramenta, e com a respectiva divulgação que seria necessária para maior alcance.
Cremos que o tema foi pertinente, visto a necessidade de estimular-se a identidade do povo, e seus traços culturais, que no caso de Itabaianinha está se perdendo, por falta de incentivo do poder público. A prefeitura de Itabaianinha privilegia blocos particulares, com cordão de isolamento, privatizando uma festa popular, o carnaval, que usa o espaço público, que é de todo o povo.
Semana passada "estourou" a revelação de um escândalo, envolvendo grande desvio de verba, por parte do filho do prefeito de Itabaianinha, a partir de licitações fraudulentas. O prefeito, Joaldo da Laranjeira, como é conhecido, deixava a administração a cargo deste filho, em muitos casos preferindo ficar em sua fazendo do que ir à prefeitura. Este alto desvio de verbas públicas está sendo investigado pela Polícia Federal.
Em nosso facebook citamos:
"Mostremos o descaso com a cultura popular, privilegiando a importação do gênero baiano, em detrimento das manifestações populares dos moradores de Itabaianinha. O filho do atual prefeito Joaldo da Laranjeira, é o "responsável" pelo maior bloco carnavalesco da cidade na atualidade, este com venda de abadás, e respectivo cordão de isolamento - que começou a ser usado neste mesmo bloco".
Ora, se ele desvia verbas do povo, quiçá da saúde, tal administardor poderia estar pensando em cultura e identidade?
Cremos que nossa causa precisaria de mais tempo para divulgação, e um estudo mais aprofundado, no sentido de buscar a História Oral desta manifestação, em uma pesquisa de campo que denotaria mais tempo, que nos foi impossibilitada pelos compromissos com a Universidade.
Precisamos também mostrar fotos das escolas de samba, nesta quase secular tradição.
Importante, na nossa avaliação, foi dar um início a esta questão sobre o patrimônio imaterial da cidade de Itabaianinha, município da região centro-sul de Sergipe. A única cidade que ainda têm escola de samba em nosso estado, com a provável condição de não sair às ruas no próximo ano, por falta de apoio financeiro, a priori, e de uma política educacional que valorize as tradições culturais do povo de Itabaianinha. Acreditamos que a semente está lançada, e por si só, já é de grande valia.
Quem sabe um alerta a sociedade, para repensar os políticos que dirigem os destinos de seus cidadãos, que desviam verba para enriquecimento próprio, tirando do povo a saúde, a educação, a dignidade e a cultura.
Assim, esta causa no facebook não é mera causa. Uma singela luta. Para com esta semente refletirmos as ervas daninhas que estão na administração pública da grande cidade de anões, com seus pequenos políticos que buscam enriquecimento com o dinheiro público; cidade a qual tenho sincero apreço por ser o berço da minha família.
Carmen Ligia.
domingo, 12 de junho de 2011
E no facebook... Um nome???
Maércio Santana
Parabéns à poetisa Carmem Lígia Vila Nova pelo seu aniversário.
(...)
Marcos Barbosa
Carmem Lígia Vila Nova, nome artístico de Jandira Pinto Só pode, ou esse Maércio esta muito chiq e cult e soft e... deixa p lá. kkkkkkkk
(...)
Maércio Santana
Meu Deus! Ki povo! Carmen Ligia, manisfeste-se!
(...)
Carmen Ligia
rs... Oh Maércio, me manifestar? Bem, meu nome é Carmen Ligia Vila Nova Santos, Santos é de meu pai! Se é chiq, cult? Que importa? Quem faz um nome é a pessoa! Poesias minhas em http://aprendizdepoetaenavida.blogspot.com/ ABRAÇÃO MAÉRCIO, te amoooooooo muito.
...................................................................................
Um nome
Meu nome?
Artístico?
Piegas?
Soft?
Cult? Chiq...
Por favor
És um nombre...
Não quem sou,
Reprentação.
E quem sou?
Não. Sim. Universo em transição.
Um nome.
Que minha mãe não me deu!
Ela é Ligia,
Então a obstetra falou:
Não sabes um nome pra tua filha?
Que tal, Carmen Ligia? Então ficou!
O Vila
O Nova
E Santos
Para criar um nome tamanho,
Que me deu trabalho nas primeiras letras,
E se isto bastou?
Nem sempre...
Pois tenho uma irmã chamada Carla
E minha mãe às vezes confude estes nomes:
A Carla chama de Carmen
E hoje ao acordar,
Me chamou de Carla, acredita?
Reflexões sobre um nome
Meu nome.
Só nome.
Nome?
Qual nome?
Quero a sentimentalidade, a poesia que consome...
Que não se resume em meus versos
Ou se cristaliza em meu nome
Uma artista? Errante...
Buscando essência no infame
Na vida caótica deste estar
E quero ser, profusa tal o mar!
Não "um nome" aos olhos do mundo,
Quero ser
O que sou,
Sem saber quem eu sou
E para onde vou?
Um nome não sonha... Por isso, eu vôo!
(CARMEN LIGIA VILA NOVA... Carmencita!)
Parabéns à poetisa Carmem Lígia Vila Nova pelo seu aniversário.
(...)
Marcos Barbosa
Carmem Lígia Vila Nova, nome artístico de Jandira Pinto Só pode, ou esse Maércio esta muito chiq e cult e soft e... deixa p lá. kkkkkkkk
(...)
Maércio Santana
Meu Deus! Ki povo! Carmen Ligia, manisfeste-se!
(...)
Carmen Ligia
rs... Oh Maércio, me manifestar? Bem, meu nome é Carmen Ligia Vila Nova Santos, Santos é de meu pai! Se é chiq, cult? Que importa? Quem faz um nome é a pessoa! Poesias minhas em http://aprendizdepoetaenavida.blogspot.com/ ABRAÇÃO MAÉRCIO, te amoooooooo muito.
...................................................................................
Um nome
Meu nome?
Artístico?
Piegas?
Soft?
Cult? Chiq...
Por favor
És um nombre...
Não quem sou,
Reprentação.
E quem sou?
Não. Sim. Universo em transição.
Um nome.
Que minha mãe não me deu!
Ela é Ligia,
Então a obstetra falou:
Não sabes um nome pra tua filha?
Que tal, Carmen Ligia? Então ficou!
O Vila
O Nova
E Santos
Para criar um nome tamanho,
Que me deu trabalho nas primeiras letras,
E se isto bastou?
Nem sempre...
Pois tenho uma irmã chamada Carla
E minha mãe às vezes confude estes nomes:
A Carla chama de Carmen
E hoje ao acordar,
Me chamou de Carla, acredita?
Reflexões sobre um nome
Meu nome.
Só nome.
Nome?
Qual nome?
Quero a sentimentalidade, a poesia que consome...
Que não se resume em meus versos
Ou se cristaliza em meu nome
Uma artista? Errante...
Buscando essência no infame
Na vida caótica deste estar
E quero ser, profusa tal o mar!
Não "um nome" aos olhos do mundo,
Quero ser
O que sou,
Sem saber quem eu sou
E para onde vou?
Um nome não sonha... Por isso, eu vôo!
(CARMEN LIGIA VILA NOVA... Carmencita!)
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Meu aniversário...

Hoje é meu aniversário.
Sim.
Hj!
30 anos.
30.
Desenganos.
Algumas alegrias...
E desencontros.
Nostalgias.
O que escrever?
Alguns amigos, colegas, me desejaram felicidades,
através do orkut e facebook.
O Maércio ligou à pouco...
Lágrimas rolaram...
Outros me ligaram.
Mas não estava perto do celular.
Na verdade, quero um pouco me isolar;
Só mais um pouco:
Estou gripada,
E um tanto deprimida,
Ao fazer 30, e ser quase nada!
(Se somos o que temos, então,
sou "nada"!?)
O emprego que não tenho.
A faculdade que se estende.
O amor que não chegou,
Mas perdi um grande amor no passado...
(E outros que não soube que era amor,
também fazem parte do passado!)
Se não me amo, quem me entende?
Um Deus, que peço saída...
Desta casa... Uma saída:
Minha independência, minha casa,
seguindo uma nova vida...
Ninguém aqui em casa lembrou do meu aniversário.
Ninguém!
Meu pai não ligou.
"Acho" que também esqueceu.
E lembro, de tantas vezes,
que fiz um "bolinho" aos meus irmãos mais novos,
para poder cantar os "parabéns":
J. tem 20 anos,
C. tem 19,
E. tem 17.
E de todos estes manos, mais novos,
hj adultos, o mais novo dia 12 de julho já
será maior de idade...
NENHUM lembrou deste meu aniversário.
Nunca fizeram um bolinho pra mim,
ou me deram um cartãozinho...
Às vezes, quando temos irmãos mais novos
que agradamos,
há uma vã esperança de uma futura lembrança,
um mimo, no dia do nosso aniversário...
Ilusão.
O João me ligou a pouco;
Disse-lhe: Ninguém aqui em casa
lembrou do meu aniversário.
O mesmo pediu para não ficar triste,
pois tenho muitos amigos...
(Outro ligou, agora).
Amigos... Os irmãos que escolhemos?
O sangue é genética, e muitas vezes
não é prova de carinho.
Porque se estivesse hoje, em minha casa, faria
o meu bolinho... Sim, e chamaria estes amigos,
que me fazem crer que na vida, há um sentido:
Não apagar velas, completar anos, mas dar vida
à dias especiais, abraçando a quem amamos!
30 anos...
E como fazer para que outros anos tenham vida,
alegrias e sentido mais profícuo?
Esquecer os desenganos...
E família?
Quem sabe um dia eu construa a minha...
Com aniversários, folia,
e abraços sem tamanho..................
(Carmen Ligia; agora 18hr53min deste 9 de junho...
Assinar:
Postagens (Atom)


