domingo, 16 de setembro de 2012

Minha monografia 2012, UFS, orientador: Eduardo Pina

http://www.slideshare.net/fullscreen/carmenligia9/monografia-carmen-ligia-on-line/2

MONOGRAFIA_conclusão curso de História_UFS
Assunto: Alcoolismo - e a Irmandade dos Alcoólicos Anônimos

Título: Alcoólicos Anônimos: A construção de um novo paradigma na História do Alcoolismo
Autora: Carmen Ligia Vila Nova Santos.

Descreve a história do alcoolismo, citando o problema (doença) da adicção, e da revolução empreendida pela Irmandade conhecida com Alcoólicos Anônimos. Para àqueles que sofrem direta
ou indiretamente com essa doença, a história mostra que é feita de boas mudanças...

*Passe adiante... Informação pode salvar vidas!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

(...) a dor e a rendição...

Às vezes as lágrimas são rios densos que escorrem em minha face
Revelando as mágoas ainda vivas...
Peço perdão pelo passado,
Sigo porque preciso reagir, sorguer-me através da lama...

Seria muito fácil desistir...
O ser disforme (sem FORMA), mas confiante no porvir
Acredita em rosas e outras primaveras,
Aceita a minha imperfeição indo através do olhar do estranho: o estranho que plaina no ninho...

Não estou mais buscando sua avaliação,
Mas ainda dói os julgamentos e a condenação.
Não sou revoltada, porque perdoo o frio da madrugada e quero seguir,
E ai de mim... Faço o possível para sorrir!

Não sou despossuída, possuo a minha alma
E atravesso os espinhos sem armaduras;
Choro a verdade crua, choro a ferida ainda aberta,
E a deserta estrada do seu pulsar de palavras: cortante, me colocando como migalhas...

Como se dissesse aos demais errantes
Da prole desunida:
Se mirem nesse caos que anda,
Para não ficarem tão decadentes quanto esta menina!

E assim, sou o espelho rachado tal imagem distorcida,
Um exemplo que passa como que a dizer
Nas legendas garrafais desse filme de terror:
Se mirem nessa errante, para não passarem a ter essa vida de dissabor!

Crescer é muito mais que seguir para uma casa;
Tem mais a ver com auto estima
Auto suficiência!
Não permitir que um ser errante ainda que tenha lhe parido

Aponte os dedos para seu ser, ainda que distorcido,
Porque os dedos dela são sujos de tinta!
E as lágrimas causadas nessa quarta...
Só quis vir ao curso, e seguir um curso normal em minha vida.

Dar o que não tenho... E das palavras comparativas
Pra dizer não culpe a outrem
Se teve seus erros para comigo...
Não é autopiedade; é a sinceridade, e essa dói mais em mim.

Seguir!
Esperava que ela dissesse, apesar de...
Sua irmã é superação!!
Mas pareço o monstro gordo e disforme

Sem possibilidades, sem perspectivas.
Acusada por outrora
Ainda que encare com coragem cada novo dia:
Ela e seu sofá depressivo...

Eu?
A certeza que o passado só passa com o real afastamento
Onde não provamos nem queremos ser O exemplo.
Somos apenas o vento e também o tempo, que explica o porque de tanto sofrimento.

Não a boneca que eles visualizaram.
Não a pessoa independente que começo a ser.
Nada para lhes oferecer,
Mas preciso é seguir, porque por aí haverão de me ver:

"Fofa" mas autêntica.
Varorizada pelo que sou!
Não um fantoche nesse teatro de horror.
O inferno já passou...

O inverno vai passar...
A lua inteira a banhar meu mar.
Mais perdão, transmutação;
Até a dor é para mim inspiração

Pra dizer não veja o que aparento
Porque essa carcaça poderá não lhe agradar,
Mas veja que a barata resistirá se houver uma guerra nuclear
E meus momentos de hecatombe, superei!

Superei porque já tenho meu lar
E não preciso ser humilhada, ouvir batatas...
Os cegos do castelo ainda cegos
E eu tenho que me valorizar e seguir a longa estrada.

Porque depois de tudo que passou,
Das dores, dos tremores e de tanto horror
Ainda pessoas (tantas) a me admirar
E a dizer: Vá além, e deixe estar...

Porque o tempo cura a dor
E a gravidade atinge a todos mais cedo ou mais tarde.
Mas o seu dom, o seu tom, sua mensagem
É luz e miragem, e os irmãos de luz sempre ao seu lado a dizer:

Creia e não se abata,
Ânimo, fé e coragem!
Porque mais cedo, ou até mais tarde
Provará não aos seus familiares, mas a si mesma

Que fortaleza
É quem acredita na vida
E faz da dor a razão para um novo dia
E cala àqueles que não fazem nada, mas invejam sua valentia,

Porque tu poeta que não usa máscara,
Porque tu a imensidão de quem vai além da muralha...
E esses sempre serão apontados
Porque tem coragem de sair da caverna e ver o ocaso

Mas de um simples caso triste caso,
Fazem a vida emergir com novos significados,
E entendem a razão de estar nesse plano, com esse fundo de pano
Como roteiro em seu teatro.

Ver que missão
Não é omissão.
É renúncia e muitas vezes o real afastamento
Porque amadurecimento muitas vezes vem com ruptura de laços:

Crescer dá trabalho?
Mas não é melhor que lágrimas, dor, se sentir inferior
E cheia das mágoas do passado?
Hora de crescer é hora de encerrar um conto

Para poder escrever um romance pleno de significados.
Onde o perdão vem com o crescimento.
E pra que visita, se só tu visitas e (ainda) não recebe a retribuição?
Cresça poeta! Que seu sim seja sim, e seu não seja de facto não.

E para tanto
É preciso sair do engano, e parar com qualquer comparação.
Cada qual com sua colheita
E está na hora de plantar noutro terreno, e apenas colherá em outra estação...

E nessa hora, porvir, aurora,
Se ela ver sua alma e não seu corpo ou sua conta bancária,
Saberás que houve uma rendição...
Senão siga perdoe e entenda: O tempo de Deus tem outra significação...


domingo, 3 de junho de 2012

Os desafios da profissão (Por Carmen Ligia)

Os desafios da profissão (Por Carmen Ligia)

Estava em minha sala de aula (ensinando história), e falei aos meus alunos que escrevo poesias, e sobre a existência dessa blog (28 de maio último). Aí uma das minhas alunas lançou um desafio: "_ Então escreva uma poesia AGORA!" Perguntei-lhe: "_ Você quer que eu escreva sobre o quê?" A discente disse-nos: "Os alunos!"
Então, peguei a caneta e coloquei na lousa o seguintes versos...

"Os alunos sonhadores:
Que migram, sacrificam-se,
Choram e persistem;
Jamais desistem!
Eis o sonho,
Eis o homem,
Eis a LIDA!"

Bemmm, desafios? A-do-ro... E em se tratando de poesias: Maravilha!!!


segunda-feira, 14 de maio de 2012

sábado, 5 de maio de 2012

Documentário: Os disformes renascerão (Por Carmen Ligia)


"Te seguimos e te contemplamos
Calamos e gozamos:
São os sorrisos e as estiagens,
Mas a esperança em novas colheitas que não morrem jamais!

Há um tráfego/e tráfico imenso de interesses distorcidos;
Há os descaminhos e uma manada enlouquecida.
Todos seguem, suam e buscam um sentido
Através do caos, barulho e internet: menos letras, mais isolamento!

Vejo que o que se vê não vem ao caso;
Há uma transmutação violenta presente no insconcente desta gente...
E me pergunto: Onde eu me encaixarei
Na grande engrenagem do Teatro Disforme dos Mortos Vivos??

Mas eu também sinto
Em meio àquela confusão de sensações
E sentimentos tão rasteiros um chamamento pra vida:
O brotar de novos tempos...

Não saberia explicar a exultação de sensações ao teclar uma intuição...
O que sinto é que às vezes as palavras me escapam
Não porque o olhar é/está desatento,
Mas simplesmente porque se clama vento: tempo ao tempo!

Resumo da Questão:
O Teatro se transformará em um Documentário
Que registrará em primeira mão
Àqueles seres disformes que renascerão."

(Por Carmen Ligia nessa tarde tão igual de sábado... 05 mai 12).

Drummond (d novoooo!)

Simplesmente Drummond



segunda-feira, 30 de abril de 2012

Aos meus amigos...

"Meus amigos são o maior tesouro que possuo;
Em tempo de desespero eles são meu alento;
Em tempo de construção eles são meu alicerce.
Em tempo de paz eles são meu sorriso pleno
E nas tempestades, minha esperança nos dias de sol.

Meus amigos são o melhor de mim!
Meus amigos são os irmãos que guardo na saudade
E na minha presença, ainda que estejam distantes.

Meus amigos são tudo de bom:
Risos,
Som,
Melodia,
Segurança,
Incentivo e muita nostalgia...

(...) Para todos os meus amigos obrigada,
muito OBRIGADA por fazerem parte de minha VIDA!"

domingo, 25 de março de 2012

Mais 1 reflexão...


Escrever é minha libertação
e minha agonia.

Amanheço prosa,
anoiteço poesia...

(Karla Leopoldino)

Bom domingo a todos...!

Mais reflexões...


"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome."

(Perto do Coração Selvagem - Clarice Lispector)

Outras e outras reflexões em https://www.facebook.com/w.php?h=AeSn0bg1bAPqmr_p#!/imagememacao

Reflexão


Felicidade é serenidade. Não tem nada a ver com piscinas, carros e muito menos com príncipes encantados. O amor é o prêmio para quem relaxa. "As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas".
(Martha Medeiros)

Outras em https://www.facebook.com/w.php?h=AeSn0bg1bAPqmr_p#!/imagememacao

terça-feira, 20 de março de 2012

Meu amor, bom dia!! (Poesia de Carmen Ligia, 20/03/2011)...


"Queria ressignificar os versos
E significar a vida.
Ver além dos símbolos
E compreender os arquétipos...

Quero encontrar o livro,
A chave escondida,
Que faz brilhar a luz
Sobre o mundo de vilanias.

Busco um tempo perdido, decerto encontrado,
Busco o amor de tempos e outros espaços...
Vejo uma estante com muitos livros,
Um café com leite, e o mar no meu olhar.

Sinto uma casa ampla, um amor sereno.
Um sorriso manso, um corpo que entendo.
Percebo que nos buscamos, de outras vidas
E seremos escritores de velhas teorias...

A imagem não é imaginação bem trabalhada,
A imagem em ação, é encontrar parte de minha alma...
Ele vai... Seco, sozinho, perdido e nostálgico,
Então me pergunto: Quando vou abraçar seu abraço?

São noites longas pois já estou contigo,
Vibrando em uma frequência, tão cheia de Sol...
Meus livros aqui espalhados pelo chão,
Meu pensamento disperso, indo em sua direção.

Faço uma oração por nós, amor que me engrandece,
E que me aquece, ainda que eu esteja na solidão.
Somos um encontro cósmico, rio e mar;
Somos Sol e Lua, um universo a se restaurar...

Sinta minhas palavras, tecladas e por ti absorvidas,
Sei que vai achar o caminho pra casa, pra VIDA!
Te espero porque sempre fui sua,
Mesmo com desencontros, as cartas seguem marcadas...

Amor, o que quero é seu olhar,
Escritos e novos livros para dedilhar.
Um som envolvente, que perpassa a Índia,
E nossa cura tântrica, equlibibrando chakras destoantes, e restaurando energias...

Volto ao plano perfeito do sonho já realzado.
Creio na força da intuição, e da alegria que sinto,
Porque se perdemos alguns anos, nada perto do que é eternidade,
E dos grandes momentos que passaremos juntinhos, sem mais saudades.

Meu amor!
Não pensa, não deixe que passe
Esta chance de sermos um:
Assim podermos ter a paz merecida,

O nosso lar,
Nossa rede a balançar.
Um café na cama vou te levar
E lhe digo: Meu amor, bom dia!!"

(Carmen Ligia, em 20/ março/ 2012).

quarta-feira, 14 de março de 2012

Em homenagem ao Dia da Poesia (14 de março), + uma poesia de minha autoria (Carmen Ligia)


"De meio não fiz metade...
Da partícula que sobrou fiz mais amor.
De gotas de chuva,
Tal qual minhas lágrimas, um novo rio me desafia!

Do nada fiz um meio
De chegar em sua estrada e dizer: tudo bem...
E bradar, com voz rouca e inflamada
A quimera dos poetas, sem berço, mas sem mordaças...

Do esquisito do céu em transe
E de Terra pequena,
Fiz meu caminho de estrelas já mortas,
Ainda que no céu, reluzentes...

Mas na hipocrisia de tantas galáxias
Vejo uma longa estrada
E sinto um novo vento,
Um novo tempo... Em minh'alma!

Quisera eu romper o aparente,
Mostrar o sentido de ser gente,
Ainda que serpentes subam pelo colarinho...
A vida é eterno desafio: eu sou de junho, e sou eterna...

As labaredas que são novelas fictícias...
Mas minha novela em aparente branco e preto é vida;
Meus medos, minha valentia,
Em gritar sou poesia!

E o resto, reinvento...
Dá tempo de dizer ao que viemos!
Na poesia a luz que é sempre viva
Como um céu sem firmamento, e por isso, tempo...

Por 'tudo e nada' sou vento,
Sou extenso.
A poesia é o eterno recomeço, é meu melhor ensejo,
E sempre reacendo o desejo de ser eu mesmo.

Esqueço as traças
Rompo muralhas,
Ouço a madrugada
E clamo a poesia, a fantasia, e a volta pra minha casa..."

(Carmen Ligia, em 14 març 2012).

terça-feira, 13 de março de 2012

Mais INCENTIVO PARA A EXTENSÃO NA UFS/CODAP, SIM ! (E-mail q passei a prof maria nogueira...)




((E mail q passei a prof maria nogueira - pró reitora adjunta d extensão da UFMG, em virtude da palestra q a mesma fez, na abertura do 6º semex - unit - 12/03/12)):

Bom dia.

Gostei deveras de sua apresentação.
Não sabia que o universo da Extensão
é tão amplo,
já que minha universidade,
a UFS,
ainda não está sintonizada
coerentemente
com este pilar.
As tentativas de extensão
na UFS ainda são limitadas,
e porque não dizer,
ainda distante das comunidades.

Sei que este caminho é profícuo,
apesar de árduo.
Também sei que não me vejo atolada
em pápeis e pesquisas,
se elas não tem um sentido maior,
que pra mim,
é levar para as comunidades o que vem
sendo estudado na universidade.

Os muros da UFS não separam apenas
a instituição da rua,
mas os estudiosos
daqueles que deveriam
ser o objeto de estudo,
tornando-os mais aptos
a serem sujeitos em seu tempo.

Fiquei admirada com sua exposição,
em ver desfilar possibilidades reais de
fazer com que este pilar seja respeitado
e bem mais incentivado
em nosso estado,
ou seja,
uma efetiva valorização da Extensão,
que saia de alguns "cursinhos" pra "Mec" ver!

Este poster que lhe repasso sintetiza um pouco
do programa de Extensão em que venho participando,
chamado "Pró-docência para a EJA". Infelizmente,
como todo "programa" traz um teor paliativo,
e não uma concretização do que é exposto
em lei.

Infelizmente, o espaço do Codap (UFS),
ainda é quase inutilizado no turno noturno,
esse que poderia estar sendo direcionado
a educação de jovens e adultos,
tanto para ensino fundamental, médio, e/ou
profissionalizante.

O que vemos são alunos de licenciatura,
com estágios "capengas", ou seja,
deficientes, porque é uma ínfima parcela
dos estudantes de licenciatura que tem acesso ao Codap,
para poder fazer o estágio supervisionado.

O Codap deveria estar sendo nosso "laboratório",
mas ainda fica circunscrito aos alunos
do ensino regular,
nos turnos matutino e vespertino,
composto basicamente por alunos
de classe a e b. Os professores do Codap
sequer tem uma ligação direta com extensão.
(com raríssimas exceções; o Programa
que participo é uma destas raridades...)
Este programa do qual faço parte,
é de riqueza inquestionável,
porém a maior parte dos alunos
perguntam pela certificação de conclusão
dos níveis fundamental ou médio.
(porém é 'apenas' um programa,
como diz o nome do mesmo, que quer dizer
um aprofundamento de saberes).
Mas como posso aprofundar,
se fico na superfície
dos programas,
que destoam do que é previsto
pela LDB/96, que ressalta
também a importância de cursos
profissionalizantes?

Como um espaço como a UFS
e o Codap
ainda é tão subutilizado?
O IFS, (antiga escola técnica),
já possui a modalidade da EJA
como parte integrante do ensino.
E nossa Universidade "Federal", ainda
é calcada no ensino e pesquisa.


Muitas vezes saímos pseudoseducadores,
já que não temos suficientes disciplinas voltadas
para a práxis docente, mesmo um estágio eficiente,
ou seja,
com orientação pedagógica pertinente;
e temos "poucos" alunos-pesquisadores,
até porque é restrito (e seleto)
o grupo de alunos que conseguem
uma orientação com bolsa de pesquisa.

Por que não reunir esforços para fazer da Extensão
um elo entre pesquisa e ensino?
Por que não aproveitar a Extensão no currículum,
não como horas no curriculum lattes, que é o que ganho neste
trabalho voluntário,
mas como crédito aos estudantes,
pós-graduação aos já formados,
como eu,
e uma remuneração viável,
porque pagar 40 reais em um pôster (banner),
e 35 reais d inscrição, como agora
no Semex sem possuir renda,
e sem apoio da Universidade Federal,
através da Extensão que participo
como professora, é osso!!

Mas valeu a pena. Apesar de não ter feito parte
de um grupo de pesquisa, feito que só consegui
no último ano faculdade (Pibid),
agradeço a Extensão por ampliar meus
horizontes: é esta que me dá maior maturidade
em relação a pesquisa e ensino.

Este pôster, que segue
em anexo, foi fruto de um relato de
experiências, na primeira comunicação
que fiz na vida, no III seminário para
a EJA, organizado pelo grupo
que representa este programa que exponho.

Desse "memorial" veio o esforço "hercúleo" de resumir
um artigo em 450 palavras. (rsrsrsrsr)
Como percebeste gosto de escrever,
também de falar (apresentar), porém
sinto certa dificuldades com as regras da abnt.
Por isso tinha receio de inscrever trabalhos.
Porém, o primeiro pôster que inscrevi,
agora,
na unit (6º semex - semana de extensão),
ganhar um prêmio em 3º lugar?

Que maravilha...

Prova que é preciso divulgar iniciativas
e repensar caminhos,
para que a UFS saia de um esquema
tradicionalmente "europeu", de pesquisadores
em seus gabinetes, levando para nossa
gente soluções, e trazendo de volta para
os espaços "do saber" o resultado de uma práxis
efetiva, que ponha o povo como sujeito
em seu tempo, não mero expectador passivo
diante das adversidades.

Costumo falar aos meus alunos que eles
poderão amanhã estar em um banco da
universidade, se houver esforço e dedicação.
Que eu vim de uma escola pública,
e que eles haverão de passar no vestibular,
se assim o quiserem, mas acrescento:
quando saírem, por favor,
façam o que estou fazendo,
que é levar para outros
o que aprenderam...
Confesso que quem mais aprende
sou eu,
afinal,
talvez eu não mude o planeta,
mas se eu não for passiva,
conformada,
saberei que passei por este mundo e
começei a construir pontes,
e não "ajudei" a soerguer mais muralhas
segregadoras.

Bjo, e espero que possamos trocar
experiências, e esperanças.

Um bom retorno,
fique com Deus.
(vc me fez vislumbrar novos horizontes,
em meio a neblina das ações "inseguras"
da maioria dos meus conterrâneos).

Att,
Carmen Ligia Vila Nova.

domingo, 4 de março de 2012

Amor é revolução! (Poesia de Carmen Ligia).


"A vida em seus descaminhos
Faz seu caminho.
No desencontro,
Encontramos a nós mesmos.

Da rejeição,
Vem a sublimação,
Que é algum tipo de perdão,
Ainda que imperfeito.

Não chorar lágrimas porque essas estão contidas,
Em algum tipo de entendimento pelo modo alheio,
Ainda que este seja deveras estranho,
Só podemos ofertar o que vem em nosso íntimo verdadeiro.

Não choro, se pertuba a crítica mal dita.
Percebo que tentando dar o melhor de mim faço meu caminho,
Que dentre flores, ferem estes espinhos,
Mágoas perenes, mas não eternas...

Haverá o dia do encontro maior com minha existencialidade,
E este pode ser traduzido nesse momento meu,
Em que o outro é encarado como é,
Sem minhas expectativas, denaneios do meu eu!

A vida é constituída
De alguma compreensão com àqueles que oprimem,
Porque esta constatação, longe de ser conformação,
É o passo para libertação: Paulo Freire já dizia...

Sigo, porque entre flores e amores
Serpentes e espinhos,
Amarei ao mundo em seu desalinho,
E neste o sentido pleno do viver:

Transceder, perdoar,
Amar e seguir!
Rosas sem espinhos não haverão de existir,
E amor sem perdão, é ilusão que não deve persistir.

Sigo na contramão,
Eu sigo!
Firme em meu caminho,
Sorrindo, às vezes chorando por dentro, mas sempre refletindo;

Dando ao mundo o melhor desta minha colheita,
Jogando sementes de compreensão.
Amor é revolução!
Amando ao próximo, é que amarei a mim mesma de todo coração..."

(Carmen Ligia, em 04 de març 2012).

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A canção - rsrsrsrsrsr (Por Carmen Ligia)



"Sei,
Que as colheitas são de maio,
Foram por demais os meus atalhos,
São de dias, meu violão...

Sei,
Que de flores fiz pouco caso,
Que de espinhos fiz minha cama,
Hoje me fere meu jardim...

Eu sei,
Que de tudo fiz tão pouco,
De amores fiz desgostos,
E de ilusões fiz meu caixão.

Também sei,
Que nada vem de graça,
Estudando, fé na estrada,
Quero poder pagar meu pão!

Sei, que os livros me convidam,
Mas meus versos me seduzem,
Dizendo alivie
Seu coração...

Me dizem rime,
Esqueça, e progrida,
Mereça cada lida,
Mereça esta canção...

A vida,
É canção de despedida,
Mas a vida é tão linda,
Pra quem vê com o coração;

Plantei mandacaru,
E cactos distorcidos,
Tive até falsos amigos
Mas acredito no amor, e no perdão...

Por isso sei que tudo vira rima,
Pó em cada esquina,
Quarta-feira é de cinzas
Mas fênix que sou, levanto minhas mãos!!

Agradeço a Deus,
Por esta paz no coração...
Se nada fiz, fiz uns versos
Fiz canção.

Vivi com o coração
Até perder a razão...
Mas hoje
pés no chão,

Mas sonhando
Com minha casa, meu jardim...
Meu trabalho, meu amor
E minha tv de plasma, só pra mim!!!

O sonho não é de todo capitalista...
É que faz falta, um sofá, uma tv...
Mas agradeço por agora, ter você,
Notebook que me faz companhia;

Me permite ter diário, virtual
Nada mau...
A canção está no fim,
Ponto final."

(Por Carmen Ligia, em 21 fev 2012).

Carnaval... (Por Carmen Ligia)


"Tórpido...
Tórrido.
"Zunido" tal lança-perfume...
Sacia a sede

Ainda que seja tal água do mar.
Vem líquido inflamável.
Pernas sem direção...
Toque de devassidão.

Embriaguez dos sentidos...
Amigos se fazem de fios
E navalhas,
E juras... Em carne!

Novamente a aproximação.
Salivando o momento extenso
Em que a terra pára,
E treme, 'cem' sentidos...

Os devaneios,
A comunhão!
Seres que precisam ir além
Do que é limite sôfrego...

Nós, qual carnaval,
Na intensidade de um momento (sempre diferente...)!!!
E clamo este tempo
Que sou o vento: vem semente.

Veloz. Constante.
Estou passando em sua esquina.
Te desejo flores,
Mas só posso lhe dar, poesias.

E este mormaço
Em alguma madrugada encantada,
Onde os beijos são selados
Tal qual cascata de lágrimas..."

(Por Carmen Ligia, em 21 fev 2012).

Eu sou neguinha? (Vanessa da Mata)



Eu Sou Neguinha?
Vanessa da Mata


Eu tava encostado ali minha guitarra
num quadrado branco, vídeo papelão
eu era um enigma, uma interrogação
olha que coisa
mas que coisa à toa, boa, boa, boa, boa, boa
eu tava com graça...
tava por acaso ali, não era nada
bunda de mulata, muque de peão
tava em Madureira, tava na Bahia
no Beaubourg, no Bronx, no Brás
e eu, e eu, e eu, e eu
a me perguntar
eu sou neguinha?

era uma mensagem
lia uma mensagem
parece bobagem mas não era não
eu não decifrava, eu não conseguia
mas aquilo ia, e eu ia, e eu ia, e eu ia, e eu ia

eu me perguntava

era um gesto hippie, um desenho estranho
homens trabalhando, para e contramão
e era uma alegria, era uma esperança
era dança e dança ou não, ou não, ou não, ou não, ou não
tava perguntado:
eu sou neguinha?
eu sou neguinha?
sou neguinha.......
eu sou neguinha?
sou neguinha.......

eu tava rezando ali completamente
um crente, uma lente, era uma visão
totalmente terceiro sexo
totalmente terceiro mundo terceiro milênio
carne nua, nua, nua, nua, nua, nua
era tão gozado
era um trio elétrico, era fantasia
escola de samba na televisão
cruz no fim do túnel, beco sem saída
e eu era a saída, melodia, meio-dia, dia, dia, dia

era o que eu dizia:
eu sou neguinha?

mas via outras coisas: via o moço forte
e a mulher macia den'da escuridão
via o que é visível, via o que não via
e o que poesia e a profecia não vêem
mas vêem, vêem, vêem, vêem, vêem

é o que parecia
que as coisas conversam coisas surpreendentes
fatalmente erram, acham solução
e que o mesmo signo que eu tento ler e ser
é apenas um possível e o impossível
em mim, em mil, em mil, em mil, em mil

e a pergunta vinha:
eu sou neguinha?

*Fonte vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=or5047cn6M0

*Fonte letra: http://letras.terra.com.br/vanessa-da-mata/116789/