sábado, 24 de novembro de 2012

Poema inacabado (Por Carmen Ligia)



Amor?
É o nosso poema inacabado...
Desejo?
Só teu abraço.
Carinho?
Seu olhar de luz e paz!
Caminhos?
O mundo gira! Haveríamos de nos encontrar!?

Amigo... Seu nome, seu rosto ausente.
A solidão de meus dias, amadurecimento... Fé!

Mas a poesia,
Da boca que nunca esqueci, do abraço que demora a chegar,
E eu que sonho,
Quem sabe o sonho possa enfim realizar-se?

Meu amor, valeu a pena te esperar...

Será?
Quem de nós dirá?

Só Deus, o maior dos cronistas, para nosso
Romance recomeçar.
E por favor, sem fim
Em mim:
EU VOU TE AMAR!

Sempre amar!!

Sem pressa,
Te tocando de leve com meus dedos,
Sentindo seus pensamentos,
Sorvendo seu cheiro de felicidade:
Nunca é tarde!

Quem sabe, mais tarde??

Mas chega logo...
BATEU SAUDADE!!

Amor de sempre, ainda tanto?!



Vem!
Não pense que o tempo nos favorece,
Nem tu com 18
nem eu com 15...
Porque a vida passou: mas temos muito tempo,
por favor, se despeça dos contratempos!!

Vem...
Largue as mazelas, as quimeras
E vem viver a realidade:
Esta realidade se chama amor de verdade,
Que não saiu da minh'alma e ficou na saudade.

Não creia nas dores,
Nos rios que passaram,
Encontraremos o mar!
Estou ao seu lado...

Hoje plasmada,
Em seu sonho, velando seu sono.
Amanhã sorrindo feliz em seus braços,
Porque o amor,
Esse vence:
Vendavais, Distância e Tempo que nos sangrou,
Mas uma de amor ainda se concretizará:

Me banharei em seus olhos,
E navegarei em seu mar.

(Para um amor, de sempre, ainda tanto?!)

domingo, 16 de setembro de 2012

Minha monografia 2012, UFS, orientador: Eduardo Pina

http://www.slideshare.net/fullscreen/carmenligia9/monografia-carmen-ligia-on-line/2

MONOGRAFIA_conclusão curso de História_UFS
Assunto: Alcoolismo - e a Irmandade dos Alcoólicos Anônimos

Título: Alcoólicos Anônimos: A construção de um novo paradigma na História do Alcoolismo
Autora: Carmen Ligia Vila Nova Santos.

Descreve a história do alcoolismo, citando o problema (doença) da adicção, e da revolução empreendida pela Irmandade conhecida com Alcoólicos Anônimos. Para àqueles que sofrem direta
ou indiretamente com essa doença, a história mostra que é feita de boas mudanças...

*Passe adiante... Informação pode salvar vidas!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

(...) a dor e a rendição...

Às vezes as lágrimas são rios densos que escorrem em minha face
Revelando as mágoas ainda vivas...
Peço perdão pelo passado,
Sigo porque preciso reagir, sorguer-me através da lama...

Seria muito fácil desistir...
O ser disforme (sem FORMA), mas confiante no porvir
Acredita em rosas e outras primaveras,
Aceita a minha imperfeição indo através do olhar do estranho: o estranho que plaina no ninho...

Não estou mais buscando sua avaliação,
Mas ainda dói os julgamentos e a condenação.
Não sou revoltada, porque perdoo o frio da madrugada e quero seguir,
E ai de mim... Faço o possível para sorrir!

Não sou despossuída, possuo a minha alma
E atravesso os espinhos sem armaduras;
Choro a verdade crua, choro a ferida ainda aberta,
E a deserta estrada do seu pulsar de palavras: cortante, me colocando como migalhas...

Como se dissesse aos demais errantes
Da prole desunida:
Se mirem nesse caos que anda,
Para não ficarem tão decadentes quanto esta menina!

E assim, sou o espelho rachado tal imagem distorcida,
Um exemplo que passa como que a dizer
Nas legendas garrafais desse filme de terror:
Se mirem nessa errante, para não passarem a ter essa vida de dissabor!

Crescer é muito mais que seguir para uma casa;
Tem mais a ver com auto estima
Auto suficiência!
Não permitir que um ser errante ainda que tenha lhe parido

Aponte os dedos para seu ser, ainda que distorcido,
Porque os dedos dela são sujos de tinta!
E as lágrimas causadas nessa quarta...
Só quis vir ao curso, e seguir um curso normal em minha vida.

Dar o que não tenho... E das palavras comparativas
Pra dizer não culpe a outrem
Se teve seus erros para comigo...
Não é autopiedade; é a sinceridade, e essa dói mais em mim.

Seguir!
Esperava que ela dissesse, apesar de...
Sua irmã é superação!!
Mas pareço o monstro gordo e disforme

Sem possibilidades, sem perspectivas.
Acusada por outrora
Ainda que encare com coragem cada novo dia:
Ela e seu sofá depressivo...

Eu?
A certeza que o passado só passa com o real afastamento
Onde não provamos nem queremos ser O exemplo.
Somos apenas o vento e também o tempo, que explica o porque de tanto sofrimento.

Não a boneca que eles visualizaram.
Não a pessoa independente que começo a ser.
Nada para lhes oferecer,
Mas preciso é seguir, porque por aí haverão de me ver:

"Fofa" mas autêntica.
Varorizada pelo que sou!
Não um fantoche nesse teatro de horror.
O inferno já passou...

O inverno vai passar...
A lua inteira a banhar meu mar.
Mais perdão, transmutação;
Até a dor é para mim inspiração

Pra dizer não veja o que aparento
Porque essa carcaça poderá não lhe agradar,
Mas veja que a barata resistirá se houver uma guerra nuclear
E meus momentos de hecatombe, superei!

Superei porque já tenho meu lar
E não preciso ser humilhada, ouvir batatas...
Os cegos do castelo ainda cegos
E eu tenho que me valorizar e seguir a longa estrada.

Porque depois de tudo que passou,
Das dores, dos tremores e de tanto horror
Ainda pessoas (tantas) a me admirar
E a dizer: Vá além, e deixe estar...

Porque o tempo cura a dor
E a gravidade atinge a todos mais cedo ou mais tarde.
Mas o seu dom, o seu tom, sua mensagem
É luz e miragem, e os irmãos de luz sempre ao seu lado a dizer:

Creia e não se abata,
Ânimo, fé e coragem!
Porque mais cedo, ou até mais tarde
Provará não aos seus familiares, mas a si mesma

Que fortaleza
É quem acredita na vida
E faz da dor a razão para um novo dia
E cala àqueles que não fazem nada, mas invejam sua valentia,

Porque tu poeta que não usa máscara,
Porque tu a imensidão de quem vai além da muralha...
E esses sempre serão apontados
Porque tem coragem de sair da caverna e ver o ocaso

Mas de um simples caso triste caso,
Fazem a vida emergir com novos significados,
E entendem a razão de estar nesse plano, com esse fundo de pano
Como roteiro em seu teatro.

Ver que missão
Não é omissão.
É renúncia e muitas vezes o real afastamento
Porque amadurecimento muitas vezes vem com ruptura de laços:

Crescer dá trabalho?
Mas não é melhor que lágrimas, dor, se sentir inferior
E cheia das mágoas do passado?
Hora de crescer é hora de encerrar um conto

Para poder escrever um romance pleno de significados.
Onde o perdão vem com o crescimento.
E pra que visita, se só tu visitas e (ainda) não recebe a retribuição?
Cresça poeta! Que seu sim seja sim, e seu não seja de facto não.

E para tanto
É preciso sair do engano, e parar com qualquer comparação.
Cada qual com sua colheita
E está na hora de plantar noutro terreno, e apenas colherá em outra estação...

E nessa hora, porvir, aurora,
Se ela ver sua alma e não seu corpo ou sua conta bancária,
Saberás que houve uma rendição...
Senão siga perdoe e entenda: O tempo de Deus tem outra significação...


domingo, 3 de junho de 2012

Os desafios da profissão (Por Carmen Ligia)

Os desafios da profissão (Por Carmen Ligia)

Estava em minha sala de aula (ensinando história), e falei aos meus alunos que escrevo poesias, e sobre a existência dessa blog (28 de maio último). Aí uma das minhas alunas lançou um desafio: "_ Então escreva uma poesia AGORA!" Perguntei-lhe: "_ Você quer que eu escreva sobre o quê?" A discente disse-nos: "Os alunos!"
Então, peguei a caneta e coloquei na lousa o seguintes versos...

"Os alunos sonhadores:
Que migram, sacrificam-se,
Choram e persistem;
Jamais desistem!
Eis o sonho,
Eis o homem,
Eis a LIDA!"

Bemmm, desafios? A-do-ro... E em se tratando de poesias: Maravilha!!!


segunda-feira, 14 de maio de 2012

sábado, 5 de maio de 2012

Documentário: Os disformes renascerão (Por Carmen Ligia)


"Te seguimos e te contemplamos
Calamos e gozamos:
São os sorrisos e as estiagens,
Mas a esperança em novas colheitas que não morrem jamais!

Há um tráfego/e tráfico imenso de interesses distorcidos;
Há os descaminhos e uma manada enlouquecida.
Todos seguem, suam e buscam um sentido
Através do caos, barulho e internet: menos letras, mais isolamento!

Vejo que o que se vê não vem ao caso;
Há uma transmutação violenta presente no insconcente desta gente...
E me pergunto: Onde eu me encaixarei
Na grande engrenagem do Teatro Disforme dos Mortos Vivos??

Mas eu também sinto
Em meio àquela confusão de sensações
E sentimentos tão rasteiros um chamamento pra vida:
O brotar de novos tempos...

Não saberia explicar a exultação de sensações ao teclar uma intuição...
O que sinto é que às vezes as palavras me escapam
Não porque o olhar é/está desatento,
Mas simplesmente porque se clama vento: tempo ao tempo!

Resumo da Questão:
O Teatro se transformará em um Documentário
Que registrará em primeira mão
Àqueles seres disformes que renascerão."

(Por Carmen Ligia nessa tarde tão igual de sábado... 05 mai 12).

Drummond (d novoooo!)

Simplesmente Drummond